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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A OBSESSÃO E JESUS I

                A ideia enfermiça, sem contornos definidos alcança os painéis mentais, sutilmente.
                Aceita, desenvolve características, apresenta-se com maior riqueza de detalhes, estabelece o contato através do qual se originam as penosas fixações, lamentáveis quão pernciosas...
                Se recusada, apaga-se em névoa diluente para repetir-se com maior intensidade até alcançar correspondente vibratório na mente receptora, que passa, a largo prazo, a submenter-se ao impositivo que termina por dominar...
                A obsessão é enfermidade generalizada, que grassa ente os homens, em decorrência do comércio psíquico, infeliz quão desesperador.
                Desde que o agente obsessivo é persistente no plano negativo a que se afervora, este muda de técnica toda vez que repudiado, mantendo rigoroso cerco em torno de quem lhe padece a influência, até dobrar a vontade resistente, caso esta não se fortaleça nos valores morais e espirituais que constituem defesa e vitalidade contra essa terrível chaga devastadora.
                Mentes viciadas com mais facilidade aceitam as sugestões morbíficas que lhes são insufladas dentro do campo em que melhor se expressam: desconfiança, ciúme, ódio, desvario sexual, dependência alcoólica ou toxicomana, gula, maledicência...
                Temperamentos arrediaos, suspeitosos, são mais acessíveis em razão de melhor agasalharem as induções equivalentes, que se lhes associam em forma de perfeita sintonia.
                Caracteres violentos, apaixonados, mais fortemente se fazem maleáveis em decorrência do espírito rebelde que nesse corpo habita, dissimulando as chispas que lhes acendem as labaredas do incêndio interior, a exteriorizar-se como fogaréis destruidores...
                Personalidades ociosas são mais susceptíveis em razão da ente vazia sempre acolher o que lhe apraz, deixando-se conduzir pela personalidade dos seus afins desencarnados.
                Desnecessário reafirmar que, não apenas além-da-morte, se encontram os perturbadores, desde que a obsessão campeia, igualmente, entre os transeuntes do corpo, obedecendo ao mesmo processo de sintonia mental, por cultivo das mesmas paixões inferiores.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

Um comentário:

tesco disse...

Obsessão lembra depressão.
Se depressão fosse o único valor de medida de
obsessão, eu estaria livre dela. Desafortunadamente, não é.
Muitas são as variantes em que os obsessores
se encaminham para perturbar os incautos encarnados.
Ainda bem que podemos sempre apelar para a oração.
Beijos.