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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 24 de outubro de 2010

EU OU EGO

É a representação do espírito no mundo externo. Ele é, de um lado, a síntese momentânea da personalidade integral, do outro, uma função que permite a ligação da consciência com os conteúdos conscientes. Através dele o espírito se realiza, transformando milhões de anos de evolução na efemeridade de um instante. A existência do ego é fundamental ao espírito, visto que sua manifestação direta no mundo sem esse intermédio tornar-se-ia impossível dada a natureza de sua essência.

Segundo Jung, o ego é o sujeito da consciência e surge constituído de disposições herdadas e de impressões adquiridas inconscientemente. Jung também considerava o ego um complexo. Creio também que o ego, por representar o self, também traz um modelo dele oriundo.

É a consciência emprestada ao mundo pelo espírito, dando-lhe a feição material. Torna-se sua manifestação de identidade ao se apresentar ao mundo.

Mesmo durante o sono, nos estados de coma, na idade infantil, ele está presente, ainda que temporariamente inibido. No sono, face ao entorpecimento do corpo, ele se encontra mais livre dos condicionamentos da matéria carnal. Nos estados de coma, bem como no período de preparação reencarnatória permanece vigilante em face da possibilidade de deixar ou entrar no corpo. Na criança, logo após o nascimento, inicia-se nova fase de agregação de valores, emoções, conhecimentos e experiências para a estruturação de um novo ego.

Sem essa estrutura funcional é impossível a percepção da singularidade do espírito. É com o ego que o espírito se realiza e apreende as leis de Deus.

A cada nova experiência reencarnatória, quando ainda criança, por força da convivência social, a psique vai formando uma identidade pessoal que permite o aparecimento do ego. As fases estabelecidas por Piaget para o desenvolvimento cognitivo, sinalizam para a maturação de estruturas psíquicas, portanto perispirituais, no processo de aprendizagem. Essas fases descrevem de forma lógica como as capacidades latentes do espírito, já estruturadas no perispírito, alcançam a vida consciente, porém se referem necessariamente à formação do eu. Elas não se referem às capacidades do espírito.

Sua estruturação se inicia a cada nova encarnação e desencarnação, visto que, sempre que a realidade externa muda radicalmente, ele se apresenta como recurso do espírito para o necessário aprendizado.

O corpo faz parte do eu ou ego enquanto este se sentir identificado com aquele. Por conseguinte o ego se auto-estrutura contraindo-se ou se expandindo. Pode-se afirmar que o corpo é uma extensão da consciência.

Devemos pensar em conhecer o ego, estruturá-lo, redefini-lo. É equívoco pensar em renúncias e desapego para quem ainda não conseguiu, por motivos diversos, da atual ou de outras encarnações, estruturar adequadamente seu ego.

O ego estabelece o domínio do tempo e do espaço. Por causa dele existe passado, presente e futuro. Da mesma forma delimita um espaço.

A entrada no corpo físico ou perispiritual, desloca a consciência do espírito para o ego. A matéria atrai o espírito à semelhança de um imã sobre um metal.

O ego é um portal de acesso à zona consciente e elo de ligação psíquica da matéria com o perispírito. Por ele transitam experiências do campo da consciência, desde aquelas que são captadas diretamente pelos sentidos até as que são devolvidas do inconsciente.

O acesso do ego aos conteúdos do inconsciente gravados no perispírito, bem como às leis de Deus já conquistadas pelo espírito é automático e não depende da suspensão da consciência, porém nunca é direto, visto que eles são guardados no formato de símbolos conectados emocionalmente. O ego trabalha de forma linear e seqüencial, portanto numa freqüência incompatível à existente no perispírito. O que ocorre é que o acesso nem sempre é desejado, porém a influência dos conteúdos é constante.

Do Livro : PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes

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