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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 29 de agosto de 2015

CASAMENTO E RITO DE PASSAGEM II

                É clara a necessidade de seguir-se uma sequência na evolução do envolvimento emocional, nomeando-se cada fase, de forma que o casal esteja consciente sobre o que significa aquele encaixe amoroso e o que ele representa como responsabilidade afetiva recíproca.
                Quando se faz o enquadramento adequado da dinâmica relacional, fica evidente a importância do rito psicológico para cada um caracterizar aquele momento de envolvimento sentimental. Tal ocorre, por exemplo, quando se avança dentro do namoro para a aliança de compromisso ou para o noivado, devendo-se solenizar a mudança de cada fase.
                Posteriormente, o casal avançará para a etapa do casamento que, por meio de outro rito de passagem, lhe facultará melhor apropriação do relacionamento, assumindo com profundo respeito a conjugalidade estabelecida.
                Desse modo, evitam-se desencontros quanto ao encaminhamento da relação diante da presença natural dos conflitos que surgem no cotidiano da dinâmica emocional. Se não estiver explícito qual o significado da relação, o casal poderá surpreender-se com a impropriedade em seu trato, pelas atitudes de indiferença, fugas, desconsiderações, deserções, abandonos capazes de acarretar lesões afetivas imprevisíveis.
                Por tudo isso, quando o casal assume solenemente o casamento, favorecido por um rito social, estabelece-se no psiquismo um compromisso socioafetivo e também espiritual, - mesmo sem casamento religiosos formal, - que sugere maior cuidado com o patrimônio afetivo em construção, evitando, inclusive, a banalização de separações irresponsáveis.
                Em resumo, para os espiritismo não cabe casamento religioso, tampouco mediação de figuras de autoridades religiosas em culto exterior.
                O matrimônio, segundo o espiritismo, segue o preceito do “dar a César o que é de César”, atendendo às necessidades civis, sociopsicológicas, e incluindo, assim, o rito de passagem. E o “dar a Deus o que é de Deus” significando que, do ponto de vista divino, o casamento resulta da união dos sexos e da união amorosa.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

2 comentários:

ONG ALERTA disse...

Casamento deve sempre ser bem pensado pois hoje em dia nem dura,.... Bj Lisette.

tesco disse...

Nenhum valor dou a ritos sociais (não falo de acertos legais),
no entanto, valorizo enormemente o compromisso assumido, tanto
que estou casado há 36 anos, sem perspectiva de separação.
Hoje Vê-se noivos que se casam em alguma igreja, dão pomposas
festas, fazem enorme alarido, e separam-se após alguns meses.
Convenção social não assegura compromisso, vale mesmo é a
convicção interna.
Beijos.