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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ESTRESSE I

Razão de Ser do Estresse   

Estresse = pressão exercida sobre o indivíduo em forma de carga de energia superior à sua capacidade  de resistência emocional, que produz distúrbio de conduta.
            Essa carga não tem uma característica isolada, mas pode ser considerada como a soma de fenômenos e ocorrências não específicas, que se pode manifestar como prejuízo ou defesa.
            Quando se trata de um problema orgânico ou de maneira geral, em forma de síndrome, resultado de diversas coerções que não são liberadas.
            Numa sociedade competitiva e angustiada como a atual, o fenômeno do estresse generaliza-se em razão do volume de compromissos, da escassez de tempo para os atender, da busca desesperada por melhores salários e comodidades, de divertimentos e de prazeres, dando lugar à ansiedade, produzindo culpa e desarmonizando a estrutura emocional.
            Essas ocorrências produzem neurastenia, cansaço exagerado, sucessão de problemas trágicos e perturbadores, que deságuam no comportamento que se desorganiza, gerando transtornos e distúrbios neuróticos mais graves.
            Quando se experimenta uma grande tensão para livrar-se do estresse, inevitavelmente o indivíduo torna-se-lhe vítima, porque essa também é uma forma de pressão, muitas vezes superior à capacidade de resistência emocional.
            Não apenas as ocorrências aflitivas encarregam-se de inquietar, mas também a ansiedade em torno daquilo que se almeja, pelo que se afadiga pelas conquistas realizadas que culminam no êxito.
            As atividades psicológicas positivas e desejadas, quando conseguidas, podem também transformar-se em fatores geradores de estresse, porta aberta a situações cansativas e desmotivadoras.
            A existência humana apresenta-se portadora de um elenco de quase infinitas possibilidades que devem ser experimentadas, a fim de tornar-se digna e merecedora de viver saudavelmente.
            O ego estabelece os seus parâmetros e assoberba-se de ilusões e de posses mentirosas que a realidade se incumbe de desfazer, porque sem estruturas legítimas, fundamentadas em quimeras, em perturbações e sonhos infantis não superados pela idade adulta.
            O aprofundamento da identificação da autoconsciência faculta a valorização do si-próprio, ampliando a esfera de aspirações e de metas que devem ser realizadas.
            As experiências sociais e humanas, os desafios e dificuldades, as lutas e desacertos não deveriam constituir força estressante, porque têm por objetivo amadurecer a capacidade emocional, fortalecendo-a para embates mais vigorosos que devem ser travados até o momento da completude.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

4 comentários:

CarlosTGarcia disse...

Importante postagem, Denise.

Principalmente para este momento de transição que estamos passando.

Haja visto que somos o resultado das somatoria das nossas escolhas.

Um grande abraço.
Vou acompanhar as futuras postagens.

Blog Pés no Chão
http://carlosTgarcia.blogspot.com/

Luís Coelho disse...

Bom dia
Agradeço a visita ao lidacoelho e cá estou a retribuir a visita sem stress algum.
Um tema muito importante e que só de pensar nele me causa arrepios.

Achei o post longo e com muitas facetas. Como ele é bastante importante seria bom falar de cada uma das características isoladamente.

Seria mais leve e levaria os teus seguidores a compreender melhor o tema. Quero dizer:
postar em diferentes dias numerando as características.

Nem sei se me consegui expressar.

Lígia Guerra disse...

Oi Denise,

Adorei o seu blog, ele possui temas muito construtivos e que, certamente, tornam esse mundo um lugar melhor para se viver!

Obrigada pela visita ao meu blog, é um enorme prazer contar com a sua companhia!

Beijos Av3ssos,
Lígia

Enkantinho disse...

Muito esclarecedora ( embora complexa ) a sua postagem.

Degustei-a com total atenção!