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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

INDULGÊNCIA PERMANENTE


Escasseia, cada vez mais, no 
comportamento humano, a indulgência. 
Relevante para o êxito da criatura em 
si mesma e em relação ao próximo, 
o pragmatismo negativo dos interesses 
imediatos vem, a pouco e pouco, 
desacreditando- a, deixando-a à margem. 
Sem a indulgência no lar, diante das 
atitudes infelizes dos familiares 
ou em referência aos seus equívocos, 
instala-se a malquerença; na oficina de 
atividades comerciais, produz a 
desconfiança; no trato social propicia o 
desconforto moral e responde pelo 
competição destrutiva.. . 
Tentando substituí-la, as criaturas 
imprevidentes colocam nos lábios a 
mordacidade no trato com o semelhante, a 
falsa superioridade, a ofensa frequente, 
a hipocrisia em arremedos de tolerância. 
A indulgência para com as faltas alheias 
é perfeita compreensão da própria fragilidade, 
a refletir-se no erro de outrem, entendendo 
que todos necessitam de oportunidade para 
recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido 
comportamento de censor ou injustificável 
postura de benfeitor. 
A indulgência é um sentimento de humanidade 
que vige em todas as pessoas, aguardando 
desdobramento e vitalidade que somente o 
esforço de cada qual logra realizar. 
É calma e natural, fraterna e gentil, 
brotando como linfa cristalina alcance do 
sedento. 
Generosa, não guarda qualquer ressentimento, 
olvidando as ofensas a benefício do próprio 
agressor. 
A indulgência é um ato de amor que se 
expande e de caridade que se realiza. 
Mede-se a conquista moral de um homem pelo 
grau de indulgência que possui em relação aos 
limites e erros alheios. 
Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar 
e que, por sua vez, não necessite da 
indulgência daqueles a quem magoa ou contra 
os quais se levanta. 
A indulgência pacifica o infrator, auxiliando- 
o a crescer em espírito e abre áreas de 
simpatia naquele que a proporciona. 
Virtude do sentimento, a indulgência revela 
sabedoria da razão 
Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela 
astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, 
ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi 
indulgente para com todos, não obstante jamais 
houvesse recebido ou necessitasse da 
indulgência de quem quer que fosse. 
Lecionando o amor, toda a Sua vida é um 
hino à indulgência e uma oportunidade de 
redenção ao equivocado. 
Sê, pois, tu também, indulgente em relação 
ao teu próximo, quão necessitado te encontras 
da indulgência dos outros assim como da Vida. 
[Joanna de Ângelis] 
[Divaldo Franco] 
[Viver e Amar] 
[Editora LEAL]





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