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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO I


Por largo tempo houve uma preocupação, na área psico­lógica, para encontrar-se as raízes dos problemas do homem, o seu passado próximo — vida pré-natal, infância e juventude  a fim de os equacionar.
A grande e contínua busca produzia, não raro, um deses­perado anseio para a compreensão dos fenômenos castrado­res e restritivos da existência, no dealbar dela mesma.
Interpretações apressadas, comumente, tentavam liberar os pacientes dos seus conflitos, atirando as responsabilida­des da sua gênese aos pais desequipados, uns superproteto­res, outros agressivos, que, na sua ignorância afetiva, desen­cadeavam os complexos variados e tormentosos.
Tratava-se de uma forma simplista de desviar o problema de uma para outra área, sem a real superação ou equação do mesmo.
Os pacientes, esclarecidos indevidamente, adquiriam res­sentimentos contra os responsáveis aparentes pelas suas afli­ções, transferindo-se de postura patológica. Em reação, na busca do que passavam a considerar como liberdade, inde­pendência daqueles agentes castradores, inibidores, faziam-se bulhentos, assumindo atitudes desafiadoras, na suposição de que esta seria uma forma de afirmação da personalidade, de auto-realização. E o ressentimento inicial contra os pais, os familiares e educadores crescia, transferindo-se, automa­ticamente, para a sociedade como um todo.
A conscientização dos fenômenos neuróticos não deve engendrar vítimas novas, contra as quais sejam atiradas todas as responsabilidades. Isto impede o amadurecimento psico­lógico do paciente, que assume uma posição injusta de de­serdado da sociedade, aí se refugiando para justificar todos os seus insucessos.
Sem dúvida, desde o momento da vida extra-uterina, há um grande choque na formação psicológica do bebê, ao qual se adicionam outros inumeráveis, decorrentes da educação deficiente no lar e no grupamento social.
O mundo, com as suas complexidades estabelecidas e para ele impenetráveis, apresenta-se agressivo e odiento, exigin­do-lhe alto suprimento de habilidades para escapar-lhe ao que considera suas ciladas.
Nessas circunstâncias adversas para a formação psicoló­gica do homem, devemos convir que as suas causas prece­dem a existências anteriores, que formaram as estruturas da individualidade ora reencarnada, responsáveis pelas resistên­cias ou fragilidades dos componentes emocionais. No mes­mo clã e sob as mesmas condições, as pessoas as enfrentam de forma diversa, desvelando, nas suas reações, a constitui­ção de cada uma, que antecede ao fenômeno da concepção fetal.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna De Ângelis
imagem: mamaes.net


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Um comentário:

tesco disse...

Parece que as primeiras perguntas para desvendar os problemas psíquicos, estavam baseadas no "Quem é o culpado?".
E, pelo que se lê, procuravam responder, mais do que esclarecer as questões.
Beijos.