- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NEURASTENIA II

Desenvolvimento da Neurastenia

            A ansiedade surge em qualquer período da existência humana.
            À medida que se instala, irrompem os sintomas inquietantes, entre os quais a irritabilidade se destaca.
            Podem surgir acompanhados de inapetência ou glutoneria (figa do conflito interno não detectado pelo eu consciente).
            Com o tempo, os episódios de insônia ou de interrupção do sono aumentam de intensidade, tornando as noites do paciente desagradáveis e o despertar angustiante, exaustivo.
            Há sempre uma hiperfatigabilidade, preocupação demasiada com a saúde, insegurança no comportamento.
            No homem, os efeitos podem expressar-se também como impotência sexual, nas mulheres, as dismenorréias.
            Em estado mais avançado, surgem o processo patológico, paresias e complexidades nervosas que atormentam o enfermo.
            Sem orientação, ou desprezando-a quando a tem, mais ansiedade acrescenta às suas ações e atividades, piorando o quadro.
            Os relacionamentos fazem-se difíceis em face do mau humor, pessimismo e desconfiança a que se entrega.
            Podem-se acrescentar processos físicos de perturbação orgânica: extra-sistoles, debilidade de forças, sudorese fria e abundante, pulsação irregular, sempre sob injunção da ansiedade mórbida.
            A neurastenia é classificada de repressão incompleta pelo ego de impulsos do id. O impulso, quando reprimido, ameaça, embora a repressão procure impedir a sua irrupção na consciência e na conduta. Nas tentativas de defender-se de novos impulsos, toma corpo a conduta neurótica buscando de alguma forma a substituição deles, em esforço contínuo para afastá-los totalmente.
            Na essência de qualquer conflito está o espírito insatisfeito com a conduta assinalado pelo sofrimento decorrente do erro que necessita ser reparado, a fim de que haja o equilíbrio da consciência, portanto, a liberação da culpa nela embutida.
            Na jornada evolutiva as experiências dolorosas assinalam o ser por largo período, produzindo dificuldades de compreensão das finalidades essenciais e nobres da vida.
            Com o vivenciar de novas experiências tornam-se muito complexas as ocorrências que devem ser trabalhadas, dando lugar aos conflitos que se transferem de uma para outra reencarnação, gerando distúrbios de comportamento, indecisões, timidez, angústia, transtornos neuróticos, que o trabalho paciente da psicoterapia e da renovação pessoal logram superar.
            Nas análises das reencarnações sucessivas encontram-se as melhores respostas para toda sorte de perturbação e de impulsos incontroláveis que aturdem os seres humanos.
            Quando faltam o interesse por uma existência feliz e o discernimento para compreender e realizar a melhor trajetória para a felicidade, o indivíduo entra em agonia, sem confiança nem paz, que lhe ajude a prosseguir nos empreendimentos abraçados.
            A astúcia que caracteriza o primarismo do ser humano é responsável por atitudes infelizes que supõe compatíveis com os objetivos de conseguir resultados satisfatórios, utilizando-se recursos ignóbeis para os conseguir. Acreditando, o astuto, na ingenuidade alheia, esquece-se que a própria consciência torna-se o juiz reto que não pode ser ludibriado e que sempre impõe as punições reparadoras como recurso de tranqüilidade.
            Eis porque assomam tormentos e inquietações que parecem não ter procedência, quando, em realidade, são o ressumar dos comportamentos morais negativos que o mesmo se permitiu.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis


Um comentário:

Soraia disse...

Oi Denise!

Tem uma mensagem para você amanhã dia 22/12, no meu blog.
Passe por lá, ok?

Bjs.