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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ANSIEDADE II

Desdobramento dos Fenômenos Ansiosos


                A ausência de serenidade para enfrentar os desafios, faz que o comportamento do indivíduo se torne doentio, cheio de expectativas, normalmente perturbadoras, gerando incapacidade e ação equilibrada e de desenvolvimento dos valores ético-morais corretos.
                Ao mesmo tempo, avoluma-se na mente uma grande quantidade de ambições, de desejos de execução ou de conquista de coisas simultâneas, aturdindo, desorientando o paciente, que sempre se transfere de um estado psicológico para outro, muitas vezes alternando também o humor. A necessidade conflitiva de preencher os minutos com atividades, mesmo que desconexas, diminui-lhe a capacidade de observação, confunde-lhe o pensamento e, quando, por motivo imperioso vê-se obrigado a parar, amolenta-se, deixando de prestar atenção ao que ocorre, para escorregar pelo sono no rumo da evasão da realidade.
                Justifica que não está dormindo, mas de olhos fechados, dominado por um estranho torpor, que é fruto do desinteresse pelo que acontece em volta, convocando-o a outras motivações que, não fazendo parte do seu tormento, infelizmente não despertam interesse.
                O comportamento ansioso é estimulado por descargas contínuas de adrenalina, o hormônio secretado pelas glândulas supra-renais, que ativam a movimentação do indivíduo, parecendo vitaliza-lo de energias, que logo diminuem de intensidade.
                Algumas vezes torna-se loquaz, ativo, alternando movimentações que o mantenham em intenso trabalho, nem sempre produtivo, por falta de coordenação e direcionamento. Noutras ocasiões, sofreia a inquietação e atormenta-se em estado de mutismo, mas interiormente tumultuado.
                Quanto mais se deixa arrastar pela insatisfação do que faz, mais deseja realizar, não se fixando na análise das operações concluídas, logo desejando outros desafios e labores que não tem capacidade para atender conforme seria de desejar.
                Na turbulência comportamental, os indivíduos tornam-se, não raras vezes, exigentes e preconceituosos, agressivos e violentos, desejosos de impor a sua vontade contra a ordem estabelecida ou aquilo que consideram como errado e carente de reparação.
                Os seus relacionamentos são turbulentos,  porque se desejam impor, não admitindo restrições à forma de conduta, nem orientação que os invite a uma mudança de comportamento.
                Quando são atraídos sexualmente, tornam-se quase sempre passionais, porque supõem que é amor aquilo que experimentam, desejando submeter a outra pessoa aos seus caprichos e exigências, como demonstração de fidelidade, o que, após algum tempo de convivência, torna-se insuportável, em ração dessas descargas contínuas de epinefrina que respondem por essa necessidade e mudanças de conduta, pela instabilidade nas realizações.
                Estressando-se com facilidade, em razão da falta de autoconfiança e de harmonia interna, o paciente tende a padecer transtornos depressivos, quase sempre de natureza bipolar, com graves ressonâncias nos equipamentos neuroniais.
                Passados os momentos de abstração da realidade, o salto para a exaltação leva-o aos delírios visuais e auditivos, extrapolando as possibilidades, para assumir personificações místicas ou histriônicas, poderosas e invejadas, cujas existências enganosas encontram-se no seu inconsciente.
                Terminado o período de excitação, no trânsito para o novo submergir na angústia, torna-se muito perigoso, porque a realidade perde os contornos, e o desejo de fuga, de libertação do mal estar atira-o nos abismos do autocídio.
                Desfilam em nossa sociedade inúmeros indivíduos ansiosos que se negam ao reconhecimento do distúrbio que os atormenta, procurando disfarçar com o álcool, o tabaco, nos quais dizem dispor de um bastão psicológico para apoio e melhor reflexão, nas drogas aditivas ou no sexo desvairado, insaciável, o que mais lhe complica o quadro de insanidade emocional.
                O reconhecimento da situação abre oportunidade para uma terapia de auto-ajuda.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

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