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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SOLIDÃO III

          
                A Espiritualidade Maior entende que, nos retiros de tranqüilidade, criamos uma sustentação interior, que nos permite sintonizar com as leis divinas e com os valores reais da consciência cristã.
                Ouçamos com os ouvidos internos, pois ninguém pode assimilar bem uma experiência que não provenha de sua própria orientação interior.
                Ninguém é capaz de seguir sua verdadeira estrada existencial, se não refletir sobre sua essência. Não encontraremos o caminho de que verdadeiramente necessitamos, se nós mesmos não o buscarmos, usando nossos inerentes recursos da alma para perceber as inarticuladas orientações divinas em nós.
                Somente cada um pode interpretar as razões da vida em si mesmo.
                Se não encontrarmos um recanto externo que facilite a meditação, nem alguma paisagem mais afastada junto à natureza, onde possamos repousar da inquietação da multidão, mesmo assim poderemos penetrar o nosso santuário íntimo.
                Sigamos o Mestre, recolhendo-nos na solidão e no silêncio do templo da alma, onde exclusivamente encontraremos as reais concepções do amor e da justiça, da felicidade e da paz, de que todos temos direito por Paternidade Divina.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

SOLIDÃO II

               
Nem sempre é possível abandonarmos a vida alvoroçada, os ruídos e as músicas estridentes, talvez seja até mesmo uma tarefa custosa;  mas é perfeitamente realizável dedicarmos algum tempo ao silencia, retirando-nos para momentos de reflexão.
                Nos instantes de silêncio, exercitamos o aprendizado que nos levará a abrir um canal receptivo à Consciência Divina. É nesse momento que ficamos cientes de que realmente não estamos sozinhos e que podemos entrar em contato com a voz da consciência. A voz de Deus, por assim dizer, começará a falar em nós.
                Inúmeras criaturas criam uma mente agitada por temerem que estão vazias, pensa não haver nada dentro delas que lhes dê proteção, apoio e segurança. Acreditam que são uma casca que precisa exclusivamente de sustentação exterior; por isso, continuam ocupando a casa mental ansiosamente, obstruindo seu acesso à luz espiritual.
                A mente pode ser uma ajuda efetiva, ou mesmo um obstáculo ferrenho na escolha da melhor direção para atingirmos o amadurecimento íntimo. A crença em nossa limitação é que faz com que restrinjamos nossa mente. Isso se agrava quando envolvemo-la no burburinho de vozes, no tumulto e na agitação do cotidiano, passando assim a não avaliarmos corretamente seu verdadeiro potencial.
                São muitos os caminhos de Deus, e a solidão pode ser um deles.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SOLIDÃO I

             
               Nem sempre a solidão pode ser encarada como dor ou insânia. É, em muitas ocasiões, períodos de preparação, tempos de crescimento, convites da vida ao amadurecimento.
                O âmago do ser está intimamente ligado ao bem, á virtude e à religião. É justamente nas épocas de solidão que conseguimos a motivação necessária para estabelecer a verdade sobre esse fato.
                Na solidão, e que encontramos sanidade para nosso mundo interior, respostas seguras para nossos caminhos incertos e nutrição vitalizante para os labores que enfrentamos em nossa viagem terrena.
                Nestes nossos apontamentos sobre a solidão, não estamos nos referindo à tristeza de estar só, mas sim, necessariamente, à quietude íntima, tão importante e saudável para que façamos um trabalho de autoconsciência, valorizando as nuances de nossa vida interior.
                Muitos indivíduos vivem dentro de um ciclo diária estafante. Realizam suas atividades num ambiente de competitividade, agitação, pressa e rivalidade, vivendo em constante tensão psicológica e, por conseqüência, alterando suas funções fisiológicas. Por viverem num estado de cansaço e desgaste contínuos, não conseguem fazer uma real interação entre o meio ambiente e seu mundo interno, o que ocasiona sérios problemas de convivência e inúmeros conflitos pessoais.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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domingo, 8 de dezembro de 2013

AUTOCONVENCIMENTO

           
          O vício da queixa, depois de certo tempo de existência, gera um autoconvencimento das realidades apresentadas pela lamentação. Passamos a ter certeza de que a causa de nossa queixa é realmente grande. E às vezes pode até ser, entretanto, não á nada que não possa ser resolvido ou administrado. Lamentar é sempre um processo de agravamento da situação atual.
                Após estarmos convencidos de que nossa vida é difícil e com grandes problemas, passamos a não perceber as situações positivas que também sempre existem. Quanto mais reclamamos de um fato ou de uma situação existente em nossa vida, o que nos desagrada se torna fixada em nós.
                Existem no mundo inúmeros heróis anônimos vencendo a vida e as próprias limitações. Pessoas vencendo as misérias, doenças e situações aparentemente sem correções, porque não se permitiram convencer da grandeza do problema. Quanto mais você reclamar de alguma coisa mais vai se autoconvencer de que ela é real.
                Lamentar determinado problema dá resistência para que ele prossiga em nós. Desta forma, se quiser vencer alguma coisa ou situação, comece não reclamando dela, mesmo que ela esteja presente na sua intimidade. Vença-a no silêncio.
                Não podemos querer viver livres para sermos felizes se nos comportarmos como escravos de nós mesmos. Bom mesmo é convencer-se de que não há do que se queixar, independente dos problemas. Isso sim é uma atitude inteligente e que gera vantagens a nosso favor.
                Passamos, muitas vezes, desde crianças ouvindo nossos pais reclamarem da vida, do trabalho diário, das dificuldades de viver em família, das mudanças do tempo e por aí vai...
                Crescemos e damos sequência na mesma toada de lamúrias, demonstrando uma completa incompreensão dos mecanismos que conduzem o crescimento da humanidade.
                Enquanto que pelas queixas nos convencemos de que temos uma vida triste, a confiança no futuro nos daria a força necessária para prosseguir e vencer e, esta confiança, apenas pode ser obtida com constante empenho de entender as leis que regem a vida e sua soberania.
                Por fim, enquanto nos queixarmos de uma coisa, mais esta coisa estará em nós. Afinal, se estamos fixados em determinado ponto, estamos da mesma forma presos nele.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sábado, 7 de dezembro de 2013

O PROBLEMA DO ESPAÇO II


O homem ou a mulher de personalidade infantil deseja o espaço do outro, sem querer ceder aquele que acredita seu. Quando consegue, limita a movimentação do afeto, a quem deseja subjugar por hábeis maneiras diversas, escondendo a insegurança que é responsável pela ambição atormentada. Se não logra, parte para o jogo dos caprichos, que termina em incompatibilidade de temperamentos, disfarçando as suas reações neuróticas.
A vida feliz é um dar, um incessante receber.
Toda doação gratifica, e nela, embutida, está a satisfação da oferta, que é uma forma de gratulação. Aquele que se recusa a distribuição padece a hipertrofia da emoção retribuída e experimenta carência, mesmo estando na posse do excesso.
Somente doa, cede, quem tem e é livre, interiormente amadurecido, realizado. Assim, mesmo quando não recebe de volta e parece haver perdido o investimento, prossegue pleno, porqüanto, somente se perde o que não se tem, que é a posse da usura e não o valor que pode ser multiplicado.
A pessoa se deve acostumar com o seu espaço, liberando-­se da propriedade total sobre ele e adaptando-se, mentalmen­te, à idéia de reparti-lo com outrem, mantendo porém, inte­gral, a sua liberdade íntima, cujos horizontes são ilimitados.
Ademais, deve considerar que os espaços físicos são tran­sitórios, em razão da precariedade da própria vida material, que se interrompe com a morte, transferindo o ser para outra dimensão, na qual os limites tempo e espaço passam a ter outras significações.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O PROBLEMA DO ESPAÇO I

     
     A diminuição do espaço retira a liberdade, restringindo-a, na razão do volume daqueles que o ocupam, o que dá mar­gem à promiscuidade no relacionamento das pessoas, com o conseqüente desrespeito entre elas mesmas.
Inconscientemente, a preservação do espaço se torna um direito de propriedade, que adquire valores crescentes em re­lação à sua escassez e localização.
O homem, como qualquer outro animal, luta com todas as forças e por todos os meios para a manutenção da sua pos­se, a dominação do espaço adquirido e, às vezes, pelo que gostaria de possuir, tombando nas ambições desmedidas, na ganância.
No relacionamento social, cada indivíduo é cioso dos seus direitos, do seu espaço físico e mental, da sua integridade, da sua intimidade, zelando pela independência de ação e condu­ta nestas áreas comportamentais.
Quando os sentimentos afetivos irrompem e ele deseja repartir a sua liberdade com a pessoa amada, naturalmente espera compartir dos valores que ela possui, numa substitui­ção automática daquilo que irá ceder. Trata-se de uma con­cessão-recepção, gerando uma ação cooperativista.
A princípio, o encantamento ou a paixão substitui a ra­zão, quebrando um hábito arraigado, sem chance de preen­chê-lo por um novo, que exige um período de consciente adap­tação para uma convivência agradável, emocionalmente re­tributiva. Apesar disso, ficam determinados bolsões que não podem ou não devem ser violados, constituindo os remanes­centes da liberdade de cada um, o reino inconquistado pelo alienígena.
Nos relacionamentos das pessoas imaturas, os espaços são, de imediato, tomados e preenchidos, tornando a convivência asfixiante, insuportável, logo passam as explosões do desejo ou os artifícios da novidade.
Surgem, nesse período, as discussões por motivos fúteis, que escamoteiam as causas reais, nascendo as mágoas e ran­cores que separam os indivíduos e, às vezes, os arruínam.
Nas afeições das pessoas amadurecidas psicologicamen­te, não há predominância de uma vontade sobre a do outro, porém, um bom entrosamento que sugere a eleição da suges­tão melhor, sem que ocorra a governança de uma por outra vida, que a submetendo aos seus caprichos comprime-a, esti­mulando as reações de malquerença silenciosa que explodi­rá, intempestivamente, em luta calamitosa.
Por isto mesmo, o afeto conquista sem se impor, deixan­do livres os espaços emocionais, que substituem os físicos cedidos, ampliando-se os limites da confiança, que permite o trânsito tranqüilo na sua e na área do ser amado, que lhe não obstaculiza o acesso, o que é, evidentemente, de natureza re­cíproca.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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domingo, 1 de dezembro de 2013

DOR IV

Dor Auxílio
                A reencarnação é um desafio expressivo enfrentado com certa preocupação pelos espíritos medianamante evoluídos. No que pese as boas intenções, às   vezes, tais sujeitos, quando encarnados, se deixam empolgar pelos atrativos mundanos e, invigilantemente, sofrem desvios dos planos previamente traçados no Mundo Maior, não suportando as provações retificadoras ou assumindo atitudes infelizes passíveis de precipitarem o fracasso da experiência terrena. Todavia, deixamos do outro lado da vida, aqueles espíritos bondosos que nos são caros e interessados em nossa proteção. Por isso, diante da ameaça de tropeços lamentáveis, em certas ocasiões, somos beneficiados pelo amparo de exceção, ou seja, providências aparentemente drásticas, mas cabíveis nos esquemas traçados pelos benfeitores desencarnados em nosso próprio benefício. O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores auxílio, para q eu a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na vida espiritual. Em quantas ocasiões, quando comprometidos pela enfermidade grave ou prolongada, nos sentimos infelizes e desamparados por Deus. Pois bem, é justamente em tais circunstâncias que devemos buscar a serenidade mental e agradecermos à Providência pela doença oportuna que nos impediu a tomada de uma atitude insana. Nada acontece sem uma razão plausível, mesmo que, em nossa miséria, não entendamos os significado real da ocorrência. Em verdade, nem sempre interpretamos corretamente o empenho dos bons espíritos em nosso favor.
                Qualquer contingência dolorosa merece de nossa parte uma atenção especial. De acordo com a lei de causa e efeito sempre colhemos o fruto saudável ou não da semeadura escolhida. O sofrimento resulta do mal, assim como a felicidade, do bem praticado. Não olvidemos, entretanto, as várias iniciativas alicerçadas no bom senso a serem mobilizadas na vigência da dor. São resoluções passiveis de minorar as crises temporárias pelas quais transitamos. A prece habitual, o comportamento retificador, o descortino mental e o bem que se pode patrocinar ao próximo, retratam as atitudes inteligentes daqueles que almejam o bom aproveitamento da reencarnação bendita.


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013


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