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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O PERDÃO AO PASSADO

                Temos necessidade de perdoarmos o nosso passado, qualquer que seja ele. A forte ligação com os erros cometidos por nós, ou por outrem, paralisa o presente e compromete o futuro. Quantos casais vivem em acusações mútuas de fatos que aconteceram há dez, quinze, vinte anos ou mais, negando-se a perdoarem um ao outro.
                Prender-se ao passado é como guardar alimento perecível num armário. Em pouco tempo esta comida apodrecerá e dará mau cheiro, transmitindo doenças. Perdoemos o passado alheio pois as pessoas têm o direito de mudar e merecem crédito por isso. Quantas vezes nós mudamos de opinião ao longo dos anos.
                É importante acreditarmos nos seres humanos sabendo que eles são muito mais frágeis do que maus. E, por isso, superam algumas de suas fragilidades. Não cabe a nós fiscalizar quais dificuldades estão superadas ou o que ainda falta superar. Temos a nossa própria vida para nos ocuparmos.
                Perdoemos os nossos pecados do passado. Não tínhamos mesmo entendimento que temos hoje por isso erramos tanto. Se fosse hoje faríamos diferente, mas foi no passado e não podemos alterar o que já aconteceu. Somos senhores do presente e podemos construir o futuro. É nisso que devemos focar nossa vida.
                Perdoe seu passado e siga firme em direção ao futuro, aproveitando ao máximo o presente, que é um “presente” de Deus para nós.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

sábado, 29 de outubro de 2016

CEM POR UM

Espírito: EURÍPEDES BARSANULFO.
Ócio, em qualquer parte, constitui esbanjamento.
Tudo vibra em perpétua movimentação, sem vácuo ou inércia na substância das coisas.
O corpo humano e o corpo espiritual são construções divinas a se estruturarem sobre forças que se combinam e trabalham constantemente em dinamismo santificante, por nossa vez, peças atuantes do Evangelho Vivo, demonstrando que o serviço é condição de saúde eterna.
Insculpe por onde passes o rasto luminoso do entendimento. Edifica o bem, seja escutando o riso dos felizes ou assinalando o soluço dos companheiros desditosos, criando rendimento nos tesouros imperecíveis da alma.
Ampara e ajuda a todos, desde a criança desvalida, necessitada de arrimo e luz para o coração, até o peregrino sem teto, hóspede errante das árvores do caminho.
Conserva por medalhas de mérito os calos nas mãos que abençoam servindo, a fadiga nos músculos que auxiliam com entusiasmo, o suor na fronte que colabora pela felicidade de todos os rasgões que te recordam as feridas encontradas no cumprimento de austeras obrigações.
Oremos na atividade construtiva que não descansa.
Cantemos ao ritmo da perseverança feliz.
Respiremos no hausto da solidariedade sem mescla.
A caridade converte o sacrifício em deleite, o cansaço em repouso, o sofrimento em euforia.
Ar puro – desfaz as emanações malsãs; água límpida – dissolve os detritos da sombra; sol matinal – dissipa as trevas...
Mãos vazias ou cabeça desocupadas denunciam coração ocioso.
Sê companheiro da aurora, despertando junto com o dia nas obras de paciência e bondade, sustento e elevação.
A seara do Senhor no solo infatigável do tempo guarda riquezas inexploradas e filões opulentos.
Aquele que grafa uma página edificante, semeia um bom exemplo, educa uma criança, fornece um apontamento confortador, entretece uma palestra nobre ou estende uma dádiva, recolherá, cem por um todos os grãos de amor que lançou na sementeira do Eterno Bem, laborando com a Vida para a Alegria Sem Fim.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

IMPREVISTOS DURANTE VISITAS

No curso de visita determinada, calar quaisquer apontamentos ou perguntas, quando os anfitriões estiverem recebendo correspondência.

Ante uma discussão, absolutamente inesperada entre familiares, guardar discrição e respeito.

Nunca prorromper em gritos ou exclamações se um inseto ou algum pequeno animal surge à vista.

Conservar calma sem interferência, toda vez que uma criança da moradia visitada entre a receber essa o aquela repreensão dos adultos.

Abster‐se de comentar negativamente os pequeninos desastres caseiros, como sejam a queda de alguém o a louça quebrada.

Se aparecerem outras visitas, mesmo em se tratando de pessoas com as quais não nos achemos perfeitamente afinados, não nos despedirmos abruptamente e sim permanecer mais algum tempo, no recinto doméstico em que estejamos, testemunhando cordialidade e acatamento.

Vendo pessoas que nos sejam desconhecidas ou que ainda não nos foram apresentadas, no lar que nos acolhe, jamais formular indagações, quais estas: “quem é este?”, “quem é ela?”, “é pessoa de sua família?", "que faz aqui?" ou "será que já conheço essa criatura?"

Se os donos da casa estão prontos para sair, no justo momento de nossa chegada, devemos renunciar ao prazer de visitá‐los, deixando-os em liberdade.

Quem visita, deve sempre levar consigo otimismo e compreensão para serem usados em qualquer circunstância.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A VIRTUDE DOS FORTES

                A frase “sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuis, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo”, (ese, cap. VII, item XI), chama a atenção.
                Afinal, o progresso moral do ser demanda, como é cediço, muito tempo e muito esforço, através dos quais o homem vai amealhando novas experiências, conhecimentos e virtudes, que, por extensão, fazem nele emergir as forças interiores da alma. Contudo, à medida que o homem dá mais importância aos bens terrenais do que aos espirituais – os únicos que lhe podem assegurar a verdadeira felicidade – apega-se ao exterior, tira Deus do centro e coloca-se no lugar d’Ele.
                Há, neste sentido, uma interessante frase do Espírito Paulo de Tarso, inserta na quarta parte, cap. II, pergunta 1009 de O Livro dos Espíritos: “Gravitar para a unidade divina, esse é o objetivo da humanidade”. Gravitar, em sentido estrito, significa girar em torno. Nesta perspectiva, a bem de nosso progresso, devemos deixar Deus no centro. Para isso, porém, é necessário que sejamos humildes.
                Quando o orgulho sobressai em nossas atitudes, ficamos presos às nossas próprias limitações e incapazes, portanto, de avançar para as conquistas superiores. Na sociedade terrena atual viceja, de modo geral, o culto ao materialismo, disso resultando numa completa inversão de valores. Neste diapasão, adverte Joanna de Ângelis que:
                “Há uma confusão muito grande entre os valores éticos que alçam os indivíduos aos patamares da grandeza moral e aqueles que degradam, que vendem sensações soezes, como se a existência humana devesse estar sempre num circo, dando prosseguimento indefinido ao burlesco, ao cínico, ao despudor.” (Jesus e Vida)
                Em assim sendo, a falta de resistências morais dá azo a que permaneçamos, não raramente, adstritos a comportamentos impostos por indivíduos que se consideram heróis da atualidade. Ante isso, cumpre-nos citar novamente o pensamento da Benfeitora Espiritual acima mencionada:
                “O heroísmo não se expressa através da vilania, da deformidade, do grotesco, mas sim, em decorrência a coragem e da envergadura que caracterizam os espíritos fortes, humanos e dignificadores da sociedade”.
                “Todo e qualquer investimento aplicado na transformação dos recursos espirituais para melhor e do esforço contínuo em favor da promoção da sociedade, constitui ato de heroísmo. Não apenas aqueles que tornam os seus realizadores conhecidos e comentados pelo grupo social, mas especialmente quando passam ignorados, constituindo admirável empreendimento interior em benefício da harmonia”. (Jesus e Vida)
                Desta forma inferimos que é ato de coragem lutar contra toda essa onda de materialismo e insensatez que grassam em nosso planeta nestes turbulentos dias. Para tal, é preciso ter coragem para fazer diferente. E ser humilde é fazer diferente, pois a humildade é panaceia contra os males originados pelas suscetibilidades do amor –próprio. Eis porque consideramos a humildade como sendo a virtude dos fortes.

Andres Gustavo Arruda


Fonte: Jornal Tribuna do Espiritismo – nov./2015
imagem: google

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

RENASCER E REMORRER

Cap. V – Item 12
Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.
Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.
Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.
Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.
Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até
que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.
Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros.
Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.
Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer.
As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.
As dores iguais criam os ideais semelhantes.
Auxiliemo-nos mutuamente.
O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.
Lins de Vasconcellos

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O TESOURO MAIOR

“Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” — Jesus. 
(LUCAS 12:34)

No mundo, os templos da fé religiosa, desde que consagrados à Divindade
do Pai, são departamentos da casa infinita de Deus, onde Jesus ministra os seus bens aos corações da Terra, independentemente da escola de crença a que se filiam.
A essas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo, em seus diferentes graus de compreensão. Cada qual, instintivamente, revela ao Senhor onde coloca seu tesouro.
Muitas vezes, por isso mesmo, nos recintos diversos de sua casa, Jesus recebe, sem resposta, as súplicas de inúmeros crentes de mentalidade infantil, contraditórias ou contraproducentes.
O egoísta fala de seu tesouro, exaltando as posses precárias; o avarento refere-se a mesquinhas preocupações; o gozador demonstra apetites insaciáveis; o fanático repete pedidos loucos.
Cada qual apresenta seu capricho ferido como sendo a dor maior.
Cristo ouve-lhes as solicitações e espera a oportunidade de dar-lhes a conhecer o tesouro imperecível. Ouve em silêncio, porque a erva tenra pede tempo destinado ao processo evolutivo, e espera, confiante, porquanto não prescinde da colaboração dos discípulos resolutos e sinceros para a extensão do divino apostolado. No momento adequado, surgem esses, ao seu influxo sublime, e a paisagem dos templos se modifica. Não são apenas crentes que comparecem para a rogativa, são trabalhadores decididos que chegam para o trabalho. Cheios de coragem, dispostos a morrer para que outros alcancem a vida, exemplificam a renúncia e o desinteresse, revelam a Vontade do Pai em si próprios e, com isso, ampliam no mundo a compreensão do tesouro maior, sintetizado na conquista da luz eterna e do amor universal, que já lhes enriquece o espírito engrandecido.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

CONVITE À VIGILÂNCIA



Novo vídeo postado no meu canal do youtube, destinado à divulgação de mensagens espíritas. Assistam, prestigiem.

domingo, 23 de outubro de 2016

EM SERENIDADE II

                A serenidade não é inquietação exterior, indiferença, mas plenitude da ação destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de insegurança.
                Os mártires conheceram a serenidade que o ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais pugnaram e, por isso mesmo, não foram atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus.
                A serenidade provém, igualmente, da certeza, da confiança no que se sabe e se faz, e se é. Âncora de segurança, finca-se no solo e sustenta a barca da existência, dando-lhe tempo para preparar-se e seguir adiante.
                Age sempre conforme a consciência lúcida, a fim de não caíres em conflito, perdendo a serenidade.
                Estuda-te e ama-te, elegendo o melhor, o duradouro para os teus dias, e nunca recuarás. No entanto, se errares, se te comprometeres, se te arrependeres, antes que te perturbe a culpa, recompõe-te, refaze o equívoco, recupera-te e reconquista a serenidade. Sem ela, experimentarás sofrimentos que poderias evitar, e te impedem o avanço.
                Serenidade é vida.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

sábado, 22 de outubro de 2016

EM SERENIDADE I

                A serenidade é pedra angular das edificações morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis tornam-se as realizações. Resulta de uma conduta correta e uma consciência equânime, que proporcionam a visão real dos acontecimentos, bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos da existência corporal.
                Na atormentada busca do prazer, desperdiça-se o tesouro da cultura, que se converte em serva das paixões inferiores, perturbadoras, de consequências negativas. Quanto mais se frui do gozo, mais necessidade surge de experimentá-lo, renovando sensações que se disfarçam de emoções.
                A serenidade é o estado de anuência entre o dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo.
                Quando se adquire a consciência asserenada, enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo desestruturar. As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem.
                A pessoa serena é feliz, porque superou os apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação. Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o caminho do meio com decisão firme, inquebrantável.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google        

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TESTEMUNHOS E PROVAÇÕES I

                Não recalcitres ao aguilhão das dores, no desiderato de enobrecimento a que te dedicas.
                Os que não sofrem os aguerridos combates, dormem na inutilidade.
                A tarefa que desempenhas, por mais insignificante que pareça, porque enobrecida e cristã, incomoda aos frívolos e aos atormentados, provocando ira nuns e inveja noutros.
                Contenta-te com o prazer de desincumbir-te do dever que te cumpre atender.
                É certo que conduzes imperfeições e que outros são melhores dotados do que tu. Todavia, enquanto estes não se resolvem pela ação do bem,nas tarefas pequenas, realiza-as tu.
                Se coxeias e andas, assim é melhor do que se fosses portador de membros perfeitos, que se paralisassem pela crítica ácida ou na ociosidade.
                Se te taxam de louco e tua conduta é correta, bendize mais do que se foras douto e lúcido, mergulhando a mente nos vapores da hora vazia.
                Se a mensagem cristã te fascina e produzes nas leiras da solidariedade humana, és mais feliz do que se te encontrasses com a mente cultivada, investigando ainda a imortalidade, que, afinal, já aceitas com ardor e confiança.
                Se defrontas antipatias, porque te encontras em ação, vives alegrias maiores, do que se estivesses requestado e considerado, no trono do orgulho vão, vencido pela transitoriedade dos que se adoram reciprocamente.
                Se deparas inimizades, enquanto amas, isto te é mais favorável do que amado, conquanto odiando...
                Jamais te escuses ao compromisso que assumiste para com a Vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O VENCEDOR

Quem acha que perder é ser menor na vida...
Quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...
Eu... Que já não quero mais... Ser um vencedor.
Levo a vida devagar... Pra não faltar amor.
A letra da música popular é de extrema beleza e profundidade.
No mundo da vitória a qualquer custo, dos vencedores de berço e coisa e tal, é necessário pensar um pouco sobre tudo isso.
Todos queremos vencer, é certo. A natureza nos impulsiona para as vitórias sempre, para o crescimento contínuo e inevitável.
Porém, no entendimento humano da palavra vencer, e em quem julgamos serem vencedores é que está a questão fundamental.
Adianta vencer profissionalmente, ter sucesso e fama, se nos falta amor?
Adianta ser considerado um vencedor do esporte, na carreira, na arte, se, como pais, cônjuges, filhos, irmãos, somos verdadeiros derrotados?
Vale a pena vencer a qualquer custo? Esse não seria um comportamento deveras imediatista, sem considerar a vida como um todo, incluindo sua continuidade além-túmulo?
Será que vencedores são apenas aqueles que conseguem - neste país de tantas dificuldades - concluir um ensino superior?
Será esse nosso único critério de vitória? A formação intelectual, as conquistas profissionais e as riquezas acumuladas?
Seria certamente uma vitória muito pobre...
Criar um vencedor no lar, na pessoa de um filho, não é apenas lhe dar as oportunidades da formação intelectual.
Criar um vencedor é criar um homem de bem, que saiba valorizar o amor e os relacionamentos saudáveis acima de tudo.
Criar um vencedor é ensiná-lo a perder, e lidar com as derrotas da vida, procurando extrair delas sempre lição preciosa de engrandecimento moral.
Aparentes derrotas são preparações fundamentais para que as grandes vitórias sejam possíveis.
Por isso, levar uma vida devagar, pode significar dar mais atenção à família, pode significar dar-se mais aos outros.
Na vida de quem não falta amor, há sempre muitas, e inesquecíveis vitórias.

* * *

Venci... O mundo, a mim mesmo... A minha falta de visão clara sobre as coisas.
Venci a vontade de querer mais... Troquei pela vontade se "ser" mais.
Venci a inércia, a vontade de não ter vontade, e me arremessei ao mundo, de braços abertos, sem esperar nada das pessoas e nem de mim.
Não sou vencedor aos olhos do mundo. Minha vitória é secreta, quieta, segura... É minha.
Amo mais a cada dia, e cada dia me ama mais.
Vivo um amor plenamente correspondido com a vida.
Venci, sim, a mim mesmo. Minha consciência me aplaude, mas ao mesmo tempo me diz: muitas vitórias ainda te aguardam.
 

Redação do Momento Espírita com base em trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo, e em poema de autor desconhecido.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Meus dois gatos foram envenenados. No mundo espiritual, o que acontece com uma pessoa que age assim?
Resposta - Pela Lei da Igualdade, todas as criaturas do universo são iguais perante Deus. Todos os seres tem os mesmos direitos. Alguns dizem que não há importância em matar um animal porque ele não é nada além de um estorvo, mas, na verdade, Deus dá a mesma importância a um grão de areia e ao arcanjo.
          Todos somos parte deste universo. Tudo o que nele existe é para que se mantenha o equilíbrio. Quando este é interrompido, o responsável terá que responder por isso, fazendo o possível para restabelecer o estado anterior.
            Isso acontecerá não como uma cobrança e nem como castigo. Deus não castiga nem cobra, mas deixa que nós mesmos façamos isso, pois o desequilíbrio que criamos se reflete principalmente em nós mesmos e não na vítima de nossa desatenção. Na verdade, quando provocamos algum prejuízo físico ou emocional em algum outro ser, sempre há algum espírito benevolente para auxiliar a vítima, mas nem sempre há algum para auxiliar o algoz.
         Em geral, a vítima sofre por instantes, mas o carrasco acaba sofrendo por tempo mais prolongado. A menos que compreenda que sua atitude causou um desequilíbrio no universo, ao qual ele também faz parte, o reflexo em si persistirá e a dor também.
          Não falamos isso para assustar nem para criar uma situação emocional que desperte algum sentimento de culpa, mas apenas para explicar que nada fica sem uma reparação, pois o universo somente funciona dentro do equilíbrio e, enquanto ele não se restabelecer, a consciência daquele que praticou a crueldade o perturbará como sinal deste desequilíbrio, que, em última instância, somente ele percebe.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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terça-feira, 18 de outubro de 2016

O PERDÃO A DEUS

                Alguns de nós temos uma fé vacilante, uma fé interesseira pois a fé está proporcionalmente ligada ao nosso bem-estar, ao nosso conforto. Basta uma prova difícil como  esta para nossa fé ser abalada e nos revoltarmos contra Deus. Abandonamos a religião a quem éramos pouco ou nada devotados. A religião só é interessante para nós se formos eternamente felizes, os escolhidos em um reino dos céus que para nós é aqui na Terra, ou seja, sem querer materializamos o Pensamento Divino.
                A causa de todas as coisas na verdade, para nós, é um ser que deve fazer as nossas vontades, como uma criança pirracenta e egocêntrica que acha que todos os brinquedos só pertencem a ela?
                Se Deus é a causa primeira de todas as coisas, o onisciente e onipresente, Ele deve saber por que tal ou qual coisa acontece. Se nós não a compreendemos é pela nossa pequenez psicológica e por sermos pigmeus espirituais.
                Consciente do quanto somos pequenos diante da grandeza do Pai Celestial, sintamos a dor confiantes de que esta passará. Mesmo não compreendendo por que aconteceu.
                As dores morais são muito fortes mas é nesse momento que temos a oportunidade de  provar a nossa crença, como dizem os religiosos, dar o nosso testemunho. Prestemos atenção quando formos orar o Pai Nosso: “Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade aqui na Terra como nos céus”...


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A NOVIDADE MAIOR

Espírito: EMMANUEL.
Inegavelmente o mundo progride, embora com lentidão.
A vista disso, em cada dia, é natural que a Terra surja, de algum modo, renovada em si mesma.
Entretanto, forçoso convir que no lado externo das situações e das cousas, com leves modificações, aquilo que vemos agora é o que já vimos.
O sol cuja marcha Josué supôs haver, paralisado no combate contra o rei de Jerusalém, é o mesmo que clareia a estrada do deserto para o beduíno de hoje.
A luz que afagava a cabeça de Sócrates não sofreu diferenças.
O mar que Tibério fitava das alturas de Capri oferece atualmente o mesmo espetáculo de imponência e beleza.
As grandes cidades da era moderna são herdeiras das grandes cidades que o tempo sepultou em valas de cinzas.
As tricas políticas que criam a guerra, nos dias que passam, não obstante mais espaçadas, são idênticas às que faziam a guerra no tempo dos faraós.
Os escritores de inspiração infeliz que há milênios envenenavam a cabeça do povo são substituídos na época presente pelos escritores inconsequentes que articulam palavras nobres e corretas fomentando os vícios do pensamento.
Inegavelmente o progresso é a lei, contudo só o conhecimento de nós próprios conseguirá realmente fundamenta-lo e apressa-lo em sadios alicerces na experiência.
Por essa razão, a maior novidade para nós, acima de tudo, ainda e sempre é a nossa possibilidade imediata de manejar a própria vontade e melhorar a vida, melhorando a nós mesmos.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
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domingo, 16 de outubro de 2016

VISITAÇÃO A DOENTES

A visita ao doente pede tato e compreensão.

Abster‐se de dar a mão ao enfermo quando a pessoa for admitida à presença dele, com exceção dos casos em que seja ele quem tome a iniciativa.

Se o visitante não é chamado espontaneamente para ver o doente, não insistirá nisso, aceitando tacitamente os motivos imanifestos que lhe obstam semelhante contato.

Toda conversa ao pé de um doente, exige controle e seleção.

Evitar narrações ao redor de moléstias, sintomas, padecimentos alheios e acontecimentos desagradáveis.

Um cartão fraterno ou algumas flores, substituindo a presença, na hipótese de visitação repetida, em tratamentos prolongados, constituem mananciais de vibrações construtivas.

Conquanto a oração seja bênção providencial, em todas as ocasiões, o tipo de assistência médica, em favor desse ou daquele enfermo, solicita apreço e acatamento.

Nunca usar voz muito alta em hospital ou em quarto de enfermo.

Por mais grave o estado orgânico de um doente, não se lhe impor vaticínios acerca da morte, porquanto ninguém, na Terra, possui recursos para medir a resistência de alguém, e, para cada agonizante que desencarna, funciona a Misericórdia de Deus, na Vida Maior, através de Espíritos Benevolentes e Sábios que dosam a verdade em
amor, em benefício dos irmãos que se transferem de plano.

Toda visita a um doente ‐ quando seja simplesmente visita ‐, deve ser curta.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TEMPO DE PERSEVERAR

                É inegável que a modernidade trouxe consigo grandes benefícios para a humanidade. Hoje, temos acesso a pessoas, informações e produtos de maneira quase instantânea. Distâncias e temos foram virtualmente eliminados. Essa nova realidade, contudo, tem também os seus contratempos.
                Zygmunt Bauman, ilustre sociólogo polonês criador do conceito de “modernidade líquida” e um dos mais influentes pensadores da atualidade, afirmou em recente visita ao Brasil: “Se demoramos mais de um minuto para acessar a internet quando ligamos o computador, ficamos furiosos. Um minuto só! Nosso limiar de paciência diminuiu. Outra coisa é a persistência. Conseguir algo contém em si um número de fracassos que faz com que você perca tempo e tenha que recomeçar do zero. E isso é muito complicado. Não é fácil manter essa persistência nesse ambiente com tanto ruído e tantas informações que fluem ao mesmo tempo de todos os lados.
                O ser urbano e globalizado da atualidade vai, cada vez mais, perdendo contato com os ciclos e processos naturais de desenvolvimento presentes em cada aspecto da natureza, passando a acreditar que todos os mecanismos da vida são regidos pela mesma velocidade do mundo em que está inserido. Em termos de conquistas espirituais, no entanto, o processo é muito diverso, como nos adverte o benfeitor Emmanuel: “Não te creias capaz de trair o espírito de sequência que rege todas as forças e todas as tarefas da natureza”.
                É por alimentarem a ilusão de que as aparentes facilidades da modernidade estarão também presentes na busca pelos valores eternos que muitos se frustram e acabam desistindo ante os primeiros obstáculos encontrados, perdendo preciosas oportunidades de crescimento espiritual. Tudo que traga consigo algum tipo de dificuldade ou exija uma maior cota de sacrifício e de tempo para ser alcançado é então descartado, tido como inconveniente, valorizando-se assim, na maioria das vezes, as conquistas transitórias em detrimento das imperecíveis.
                Disse-nos, porém, o Mestre: “quem perseverar até ao fim, esse será salvo”. O termo utilizado pelo evangelista, traduzido no texto como perseverar, está vinculado à palavra grega hypomoné, de significação ampla, à qual também se podem relacionar, além da perseverança, a resistência, a firmeza e a paciência. Por essa razão, ora é traduzida nos evangelhos como perseverança, cora como paciência. Fica assim evidenciada a profunda ligação entre estas duas virtudes, definidas por Jesus como essenciais para a salvação, isto é, para a redenção espiritual do ser. Complementa ainda Emmanuel: “O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer. Sem o concurso do tempo, secundado pela perseverança e pela paciência, não existem deificações reais para o espírito.
                As Leis Divinas não se harmonizam com privilégios ou subterfúgios. A questão é de vontade e esforço pessoal, de saber perseverar, com paciência, até à conquista dos valores imortais. Para todo aquele, pois, que se propõe a seguir as pegadas imperecíveis do Divino Mestre, ecoam, pelos séculos afora, as sublimes palavras: “Com a vossa perseverança adquiram as vossas almas”.

Artur Valadares 


Fonte: Jornal Tribuna do Espiritismo – nov/2015
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

PERDOA, SIM!?

Cap. X – Item 15
O desconhecido passou, de carro, enlameando-te a veste, como se toda a rua lhe pertencesse... Compadece-te dele. Corre, desabalado, à procura de alguém que lhe socorra o filhinho nos esgares da morte.
Linda mulher, que pérolas e brilhantes enfeitam, segue a teu lado, parecendo fingir que te não percebe a presença... Compadece-te!
Ela tem os olhos embaciados de pranto e não chegou a ver-te.
Jovem, admiravelmente bem-posto, cruzou contigo, endereçando-te palavra de sarcasmo e de injúria... Compadece-te! Ele tem os passos no caminho do hospício e ainda não sabe.
O amigo que mais amas negou-te um favor... Compadece-te dele! Não lhe vês a dificuldade encravada no coração.
Companheiros do mundo!... Estarão contigo, notadamente no lar, onde guardam os nomes de pai e mãe, esposo e esposa, filhos e irmãos... Muita vez, levantam-se de manhã, chorosos e doloridos, aguardando um sorriso de entendimento, ou chegam do trabalho, fatigados e tristes, esmolando compreensão.
Todos trazem consigo aflições e problemas que desconheces.
Ergue a própria alma e auxilia sempre!... Indulgência para todos!
Bondade para com todos!...
E, se algum deles te fere diretamente a carne ou a alma, não levantes o braço ou a voz para revidar.
Busca no silêncio a inspiração do Senhor, e o Mestre, como se estivesse descendo da cruz em que pediu perdão para os próprios verdugos, te dirá compassivo:
– Perdoa, sim! Perdoa sempre, porque, em verdade, aqueles que não perdoam também não sabem o que fazem...
Meimei                           

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

QUEM SOIS?

“Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” — (ATOS 19:15)

Qualquer expressão de comércio tem sua base no poder aquisitivo. Para
obter, é preciso possuir.
No intercâmbio dos dois mundos, terrestre e espiritual, o fenômeno obedece ao mesmo princípio.
Nas operações comerciais de César, requerem-se moedas ou expressões fiduciárias com efígies e identificações que lhes digam respeito. Nas operações de permuta espiritual requisitam-se valores individualíssimos, com os sinais do Cristo.
O dinheiro de Jesus é o amor. Sem ele, não é lícito aventurar-se alguém ao
sagrado comércio das almas.
O versículo aqui nomeado constitui benéfica advertência a quantos, para o
esclarecimento dos outros, invocam o Mestre, sem títulos vivos de sua escola
sacrificial.
Mormente no que se refere às relações com o plano invisível, mantendo cuidado por evitar afirmativas a esmo.
Não vos aventureis ao movimento, sem o poder aquisitivo do amor de Jesus.
O Mestre é igualmente conhecido de seus infelizes adversários. Os discípulos sinceros do Senhor são observados por eles também. Os inimigos da luz reconhecem-lhes o sublime valor.
Quando vos dispuserdes, portanto, a esse gênero de trabalho, não olvideis vossa própria identificação, porque, provavelmente, sereis interpelados pelos representantes do mal, que vos perguntarão quem sois.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 11 de outubro de 2016

VIDA RENOVADA II

                Para que a vida estue em abundância em ti, faze-lhe uma cuidadosa avaliação de como te sentes, como estás e que tens conseguido.
                Tem coragem para proceder a uma autoanálise consciente, responsável, enriquecedora, de forma que ao constatares os resultados negativos te disponhas ao enfrentamento revolucionário da mudança de crenças, pensamentos, hábitos, comportamentos, de tudo quanto constitua obstáculo ao teu desenvolvimento, à valorização da vida e suas realizações.
                Velhos hábitos arraigados, pensamentos viciosos, vontade enfraquecida, atavismos perniciosos, ressentimentos conservados conspirarão contra o teu programam de renovação.
                Constatarás a necessidade de mudanças, porém, todas as fixações da tua existência se sublevarão, impondo-te restrições, adiamentos, desestímulos.
                Entre os muitos fatores negativos a que tentarão manter-te na postura de sofrimento ou de paralisia, há o medo do que dirão os outros, de como te verão os demais, do que te sucederá. Outros mecanismos perturbadores emergirão do inconsciente, pretendendo conservar-te no patamar em que estagias.
                Acreditar-te-ás cansado, idoso, jovem, desequipado de vontade, sem força moral, incapaz de enfrentar situações novas, e cederás à tentação de permanecer como te encontras: com problemas, angústias, insatisfação, insucessos.
                Começa, assim mesmo, o teu programa, renovando as tuas velhas crenças, aquelas que te foram impostas por pessoas incapacitadas para educar-te, embora generosas, com suas opiniões depreciativas, seus conceitos servis, suas previsões funestas.
                És capaz de superar o pessimismo e a falta de autoestima que te foram impingidos e aceitaste sem relutância. Este é o teu momento e não mais tarde, ou nunca mais.
                Muda os teus pensamentos e raciocínios, direcionando-os para o êxito, em que deves acreditar e, empenhando-te, conseguirás.
                Logo depois, passa à ação renovadora.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

VIDA RENOVADA I

                A dádiva mais extraordinária que existe é a vida. Manifesta-se de formas variadas, obedecendo a ciclos rítmicos, com objetivos estabelecidos.
                Não há como evita-la, nem sequer procrastina-la no seu cadenciado fatalismo, no rumo da perfeição.
                A vida renova-se sem cessar e esse fenômeno faz parte do seu processamento. O que se não renova, morre, transforma-se, perturba o mecanismo existencial.
                Especialmente, a ida humana é um dom supremo, que deve ser preservada e utilizada com eficiência, dilatando-a ao máximo, a fim de se recolherem os benefícios que faculta.
                Emanação divina, a vida é a presença do psiquismo superior manifestando-se em toda parte.
                Aspirar e inundar-se dessa energia vital é ato de inteligência, aplicado à preservação de conquistas e ampliação delas.
                Nesse incessante fluxo de energia eclodem as possibilidades inatas no ser e ele apercebe-se da glória e da alegria de viver.
                Os velhos hábitos criam fortes resistências e lutarão contra as tuas disposições de mudança.
                Trata-se de um novo programa, que vivenciarás passo a passo, firmando-se, a pouco e pouco, até o momento dos bons resultados.
                Não desistas, nunca, de te renovares para melhor, porquanto a vida não retorna às mesmas condições, circunstâncias e tempo, embora nunca cesse de manifestar-se e oferecer ensejos.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis  
imagem: google      

sábado, 8 de outubro de 2016

NA CONJUNTURA DIFÍCIL II

                Nunca te consideres infeliz.
                Infelicidade é o desconhecimento da justiça divina, com permanência na rebeldia...
                Nas injunções difíceis o espírito cresce, porque se libera dos problemas que amealhou e pediu para solucioná-los, mediante as técnicas dolorosas da recuperação moral...
                A ignorância, porém, no seu processo de aliciamento de vítimas inermes, conduz muitas criaturas que parecem felizes, em pleno triunfo – desfilando no carro do prazer e exibindo a força da insensatez, quando não da arbitrariedade -, e não são ditosas...
                Não as invejes.
                Já trilhaste por caminhos semelhantes, equívocos, e agora recomeças em condição diferente.
                Na celeridade com que passam, na vida, as manifestações orgânicas libertar-te-ão, com rapidez, das dores e opressões, bendizendo as láureas que lograste, no testemunho das conjunturas difíceis.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem:google

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

NA CONJUNTURA DIFÍCIL I

                Limitado na paralisia ou algemado à dor, medita na urgente necessidade de reformulação de conceitos sobre a vida e renova-te.
                Amputado emocionalmente pela perda de um ser querido, que se transferiu para a vida espiritual, reflexiona sobre a transitoriedade do corpo somático e aprimora-te, interiormente, com os olhos postos no futuro.
                Ferido nos sentimentos profundos pelo aguilhão dos desafetos que não supunhas existissem considera a oportunidade para fazeres uma avaliação em torno do teu comportamento e exercita a paciência com o perdão das ofensas.
                Tombado na armadilha hábil e rude da ingratidão de qualquer natureza, verifica o teu estado interior e altera a situação deprimente, transferindo-te da amargura para a beneficência geral.
                Amarfanhado pelos golpes da enfermidade, aprofunda a mente nas cogitações em torno das causas dos sofrimentos e dirige os pensamentos no rumo do amor operante.
                Sob a conjuntura da dificuldade financeira, ou do aparente fracasso social, ou da solidão, ou experimentando os cravos fincados de outras dores morais no cerne da alma, procura descobrir que toda e qualquer aflição, é processo de cobrança que chega ao tribunal da consciência, impondo reparação.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

INDULGÊNCIA PERMANENTE


Escasseia, cada vez mais, no 
comportamento humano, a indulgência. 
Relevante para o êxito da criatura em 
si mesma e em relação ao próximo, 
o pragmatismo negativo dos interesses 
imediatos vem, a pouco e pouco, 
desacreditando- a, deixando-a à margem. 
Sem a indulgência no lar, diante das 
atitudes infelizes dos familiares 
ou em referência aos seus equívocos, 
instala-se a malquerença; na oficina de 
atividades comerciais, produz a 
desconfiança; no trato social propicia o 
desconforto moral e responde pelo 
competição destrutiva.. . 
Tentando substituí-la, as criaturas 
imprevidentes colocam nos lábios a 
mordacidade no trato com o semelhante, a 
falsa superioridade, a ofensa frequente, 
a hipocrisia em arremedos de tolerância. 
A indulgência para com as faltas alheias 
é perfeita compreensão da própria fragilidade, 
a refletir-se no erro de outrem, entendendo 
que todos necessitam de oportunidade para 
recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido 
comportamento de censor ou injustificável 
postura de benfeitor. 
A indulgência é um sentimento de humanidade 
que vige em todas as pessoas, aguardando 
desdobramento e vitalidade que somente o 
esforço de cada qual logra realizar. 
É calma e natural, fraterna e gentil, 
brotando como linfa cristalina alcance do 
sedento. 
Generosa, não guarda qualquer ressentimento, 
olvidando as ofensas a benefício do próprio 
agressor. 
A indulgência é um ato de amor que se 
expande e de caridade que se realiza. 
Mede-se a conquista moral de um homem pelo 
grau de indulgência que possui em relação aos 
limites e erros alheios. 
Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar 
e que, por sua vez, não necessite da 
indulgência daqueles a quem magoa ou contra 
os quais se levanta. 
A indulgência pacifica o infrator, auxiliando- 
o a crescer em espírito e abre áreas de 
simpatia naquele que a proporciona. 
Virtude do sentimento, a indulgência revela 
sabedoria da razão 
Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela 
astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, 
ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi 
indulgente para com todos, não obstante jamais 
houvesse recebido ou necessitasse da 
indulgência de quem quer que fosse. 
Lecionando o amor, toda a Sua vida é um 
hino à indulgência e uma oportunidade de 
redenção ao equivocado. 
Sê, pois, tu também, indulgente em relação 
ao teu próximo, quão necessitado te encontras 
da indulgência dos outros assim como da Vida. 
[Joanna de Ângelis] 
[Divaldo Franco] 
[Viver e Amar] 
[Editora LEAL]