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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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sábado, 28 de agosto de 2010

SOLUÇÕES DAS FUGAS PSICOLÓGICAS

O ser humano deve empenhar-se pela superação dos impedimentos que lhe surgem como fenômeno perfeitamente normal e comum a todas as demais criaturas.

A necessidade dos enfrentamentos faz parte da existência humana, sem os quais o processo de crescimento interior ficaria interrompido, dando lugar a transtornos profundos de comportamento que se transformariam em patologias de difícil solução.

O ego que teme o fracasso, que é sempre um insucesso previsível e reparável, resolve evitar os processos desafiadores, mascarando a realidade e fugindo para o mundo de fantasia, constituídos de sonhos utópicos e irrealizáveis gerados pelas frustrações.

Pequenos exercícios de afirmação da personalidade e de autodescobrimento dos valores adormecidos funcionam como terapia valiosa, por estimular o paciente a novos e contínuos tentames que se vão coroando de resultados favoráveis, eliminando o sutil complexo de inferioridade e mesmo diluindo, a pouco e pouco, a culpa perturbadora.

Cada vitória serve de base para futuros cometimentos que facultarão a autoconfiança, o reconhecimento das potencialidades que respondem pelas forças morais de que é possuidor o self.

Quanto mais se transfere o encontro com a realidade elaborada pelo eu consciente atual, mais difícil torna-se a construção da identidade pessoal, que se apresenta como destituída de significados elevados, ocultando as imperfeições que fazem parte de todo processo evolutivo.

À medida que se alcançam patamares mais elevados outros surgem convidativos, demonstrando que não existe pouso definitivo para quem deseja a plenitude, sem novas metas a serem conquistadas.

Adicionando-se realizações, umas sobre as outras, ocorrerá um somatório de experiências que impulsionam o indivíduo com segurança no rumo certo da realidade.

A verdadeira saúde psicológica não anui com a precipitação nem com o destemor, que pode parecer heroísmo.

A prática das boas ações oferece encorajamento para realizações mais amplas nos relacionamentos interpessoais, na convivência social e no amadurecimento da realidade pessoal.

Sempre quando alguém predispõe-se a auxiliar, experimenta forte empatia que resulta de contínuas descargas de adrenalina estimuladora que encoraja para novas realizações e bloqueia os temores infundados.

Quando surge essa disposição real para superar as fugas psicológicas conscientes ou não, automaticamente desenvolvem-se os sentimentos íntimos, proporcionando bem-estar e alegria de viver.

Tornam-se um tormento a manutenção das fugas emocionais, o escamoteamento da própria realidade, mascarando o ser de júbilos que não existem e de satisfações que são irreais.

Assumir-se as próprias dificuldades constitui um dos passos necessários para supera-los.

Como todos os indivíduos são seres humanos em processo de crescimento, em conserto, na trajetória carnal, porque ainda portadores de imperfeições de vários tipos, a aceitação de si mesmo conforme se encontra é recurso valioso para a compreensão dos limites que caracterizam os demais, tornando-os tolerantes em relação às faltas alheias, em face das próprias condições agora conhecidas.

A culpa transforma-se em auto-perdão, o medo faz-se estímulo para o avanço contínuo e as incertezas convertem-se em convicções em torno da própria vitória: a saúde integral!

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

Um comentário:

denisetamae disse...

Adorei o texto. Estou estudando sobre o ego, com vistas a reforma íntima. Agradeço a indicação do livro, bem como a disponibilização do trecho. Abraços fraternos, Denise.