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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 14 de julho de 2014

PERDA DE ENTES QUERIDOS II

                A dor da perda, contudo, está radicada na incompreensão a seu respeito ou na apreensão que a precede e a acompanha. Eliminando-se esses fatores, os indivíduos verão a morte como um  momento de renovação inerente à natureza. Inquestionavelmente, é um período que antecede o reencontro dos atuais e dos antigos amores.
                São compreensíveis as lamentações e os pesares, o pranto e os suspiros, pois o ser humano passa por processos psicológicos de adaptação e de reajuste às perdas da vida. Os pesares e os murmúrios fazem parte da sequência de fatos interiores, que são provimentos mentais gradativos e difíceis, através dos quais as criaturas passam a aceitar lentamente a ausência – mesmo convictas de sua temporalidade – das pessoas que partiram.
                Uma das mais importantes funções da tristeza é a de propiciar um ajustamento íntimo, para que a criatura replaneje ou recomece uma nova etapa vivencial. É importante identificarmos nossa tristeza e sua função de momento; jamais devemos, no entanto, identificar-nos com ela em si.
                “Não, não é verdade! Não pode estar acontecendo!”, “Isso deve ser um horrível pesadelo que vai acabar!” são expressões comumente usadas como negação. São reações costumeiras diante de perdas desesperadoras. A recusa em admitir os fatos e as circunstâncias que os determinaram é uma forma de defesa habitual nas situações devastadoras com nossos entes queridos. É necessária a bênção do tempo para que a alma elabore novamente um ajustamento mental e reúna forças para compreender a privação e a real extensão promovida pela dor.
                Alguns choram em voz alta; outros, porém, ficam sentados em silêncio. O isolamento transitório pode ser considerado também como uma outra forma psicológica de defesa para suportar esses transes dolorosos. A atenção destes se fixa unicamente no falecimento da pessoa querida, não se permitindo fazer contato com outras pessoas, a fim de que o sentimento de tristeza não aperte ainda mais seu coração, ou para evitar sejam evocadas com maior intensidade as lembranças queridas. Dessa forma, a criatura abranda o impacto da perda, fazendo um retraimento introspectivo.
                O Criador da Vida fez com que a natureza se mantivesse num eterno reciclar de experiências e energias, numa constante mudança de formas e ritmos, em nossa viagem maravilhosa de conhecimentos através da imortalidade.
                Quando nossa visão se liga em nossa pura essência, vamos além de todas as coisas diminutas e insignificantes, fazendo com que nosso discernimento se amplie numa imensa lucidez diante de nossa jornada evolutiva.
                Não existe perda, não existe morte, assim garantiram os Espíritos Amigos a Kardec “o que chamais destruição não passa de uma transformação”.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: chicoxavier.spaceblog.com.br

4 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Denise
Infelizmente não estamos preparados para a perda... sobretudo a da morte física...
Sofri muito com algumas perdas que tive ao longo da vida...
Mas Deus é mais!!!
Bjm fraterno de paz e bem

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Eis uma lição preciosa.
A vida se alimenta
do amor.
O amor aos entes queridos,
para mim,
é o mais belo deles.
Por isso perdê-los dói tanto.
Reencontrá-los
passa a ser o maior
dos nossos desejos.
Se não há perda,
o amor fica mais pleno,
e evolui.

Desejo para ti,
a vontade infinita de ser feliz,
amando de forma plena
cada segundo da vida,
sem ontens ou amanhãs,
mas com a certeza e as possibilidades
do presente...

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, em tese, nunca estamos preparados para as perdas, mas, por outro lado, o mundo espiritual ensina que os reajustes mais difíceis ocorrem quando possuímos forças suficientes para assimilar o peso do fardo. Gostei muito do da deixa do post anterior:"Estamos em tratamento"
Um abraço. Tenhas um dia abençoado.

tesco disse...


Quando nos conscientizarmos de que as coisas na Terra
não são definitivas, os sentimentos evoluirão.
Afinal, transformar é preciso.
Beijos.