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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 26 de julho de 2013

CULPA, PERDÃO E AUTOPERDÃO

            
A excelência do sentimento do perdão saiu das hostes da religião e adentrou nos conceitos terapêuticos da psicologia e da medicina. Ninguém mais tem dúvidas de que a sanidade mental e o equilíbrio emocional tem raízes profundas no indivíduo que consegue exercer e receber o perdão.
                Desta forma, somos chamados diariamente a praticar o perdão no lar, no trabalho, no convívio social, nas pequenas coisas do cotidiano para que, quando necessário, possamos utilizá-lo nas grandes mágoas. É como o treinamento de um atleta de alta performance: muito exercício para atingir as grandes vitórias.
                O prefixo PER significa ao todo, total; DOAR, dar. Doar, totalmente, esforço para amar um pouco mais. Se alguém pisar no seu pé, sem querer, é relativamente fácil perdoar, mas se pisar no pé que está com a unha inflamada, cuja dor é muito superior, precisará de um esforço maior ainda...
                As vezes o perdão é quase instantâneo, também pode demorar algumas horas, dias, meses, anos, séculos, algumas reencarnações. Mas se entender que o perdão é inevitável à conquista da paz, da felicidade, peça fundamental na evolução do ser, e que sem o perdão sempre haverá pendências que mais cedo ou mais tarde deverão ser sanadas, o indivíduo, racionalmente, empreenderá todos os esforços para atingir este intento.
                No capítulo 10 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o apóstolo Paulo afirma:
                Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes. Perdoai, portanto, a fim de que Deus vos perdoe.
                Quando estamos perdoando o outro, estamos também exercendo o autoperdão; um é conseqüência do outro, porque somos com o outro como somos conosco mesmo.
                Allan Kardec indica a psicoterapia do perdão e autoperdão: arrependimento (dar-se conta que errou), expiação (desconforto e sofrimento moral pelo equívoco) e reparação (o ato final, a corrigenda do erro). O verdadeiro perdão sempre envolve atividades reparadoras.
                Mágoas, culpas e ressentimento servem como alerta, um despertador avisando que alguma coisa na nossa conduta está equivocada. Quando não trabalhados com a tolerância e o perdão, trazem como conseqüências transtornos psiquiátricos ou doenças físicas.
                Emmanuel nos diz que o remorso é um lampejo de Deus sobre o complexo de culpa eu se expressa por enfermidade da consciência.
                Como você se vê no futuro? Como afirmou Pierre Dac, líder francês da resistência nazista da Segunda Grande Guerra Mundial, o futuro é o passado em preparação.
                Val a pena investir no perdão consigo mesmo e com o outro para que o remorso e o arrependimento não sejam nossos companheiros no futuro.

Luís Roberto Scholl


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2013


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