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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

DEPENDÊNCIA II

                Eliminar o domínio, a autoridade ou a influência das ideias, das pessoas, das diversões, dos instintos, do trabalho e dos lugares não significa que precisamos extirpar ou abandonar completamente todas essas coisas, mas somente a dependência. Podemos nos ocupar desses assuntos quando bem quisermos, conforme nossas necessidades e conveniências, sem a escravidão do condicionamento doentio.
                Passar por esse trajeto restrito é ter a coragem de romper as amarras internas e externas que nos impedem a conquista de liberdade. Perguntemo-nos: quantos dos nossos atos e atitudes são subprodutos de nossas dependências estruturadas na subordinação da sociedade? A submissão social tem sua base inicial na busca de aprovação dos outros, colocando os indivíduos na posição de permanentes escravos e pedintes do aplauso hipócrita e do verniz da lisonja.
                A travessia desse longo caminho esmo nos levará ao Reino dos Céus, estruturado e localizado na essência de nós mesmos. Para tanto, devemos recordar-nos de que as Leis Divinas estão escritas na nossa consciência, cabendo-nos aprender a interpretá-las em nós e por nós mesmos.
                Jesus Cristo, constantemente, referia-se a esse Reino Interior como sendo a morada de Deus em nós. Por voltarmos costumeiramente nossos olhos para fora, e não para dentro de nós mesmos, é que nunca conseguimos vislumbrar as riquezas de nosso mundo interior.
                Nossa autonomia, tanto física, emocional, mental como espiritual, está diretamente ligada às nossas conquistas e descobertas íntimas. Nossa tão almejada realização interior está relacionada com o conhecimento de nós mesmos.
                A vida exige esforços importantes para que possamos eliminar nossos laços de dependência neurótica, os quais nos condicionam a viver sem usufruir nossa liberdade interior, aceitando ser manipulados pelos juízos e opiniões alheias.
                A liberdade se inicia no pensamento para, posteriormente, materializar-se na exterioridade, quebrando, então, os grilhões da dependência. Os espíritos amigos enfocaram o assunto com muita sabedoria, afirmando: No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquilá-lo.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, no mais das vezes nosso pensamento está voltado para fora.
Um abraço. Tenhas uma boa tarde.

tesco disse...


A submissão a ditames irracionais de uma
sociedade,sem dúvida, nascem do pensamento
sem liberdade, e este é aprisionado
unicamente pelo próprio pensador.
O problema, como concorda o Dilmar, é que
procuramos tesouros fora de nós, quando
eles estão tão próximos.
Beijos.