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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 1 de abril de 2012

O AMOR


O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!
Não se designe com tal nome a ardente paixão que atiça os desejos carnais. Esta não passa de uma imagem, de um grosseiro simulacro do amor. O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração; é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade; é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade íntima, que se afasta extraordinariamente de todas as volúpias terrestres.
Amar é sentir-se viver em todos e por todos, é consagrar-se ao sacrifício, até à morte, em benefício de uma causa ou de um ser. Se quiserdes saber o que é amar, considerai os grandes vultos da humanidade e, acima de todos, o Cristo, o amor encarnado, o Cristo, para quem o amor era toda a moral e toda a religião. Não disse ele: “Amai os vossos inimigos”?
Por essas palavras, o Cristo não exige da nossa parte uma afeição que nos seja impossível, mas sim a ausência de todo ódio, de todo desejo de vingança, uma disposição sincera para ajudar nos momentos precisos aqueles que nos atribulam, estendendo-lhes um pouco de auxílio.
Uma espécie de misantropia, de lassidão moral por vezes afasta do resto da humanidade os bons espíritos. É necessário reagir contra essa tendência para o insulamento; devemos considerar tudo o que há de grande e belo no ser humano, devemos recordar-nos de todos os sinais de afeto, de todos os atos benévolos de que temos sido objeto. Não se pode progredir isoladamente. É imprescindível viver com os outros homens, ver neles companheiros necessários. O bom humor constitui a saúde da alma. Deixemos o nosso coração abrir-se às impressões sãs e fortes. Amemos para sermos amados!
Se nossa simpatia deve abranger a todos os que nos rodeiam, seres e coisas, a tudo o que nos ajuda a viver e mesmo a todos os membros desconhecidos da grande família, que amor profundo, inalterável, não devemos aos nossos genitores. Com que carinhosa dedicação não deveremos rodear-lhes a velhice, reconhecer-lhes o afeto e os cuidados assíduos!
À pátria também devemos o nosso concurso e o nosso sacrifício. Ela recolhe e transmite a herança de numerosas gerações que trabalharam e sofreram para edificar uma civilização de que recebemos os benefícios ao nascer. Como guarda dos tesouros intelectuais acumulados pelas idades, ela vela pela sua conservação, pelo seu desenvolvimento; e, como mãe generosa, os distribui por todos os seus filhos. Esse patrimônio sagrado, ciências e artes, leis, instituições, ordem e liberdade, todo esse acervo produzido pelo pensamento e pelas mãos dos homens, tudo o que constitui a riqueza, a grandeza, o gênio da nação, é compartilhado por todos. Saibamos cumprir os nossos deveres para com a pátria na medida das vantagens que auferimos. Sem ela, sem essa civilização que ela nos lega, não seríamos mais que selvagens.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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3 comentários:

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Quantos ensinamentos, neste maravilhoso texto. Grande lição de vida.
Obrigada, Denise, pela partilha!
Tenha uma excelente semana.

Um abraço fraterno,
da Lúcia

Milton Kennedy disse...

Bom dia amiga virtual Denise, seu post fez-me recordar uma frase do Chico que gosto muito:
“...não apareceu por enquanto nenhuma frase resumindo uma filosofia correta de vida, como aquela pronunciada por Jesus: amai-vos uns aos outros como eu vos amei, isto é, amar sem esperar ser amado, sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre!”


Abraço, saúde e muita paz interior.

Valéria disse...

Oi Denise!
Bela mensagem! Viver um amor revestido de empatia, para senti-lo em toda a sua plenitude. Isso nem sempre é fácil em um mundo onde as relações são tão superficiais e as pessoas mais interessadas no exterior das coisase de si próprias.
Beijinhos e uma abençoada semana!