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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 13 de junho de 2013

CONSCIÊNCIA ÉTICA I


O homem é o único “animal ético” que existe. Não obs­tante, um exame da sociedade, nas suas variadas épocas, de­vido à agressividade bélica, à indiferença pela vida, à barbá­rie de que dá mostras em inúmeras ocasiões, nos demonstre o contrário. Somente ele pode apresentar uma “consciência cri­ativa”, pensar em termos de abstrações como a beleza, a bon­dade, a esperança, e cultivar ideais de enobrecimento. Essa consciência ética nele existe em potencial, aguardando que seja desenvolvida mediante e após o autodescobrimento, a aquisição de valores que lhe proporcionem o senso de liber­dade para eleger as experiências que lhe cabem vivenciar.
Atavicamente receoso, experimenta conflitos que o ator­mentam, dificultando-lhe discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal, o bom e o pernicioso. Ainda dominado pelo egocentrismo da infância, de que não se libertou, pensa que o mundo existe para que ele o desfrute, e as pessoas a fim de que o sirvam, disputando e tomando, à força, o que supõe pertencer-lhe por direito ancestral.
Diversos caminhos, porém, deverá ele percorrer para que a autoconsciência lhe descortine as aquisições ética indispen­sáveis: a afirmação de si mesmo, a introspecção, o amadure­cimento psicológico e a autovalorização entre outros...
O “negar-se a si mesmo” do Evangelho, que faculta a per­sonalidades patológicas o mergulho no abandono do corpo e da vida, em reação cruel, destituído de objetivo libertador, aqui aparece como mecanismo de fuga da realidade, medo de enfrentar a sociedade e de lutar para conseguir o seu “lugar ao Sol”, como membro atuante e útil da humanidade, que necessita crescer graças à sua ajuda. Este conceito cristão mantém as suas raízes na necessidade de “negar-se” ao ego prepotente e dominador, a vassalagem do próximo, em favor das suas paixões, a fim de seguir o Cristo, aqui significando a verdade que liberta. O desprezo a si mesmo, literalmente con­siderado, constitui reação de ódio e ressentimento pela vida e pela humanidade, mortificando o corpo ante a impossibilida­de de flagiciar a sociedade.
O homem que se afirma pela ação bem direcionada, con­quista resistência para perseverar na busca das metas que es­tabelece, amadurecendo a consciência ética de responsabili­dade e dever, o que o credencia a logros mais audaciosos. Ele rompe as algemas da timidez, saindo do calabouço da preo­cupação, às vezes, patológica, de parecer bem, de ser tido como pessoa realizada ou de viver fugindo do contato social. Ou, pelo contrário, canaliza a agressividade, a impetuosida­de de que se vê possuído para superar os impulsos ansiosos, aprendendo a conviver com o equilíbrio e em grupo, no qual há respeito entre os seus membros, sem dominadores nem dominados.
Consegue o senso de planejamento das suas ações, crian­do um ritmo de trabalho que o não exaure no excesso, nem o amolenta na ociosidade, participando do esforço geral para o seu e o progresso da comunidade. Adquire um conceito lógi­co de tempo e oportunidade para a realização dos seus em­preendimentos, confiando com tranqüilidade no resultado dos esforços dispendidos.
Mediante a autoconsciência, aplica de maneira salutar as experiências passadas, sem saudosismo, sem ressentimentos, planejando as novas com um bem delineado programa que resulta do processamento dos dados já vividos e adicionados às expectativas em pauta a viver.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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Um comentário:

Donetzka Cercck L. Alvarez disse...

ADOREI,COMO SEMPRE,DENISE.


RECEBI A ATUALIZAÇÃO E VIM RAPIDINHO!


BEIJOS,LINDA SEXTA E FINAL DE SEMANA

DONETZKA