- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

HISTÓRIA DE UM PAI

                Certo genitor laborioso e dedicado ao dever tinha um filho que, ao contrário, era fútil, vivendo como parasita explorador do pai. Aplicava o tempo nos gozos materiais e na consumpção das energias morais, mesmo que escassas.
                O pai, maduro e sábio, sempre o advertia e lhe explicava que, pelo fenômeno natural da vida, seria o primeiro a morrer, e que os haveres, por mais abundantes, quando gastos sem renovação tendiam para o desaparecimento, para a extinção.
                Informava-o que os amigos que o cercavam não lhe tinham a menor estima, antes se interessavam pelos recursos de que dispunha e, quando esses escasseassem, também desapareceriam.
                Os conselhos soavam como velha balada conhecida e recusada.
                Oportunamente, o idosos trabalhador mandou construir nos fundos da propriedade um celeiro, colocando no seu interior uma forca, tendo fixada uma placa informativa com os seguintes dizeres: “Eu jamais ouvi os conselhos do meu pai”.
                Posteriormente, quando tudo estava concluído, chamou o filho, levou-o ao celeiro e explicou-lhe:
                - Filho, encontro-me velho, cansado e enfermo. Quando eu falecer, tudo que me pertence passará à sua propriedade. Caso você fracasse, porque atirará fora todos os bens que lhe transfiro, peço-lhe que me prometa que usará esta forca, como medida de reparação do mal que nos fez a ambos.
                O moço, sem entender exatamente o que o pai desejava dizer-lhe, silenciou, a fim de o não contrariar.
                O genitor desencarnou tempos depois e o jovem herdou-lhe os bens, passando a dissipá-los com mais extravagâncias e desperdícios. Pouco tempo transcorrido, deu-se conta de que havia malbaratado todos os negócios e recursos, e estava reduzido à miséria, à solidão, até mesmo porque os falsos amigos abandonaram-no.
                Recordou-se do pai e chorou copiosamente. No pranto, recordou-se da promessa que lhe fizera, de que se enforcaria após o fracasso. Trêmulo de emoção desordenada, dirigiu-se ao celeiro e lá encontrou  a forca assim como os dizeres terríveis. Teve uma iluminação, concluindo que essa seria a única vez na sua existência em que poderia agradar ao homem nobre que fora seu pai e sempre vivera decepcionado com a sua conduta.
                Subiu então na forca, colocou o laço no pescoço e atirou-se ao ar.
                O braço da engenhoca era oco e partiu-se, caindo dele diversas joias: diamantes, rubis, esmeraldas, uma verdadeira fortuna com um bilhete, que informava: “Esta é a sua segunda chance. Eu o amo de verdade. Seu pai”.
                A partir dali a sua vida tomou novo rumo e ele mudou completamente a maneira de encarar a oportunidade.

Fonte: Psicologia da Gratidão – Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

Um comentário:

ROGÈRIO MÀRCIO COELHO disse...

Que lição de vida, muito bonita a história.É uma pena que tem ser humano que não valoriza a palavre de amigo. A palavra de um pai, ás vezes só vai dar valor quando perde e ai já é tarde demais.