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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

NO TREM DOS ESTUDANTES

(J. Herculano Pires)
Emmanuel coloca o problema da desvinculação afetiva em dois planos: o do afastamento de pessoas queridas que se retiram do lar e o da partida para “outros e novos níveis de espaço e tempo”. Em ambos os casos rompe-se o vinculo da convivência. Em ambos os casos há sofrimento moral de parte a parte. O assunto e tratado no item 9 do capitulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, e ali encontramos o seguinte aviso aos que sofrem: “As grandes provas são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
O desastre do Trem dos Estudantes, em 8 de junho de 1972, entre Suzano e Jundiapeba, inclui-se no capitulo das provas coletivas. Além dos mortos e feridos, estão sofrendo essa prova os familiares duramente atingidos, os amigos e colegas das vítimas. A tragédia caiu sobre verdadeira multidão. Estamos em face de um processo de desvinculação em massa. Quantos lares enlutados pela perda de entes queridos, quantos corações dilacerados, quantos espíritos aturdidos pela brutalidade da ocorrência!
O que mais impressiona e o número de jovens que tiveram sua vida bruscamente cortada, quando a caminho das escolas superiores que cursavam em Mogi das Cruzes. Tudo isso parece aterrador, desnorteante, como se estivéssemos num mundo caótico, sem ordem, sem lei, sem Deus. Não obstante, o Universo nos responde com a ordem absoluta das suas leis que tudo regem, desde a relva humilde na Terra até as constelações gigantescas no infinito.
Nada acontece por acaso. Tudo resulta da lei de causa e efeito. E todo efeito tem um sentido: o da evolução. Todos somos Espíritos faltosos e sofremos as provas que pedimos antes de encarnar. Temos dívidas coletivas a resgatar. Mas além do resgate espera-nos a liberdade, a paz, o progresso. Os jovens que morreram foram poupados de sofrimentos futuros numa vida em que a doença, a velhice e a morte são o salário de todos nós.
Transferidos para a Vida Maior, que realmente corresponde as suas necessidade e a sua natureza, são todos eles seres espirituais e não materiais. Agora precisam da compreensão dos pais, dos irmãos, dos amigos e colegas que deixaram na Terra.
Precisam de paz, de preces, de bons pensamentos, das vibrações de sincera amizade para se recuperarem em Espírito.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, as tragédias coletivas ainda não são bem compreendidas por muita gente, aliás, é compreendida por uma ainda pequena parcela da população, haja vista o percentual de simpatizantes ou estudantes (seguidores) do princípio espírita em relação às seitas tradicionais. Pois aqui no RS, ocorreu aquela tragédia da Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, em janeiro de 2013, que chocou sobremaneira a todos, onde pereceram mais de 240 jovens. Certamente, poucas pessoas dentre os familiares e parentes da vítimas entenderam o processo, pois após o desastre houve várias manifestações populares, pelas ruas, de pedido de justiça, de cadeia para os proprietários do estabelecimento.
Um abraço. Tenhas uma tarde abençoada.

Dessa Almeida disse...

08/06 !! Que triste coincidencia a tragedia que aconteceu ontem no rj com aqueles estudantes que voltavam de onibus da faculdade, o desastre matou mais de 11 jovens e deixou varios feridos.. Esses com tantos sonhos e planos e uma vida inteira pela frente. Me pergunto o que essas almas fizeram no passado para merecerem esse sofrimento.Seria esse um carma de grupo?
Porque? Queria entender....