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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 28 de julho de 2013

A VIDA NO ALÉM I


A situação do espírito após a morte é a conseqüência direta de suas inclinações, seja para a matéria, seja para os bens da inteligência e do sentimento. Se as inclinações sensuais dominam, o ser forçosamente se imobiliza sobre os planos inferiores, que são os mais densos, os mais grosseiros. Se alimenta pensamentos belos e puros, eleva-se a esferas em relação com a própria natureza de seus pensamentos.
Entretanto, essa seleção não é imediata nem a transição é repentina. Se o olhar humano não pode passar bruscamente da obscuridade para a luz, o mesmo acontece com a alma. A morte nos faz entrar num estado transitório, uma espécie de prolongamento da vida física e anterior à vida espiritual. É o estado de perturbação de que falamos, estado mais ou menos prolongado, conforme a natureza espessa ou etérea do perispírito.
Livre do fardo material que a oprimia, a alma acha-se ainda envolvida na rede dos pensamentos e das imagens – sensações, paixões, emoções – gerada por ela no decurso das suas vidas terrestres; terá de familiarizar-se com a sua nova situação, tomar consciência do seu estado, antes de ser levada para o meio cósmico adequado ao seu grau de luz ou densidade.
A princípio, para a grande maioria, tudo é motivo de espanto nesse outro mundo, onde as coisas diferem essencialmente do meio terrestre. As leis da gravidade são menos rígidas. As paredes não são mais obstáculos. A alma pode atravessá-las e elevar-se nos ares. E, entretanto, certos entraves que ela não pode definir ainda a retêm. Tudo a deixa com medo e hesitação.
Mas os seus amigos de lá vigiam-na e guiam-lhe os primeiros vôos.
Os espíritos adiantados libertam-se rapidamente de todas as influências terrestres e tomam consciência de si mesmos. O véu material se rasga ao impulso de seus pensamentos e perspectivas imensas se abrem. Compreendem quase de imediato sua situação e adaptam-se a ela com facilidade. Seu perispírito, esse instrumento volitivo, organismo da alma da qual nunca se separa, que é a obra de todo o seu passado, pois ela o construiu e teceu pessoalmente com sua atividade, flutua algum tempo na atmosfera.
Depois, de acordo com seu estado de sutileza, de poder, correspondente às atrações distantes, ele se sente naturalmente atraído para associações similares, para agrupamentos de espíritos da mesma ordem, espíritos luminosos que rodeiam o recém-chegado com solicitude, para iniciá-lo nas condições de seu novo modo de existência.

(continua)

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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