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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A GRAVE QUESTÃO DO AMOR

O amor é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. O amor existe nas formas mais diferenciadas, tais como: amor de mãe, pai, filhos, irmãos, amigos, parentes, cônjuges etc.
Mas há que se desmistificar essa questão do amor, quando ele é a manifestação do sentimento entre duas pessoas de preferência – como diz Platão, discípulo de Sócrates – de sexos opostos. Pois sendo de essência divina, não deveria ser tão banalizada como tem sido até os dias atuais.
Diz-se com muita facilidade: Eu te amo! Quando em realidade se nutre, muitas vezes, apenas um sentimento de simpatia, desejos sexuais, emanações de sensualidade e até mesmo uma forma mais simples de amor que é o carinho ou a afeição.
Sexo sem sentimento é volúpia da carne desprovido daquela essência divina que norteia o amor, aproximando a criatura do animal irracional, que faz sexo para atender ao seu instinto natural de reprodução. Infelizmente, muitas uniões conjugais já nasceram em erro, quando os casais não levaram em conta a Lei de Deus.
Daí, dizer Jesus: – “(...) no começo, não foi assim. ”A lei de reencarnação, inexorável em nossas vidas, amplia essa visão limitada do amor, provocando muitas vezes reencontros que mostram a gravidade da troca equivocada de sentimentos ao longo dos séculos. E que leva ao retorno mais tarde para os “acertos” do passado pela lei de causa e efeito, na qual todos estão fatalmente inseridos. Ainda é quase um tabu, até mesmo dentro do Espiritismo, a abordagem de tais questões, já que muitas dessas situações envolvem grandes sofrimentos.
O atavismo do pecado da traição, pelo adultério, é muito forte na consciência das pessoas, desde tempos imemoriais, aliado à hipocrisia de alguns pseudomoralistas que, sistematicamente, têm negligenciado o auxílio àqueles irmãos que se encontram em dificuldades para suportar, ao menos com um certo equilíbrio, tamanha problemática existencial, que são os desejos sexuais e até mesmo o reencontro com os “amores” do passado.
Muitos desses falsos moralistas parecem os fariseus da parábola da mulher adúltera. Esquecendo-se, também, da afirmativa do Espírito Emmanuel, que não há dor pior do que a separação de Espíritos que se amam de verdade.
Há que se respeitar ao menos tais situações, pois ninguém pode medir o grau de comprometimento ou a dor daqueles que se amaram muito no passado e hoje estão separados. Todo espírita sabe da sua responsabilidade com a vida atual e com as pessoas que agora fazem parte da sua trajetória, mas daí a julgar comportamentos e sentimentos alheios vai uma distância muito grande.
Respeito para a dor dos outros e caridade acima de tudo no trato com tais questões, orientando e amparando quando solicitado, sempre com uma postura cristã. O que falta a muitas pessoas, para evitarem tais problemas futuros, é mais responsabilidade no relacionamento com outras pessoas. Nunca direcionar o sentimento de amor a alguém, sem que esteja certo do seu sentimento, e que esse investimento não seja apenas momentâneo, para não incorrer no erro tão comum na atualidade, principalmente entre os jovens, do abuso decorrente da liberdade sexual. E com isso, vão se comprometendo com várias pessoas para futuros resgates, por vezes penosos.
As consequências disso são um número cada vez maior de uniões infelizes, fruto da irresponsabilidade daqueles que se unem para atender apenas aos “prazeres” do que aos “deveres” que deveriam ligar uns aos outros ao longo das eras... Em seminários, principalmente para jovens, diante da pergunta acerca do relacionamento sexual, nossa resposta, de sempre: “Sexo com amor e responsabilidade.”
Fora disso é só instinto, é retornar à condição animal que já deixamos para trás em face da evolução de todos nós.

Robinson Soares Pereira


Fonte: Reformador – jan/2006
imagem: google

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