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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

REFERENCIAIS PARA IDENTIFICAÇÃO DO SI II

Essa busca interior expressa-se como uma for­ma de insatisfação em relação ao já conseguido — os valores possuidos não preenchem mais os espaços in­teriores, deixando vazios emocionais; uma necessida­de de aprimoramento psicológico, superando os for­malismos, os modismos, o estatuído circunstancial, nos quais a forma é mais importante do que o con­teúdo, o exterior é mais relevante que o interior; uma consciência lúcida, que desperta para os patamares superiores da existência física; uma incontida aspira­ção pelas conquistas metafísicas, face à vigência per­manente do fenômeno da morte em ameaça contí­nua, pois que a transitoriedade da experiência física se apresenta de exíguo tempo, facultando frustração; uma imperiosa busca de paz desvestida de adornos e de condicionais, e um amplo anseio de plenitude.
Com estes referenciais há uma inevitável auto­penetração psicológica, uma busca do si, do autodes­cobrimento, a fim de bem discernir o que se anseia e para que, o que se possui e qual a sua aplicação, a análise do futuro e como se apresentará.
A emersão do si, predominando no indivíduo, e característica de cristificação, de libertação do deus interno, de plenitude.
Quando começa, uma transformação psicológica se opera automaticamente, a escala de valores se al­tera e o comportamento muda de expressão.
A saúde emocional e mental se estabelece, ense­jando uma visão correta em torno dos acidentes orgâ­nicos, que não mais desequilibram, e o fenômeno morte se torna perfeitamente natural, sem fantasmas apa­vorantes ou anelos de antecipação.
Ocorre uma plena harmonia entre o viver — exis­tência física — e a Vida — realidade total.
O self, em razão do processo reencarnatório, fica imerso na névoa carnal, adormecido pelos tóxicos e vapores da indumentária física sob a pressão das ex­periências humanas, dos relacionamentos sociais, nos quais a astúcia e não a sabedoria, a simulação e não a honestidade, a falácia e não o silêncio promovem o indivíduo, granjeiam lugar de destaque na comunida­de. Essa conduta irregular, tal critério, são impediti­vos para a liberação do si.
Campeiam as psicopatologias como efeito da ati­tude do ego em relação ao eu, estando a exigir maior conhecimento das necessidades legítimas.
A conquista do self é processo que se deve co­meçar imediatamente, recorrendo-se às terapias pró­prias e, simultaneamente, aos recursos da oração, da meditação, das ações edificantes.
Cada logro enseja a ambição de alcançar novo patamar, que se torna um desafio atraente, estimulador.
Ninguém, pois, pode deter-se nos níveis inferio­res de consciência, relegando a plano secundário o si, a realidade ambicionada.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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