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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 5 de julho de 2015

ALTRUÍSMO III

                O altruísmo, no processo de expansão, apresenta-se, também, com uma formulação ética.
                Entendamos essa ética, na condição de serenidade que respeita todos os comportamentos, sem impor a sua forma de ser, de encarar a vida, de manifestar-se. Além de uma ética moral, tem um caráter universal, superando os interesses e convenções geográficas, que estabelecem conceitos de conveniência, estribados em preconceitos e limites, estatuídos em leis transitórias, às vezes, necessárias, mas que não objetivam o bem comum.
                Assim, observamos éticas que apóiam estados escravocratas, limitam a liberdade de movimento, freiam a procriação, perseguem os que discordam dos seus códigos, punem e dizimam a seu bel-prazer.
                A ética da generosidade centraliza suas atenções na lei natural ou de amor, que respeita a vida em todos os seus estágios e ampara todos os seres sencientes, facultando-lhes a expansão.
                Allan Kardec recebeu dos benfeitores da humanidade as diretrizes éticas perfeitas, oriundas da lei natural, porque procedente de Deus, a irradiar-se em várias outras, que fomentam o progresso, preservam a vida e dignificam a todo, promovendo o homem através do trabalho, igual ao seu irmão na origem e diferente nas conquistas intelecto-morais, sem privilégios, porém, ao alcance de todos.
                Essa ética faculta discernir o correto do equivocado, impulsionando a criatura à aquisição de uma consciência elevada, resultado da eleição dos valores positivos, que tornam a vida digna de ser fruída.
                A sua moral é centrada na generosidade, sem a falácia da anuência ao erro ou qualquer atentado aos códigos da ordem, do dever, da justiça.
                Toda a sua estrutura de responsabilidade visa a promoção dos seres e do seu habitat, ao considerar a interdependência que existe entre eles.
                Não elege os seres em detrimento de outros, embora a sua expressão de amor varie de acordo com as respostas afetivas, o que não invalida a necessidade de superar a pertinácia dos maus e tê-los em conta como necessitados também da generosidade, qu pode e lhes deve ser dispensada.
                Normalmente, sob a ação do desejo, as demais pessoas são classificadas de acordo com o interesse que fomentam, com o lucro que proporcionam, tornando-as afáveis e amigas, antipáticas ou inimigas, insignificantes ou indiferentes. Manifestam-se, então, os sentimentos do amor possessivo, do desamor e do ódio, e de desinteresse ou indiferença. A ética da generosidade propõe a conquista dos valores que permanecem escondidos nos últimos, e a compreensão, quando os primeiros não correspondem ao modelo ao qual foram submetidos.
                Não é castradora, por apresentar-se destituída de caráter punitivo; não obstante, o seu senso crítico analisa tudo e todos de modo a produzir o melhor.
                A ética da generosidade é tranquila e, nesse conceito, pode ser considerada como a conquista da serenidade, conforme o seu significado profundo em sânscrito.
                Como efeito, é paciente, não antecipando apressadamente realizações, nem buscando resultados imediatos.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

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