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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO II


A moderna visão psicológica, embora respeitando as in­junções do passado atual, busca desenvolver as possibilida­des latentes do homem, o seu vir-a-ser, centralizando a sua interpretação nos seus recursos inexplorados. Há, nele, todo um universo a conquistar e ampliar, liberando as inibições e conflitos, diante dos novos desafios que acenam com a auto-realização e o amadurecimento íntimo.
De etapa a etapa, ele avança conquistando as terras no­vas da vida e da experiência, que se sobrepõem aos alicerces fragmentários da infância, substituindo-os vagarosamente.
O devir psicológico é mais importante do que o seu pas­sado nebuloso, que o sol da razão consciente se encarregara de clarear, sem ilhas de sombra doentia na personalidade.
Extraordinariamente, em alguns casos de psicoses e neu­roses, de dificuldades no inter-relacionamento pessoal, de inibições sexuais e frustrações, pode-se recorrer a uma via­gem consciente ao passado, a fim de encontrar-se a matriz cármica e aplicar-lhe a terapia especializada, capaz de cons­cientizar o paciente e ajudá-lo na superação do fator pertur­bante. Mesmo assim, a experiência terapêutica exige os re­cursos técnicos e as pessoas especializadas para o tentame, evitando-se apressadas conclusões falsas e o mergulho em climas obsessivos que impõem mais cuidadosa análise e tra­tamento adequado.
A questão, pela sua gravidade, exige siso e cuidados es­peciais.
A nova psicologia profunda pretende desvendar as incóg­nitas das várias patologias que afetam o comportamento psi­cológico do homem, utilizando-se de uma nova linguagem e desenvolvendo os recursos da sua evolução ainda não exco­gitados.
Por enquanto, o indivíduo não se conhece, apresentando-se como se fora uma máquina com as suas complicadas fun­ções, que busca automatizar.
É indispensável, assim, que tome consciência de si. o que lhe independe da inteligência, da atividade de natureza men­tal.
A consciência expressa-se em uma atitude perante a vida, um desvendar de si mesmo, de quem se é, de onde se encon­tra, analisando, depois, o que se sabe e quanto se ignora, equi­pando-se de lucidez que não permite mecanismos de evasão da realidade. Não finge que sabe, quando ignora; tampouco aparenta desconhecer, se sabe. Trata-se, portanto, de uma to­mada de conhecimento lógico.
Esses momentos de consciência impõem exercício, até que sejam aceitos como natural manifestação de comporta­mento. Para tanto, devem ser considerados os diversos crité­rios de duração, de freqüência e de largueza, como de discer­nimento.
No painel existencial, no qual nada é fixo e tudo muda, torna-se inadiável a busca da consciência atual sem as fixa­ções do passado, de modo a multiplicar os estímulos para o futuro que chegará.
Destaca-se aí, a necessidade do equilíbrio a dificuldade inicial cede então lugar à realização plena.
O homem amargurado, que se faz vítima dos conflitos, deve aprender a resolver os desafios do momento, despreo­cupando-se das ocorrências traumáticas e gerando novas opor­tunidades. As suas propostas para amanhã começam agora, não aguardando que o tempo chegue, porque é ele quem pas­sará pelas horas e chegará àquela dimensão a que denomina futuro.
A estrutura psicológica social exerce uma função compressiva no comportamento do homem, que se deve libertar mediante o amadurecimento pessoal, que elimi­na o medo, a ira, a ambição, característicos das heranças atá­vicas, e se programa dentro das próprias possibilidades inex­ploradas.
A consciência do vir-a-ser proporciona uma mente aber­ta, com capacidade para considerar com clareza e saúde to­dos os fatos da existência, comportando-se de maneira tran­qüila, com possibilidades de conquistar o infinito.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: suhzinhaaa.blogspot.com


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Um comentário:

tesco disse...

Enquanto a 'moderna visão psicológica' admitir que os problemas trazem junto a solução, os pesquisadores dessa ciência estarão bem encaminhados.
Se bem me lembro, no final dos anos 70, a revista Reformador publicou relato do caso de Sybill, uma jovem senhora que apresentava 16 personalidades.
A psicóloga que a tratava obteve sucesso em sua cura porque, mesmo desconhecendo os princípios espíritas, considerou as personalidades como entidades distintas, individuais, como elas mesmas se apresentavam.
Aplicou o conhecimento espírita sem o saber, mostrando que bom senso e boa vontade sempre são recomendáveis.
Nesse mesmo passo, a psicologia atual alcançará êxito em seus propósitos.
Beijos.