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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 4 de maio de 2017

MORTE E CONSCIÊNCIA I

                A perfeita identificação da transitoriedade do corpo físico expressa o superior estágio de consciência do homem. Esse discernimento lúcido, a respeito da fragilidade orgânica, é de alto significado no processo da evolução, constituindo patamar superior de conquista que promove o ser do instinto à razão, e desta à intuição espiritual.
                Repugna ao homem-instinto a lembrança da morte, bem como da sua convivência no cotidiano. Para ele, o estágio corporal tem o sentido de permanência, entorpecendo-lhe o conhecimento da realidade, que se recusa a aceitar, embora o fenômeno biológico das transformações celulares e moleculares dê-se a cada instante.
                A segurança do edifício orgânico apoia-se na fragilidade da sua própria constituição.
                Engrenagens delicadas são susceptíveis de se desorganizar, seja por acidentes da sua estrutura, ou por invasões microbianas, ou traumatismos físicos e emocionais, ou, ainda, por desgaste natural que decorre do uso na sucessão do tempo.
                Agrada, ao homem inconsciente, pensar apenas no imediatismo do aparelho físico e no desfrutar dos aparentes benefícios que propicia, na área dos prazeres e das sensações mais agressivas, que frui com sofreguidão insaciável.
                Esse engano leva-o ao apego das formas que se diluem e alteram; dos objetos de que se apropria e passam de mãos; das aspirações que transforma em metas de vida e às quais se entrega, expressando-as em poder, destaque, abastança, que não pode deter por tempo indefinido.
                Como efeito dessa ação sem apoio na realidade da vida, surgem os quadros da ansiedade, do medo, da insegurança, da irritabilidade, degenerando em mecanismos de infelicidade, porque a vida física torna-se-lhe a razão única pela qual luta e se empenha em preservar.
                Experimentando o desgaste, a enfermidade, a velhice, sente-se próximo do fim e desequilibra-se.
                Ignorando ou teimando por desconhecer a inevitável transformação que encerra um ciclo, para dar lugar ao surgimento de um outro, do qual procede, rebela-se e envena-se com a ira, apressando aquilo que pretende postergar.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

2 comentários:

Élys disse...

Como sempre uma bela página. Acreditar que a vida tem vários ciclos ajuda muito a viver.
Um abraço.
Élys.

PAULO TAMBURRO. disse...

MUITA LUZ , QUERIDA BLOGUEIRA A QUEM EU SIGO DE CORAÇÃO ABERTO E AMOR.TUDO BEM?
OLÁ

VENHA PARTICIPAR DO MAIOR EVENTO DA ATUALIDADE QUE É A HISTÓRIA DE UM PAÍS REAL IMAGINÁRIO CHAMADO HÁDESER QUE SERÁ CONTADO EM CAPÍTULOS CURTOS MAS CHEIOS DE HISTORICIDADE.

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OBRIGADO MINHA SEGUIDORA VIRTUAL QUE MUITO ME HONRA.

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