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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 5 de dezembro de 2015

LIBERTAÇÃO DO SOFRIMENTO

                Seja qual for o tipo de sofrimento, as suas garras produzem chagas de demorado processo degenerativo, que leva, às vezes, à alucinação, ao despautério, às arbitrariedades, especialmente as pessoas destituídas de resistências morais.
                Normalmente, a sua intensidade é captada conforme a sensibilidade de quem o experimenta.
                Sofredores há, na esfera física, portadores de alta capacidade para suportar-lhe a injunção, que, no entanto, tombam, desalentados, quando eles se apresentam no campo moral.
                A recíproca é verdadeira, consagrando os heróis das resistências quase inacreditáveis, sob o jugo dos terríveis acúleos cravados  nos tecidos da alma.
                O sofrimento está muito relacionado com o processo de evolução espiritual.
                A ampla sensibilidade faculta-lhe maior profundidade emocional, que responde pelas angústias e desagregações interiores, sem queixumes, nem acusações. O padecente silencia a dor e deixa-se estraçalha interiormente, em especial quando tomba nas aflições morais, derivadas da traição, da injustiça, da crueldade, do abandono, do isolamento...
                Se possuem fé religiosa e transferem o testemunho para o futuro espiritual, suportam melhor as lâminas cortantes com equilíbrio, logrando vencer a conjuntura, superando-se e saindo da crise com amadurecimento e paz. As enfermidades de larga duração aformoseiam-lhes o caráter e dão-lhes maior quota de amor aos sentimentos, que transbordam de ternura.
                Quando atingem aqueles que estagiam em faixas menos evolutivas, as enfermidades brutalizam-nos e asselvajam-lhes as bases dos sentimentos, que se desenvolviam noutra direção benéfica.
                O espiritismo, em razão da sua complexa estrutura cultural, científica, moral e religiosa, é a doutrina capaz de equacionar o sofrimento, liberando as suas vítimas.
                Carl Gustav Jung foi possivelmente quem melhor penetrou a realidade do sofrimento, propondo a sua elucidação e cura. Enquanto a preocupação geral se baseava nos resultados físicos, no bem-estar emocional, sob a angulação médica, ele recorreu a dois métodos para encontrar-lhe a gênese e a solução: os sonhos e a imaginação.
                Embora reconhecesse que toda generalidade peca por insuficiência de recursos para o atendimento, desde que cada caso é específico e exige uma linguagem terapêutica especial, adotava os dois comportamentos como método eficaz para os resultados saudáveis.
                Ao mesmo tempo recomendava o apoio religioso, portador de excelentes contribuições para a cura da alma, na qual se sediam todas as causas dos sofrimentos.
                A individuação e a marcha na direção do numinoso constituíram-lhe valiosos mecanismos terapêuticos para os problemas dos pacientes que o buscavam.
                A promoção moral proposta elo espiritismo e a contribuição extraordinária que dá, através do fato de ser a alma imortal – herdeira dos próprios atos que, equivocados, são geradores de sofrimentos – e da reencarnação – em cujos renascimentos o ser espiritual se depura, mediante, não raro, o sofrimento – constituem terapias irrecusáveis, no programa de eliminação da dor no homem e na Terra.
                O sofrimento tem vigência transitória, por ser efeito do desequilíbrio da energia que, direcionada para o bem pra o amor, deixa de desarticular-se, facultando aos seres a iluminação, a plenitude, portanto, a saúde integral, que a todos os seres do mundo está reservada pelo Pai Criador.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

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