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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 24 de junho de 2013

REFERENCIAIS PARA IDENTIFICAÇÃO DO SI I


Inevitavelmente, as pessoas necessitam de ex­perienciar algumas dessas escamoteações do ego, seus jogos, por falta de estrutura psicológica para suportar a realidade, a verdade.
O mecanismo de fuga pode constituir uma neces­sidade de reprimir algo para cuja manifestação o ser não se sente preparado.
É sempre um risco intentar-se, de inopino, empur­rar o indivíduo para o encontro claro e imediato com o si, face à sua ausência de valores íntimos para reco­nhecer-se frágil — sem deprimir-se, necessitado — sem insegurança em relação ao futuro, aturdido — sem es­perança...
O ser psicológico é, estruturalmente, a soma das suas emoções e conquistas, que caracterizam a indi­vidualidade pessoal no processo de evolução.
A libertação, portanto, dos complexos artifícios de fuga, dar-se-á mediante terapias adequadas, que facultarão o amadurecimento psicológico para a auto-estima e o enfrentamento da realidade suportável.
Qualquer tentativa de esgrimir a verdade — afinal, a verdade de cada qual — pode resultar em conflito mais grave. A queda da máscara desnuda o indivíduo e nem sempre ele deseja ser visto como é — mesmo porque se ignora —, podendo sofrer um choque com o descobrimento prematuro ou alienar-se, por saber-se identificado de forma inadequada, desagradável.
A verdade é absorvida, a pouco e pouco, através da identificação dos valores reais em detrimento dos aparentes, do descobrimento do significado da exis­tência e da sua finalidade.
Os convites existenciais que propelem para o ex­terior, para a aparência, modelam a personalidade impondo inúmeros mecanismos de sobrevivência do ego, aos quais o indivíduo se aferra, permanecendo ignorante quanto à sua realidade e aos relevantes objetivos da vida.
As ilusões, desse modo, são comensais da criatu­ra, que se apresenta conforme gostaria de ser e não de acordo com o si, o eu profundo, o que é. Extirpá-las é condenar o outro ao desamparo, retirar-lhe as ben­galas psicológicas de apoio.
Isto não significa apoio aos comportamentos fal­sos, às personalidades esteriotipadas, antes é respei­to ao direito de cada um viver como pode, e não con­soante gostaria de ser.
Imprescindível que se seja leal, honesto para con­sigo mesmo, desvelando-se e trabalhando-se interiormente.
A experiência de identificação do si é um passo avançado no processo de autodescobrimento, de auto-amadurecimento.

(continua)


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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Um comentário:

Cris Henriques disse...

Olá Denise.

Tudo bem?
Que Deus te abençoo-e. Gostei muito de ler a primeira parte deste texto de Divaldo Franco.
Para quando a 2ª parte?

Dia feliz.

Beijinhos,

Cris Henriques

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