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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SOFRIMENTO II

                A dor não é uma punição. Antes, revela-se um excelente mecanismo da vida a serviço da própria vida.
                Fenômeno de desgaste pelas alterações naturais da estrutura dos órgãos – à medida que a energia se altera advém a deteriorização do invólucro material que ela vitaliza – essa disjunção faz-se acompanhada pelas sensações desagradáveis da angústia, desequilíbrio e dor, conforme seja a área afetada no indivíduo.
                Desse modo, é inevitável a ocorrência do sofrimento na Terra e nas áreas vibratórias que circundam o planeta, nas quais se movimentam os seus habitantes. Ele faz parte da etapa evolutiva do orbe e de todos quantos aqui estagiam, rumando para planos mais elevados.
                Na variada gênese do sofrimento, todo esforço para mitigá-lo, sem a remoção das causas, não logrará senão paliativos, adiamentos. Mesmo quando alguma injunção premie o enfermo com uma súbita liberação, se a terapia não alcançou as razões que o desencadeiam, ele transitará de uma para outra problemática sem conseguir a saúde real.
                Isso porque, em todo processo degenerativo ou de aflição, o espírito, em si mesmo, é sempre o responsável, consciente ou não. E, naturalmente, só quando ele se resolve pela harmonia interior, opera-se lhe a conquista da paz.
                Em tal situação, mesmo ocorrendo os processos transformadores da ação biológica, o sofrimento disso decorrente não afeta a emoção nem se transforma em casa de danos. À semelhança de outros automatismos fisiológicos, a consciência não lhe registra a manifestação.
                O sofrimento, portanto, pode e deve ser considerado uma doença da alma, que ainda se atém às sensações e opta pelas direções e ações que produzem desequilíbrio. Nessa fase, dos interesses imediatos, todo um emaranhado de paixões primitivas propele o ser na direção do gozo, sem a ética necessária ou o sentimento de superior eleição, e o atira nos cipoais dos conflitos que geram a desarmonia das defesas orgânicas, as quais cedem à invasão de micróbios e vírus que lhe destroem a imunidade, instalando-se, insaciáveis, devoradores.
                Da mesma forma, os equipamentos mentais hipersensíveis desajustam-se, abrindo campo à instalação das alienações, das obsessões cruéis.
                Por extensão, pode-se dizer que o sofrimento não é imposto por Deus, constituindo-se eleição de cada criatura, mesmo porque, a sua intensidade e duração estão na razão direta da estrutura evolutiva, das resistências morais características do seu estágio espiritual.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

2 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Denise
A dor fez parte da vida de Jesus, assim que não pode deixar de estar presente na nossa, pecadores perdoados e amados...
Bjm fraternal

Jeanne Geyer disse...

Deus não premia nem castiga, e é difícil para as pessoas entenderem este mecanismo. achei excelente o texto, todos deveriam ter este entendimento. bjs :)