- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 18 de dezembro de 2010

PRAZER

            É muito comum o ser humano viver em busca de obter prazer em tudo que faz e deseja. Parece ser algo tão natural que faz parte da cultura de todas as sociedades. Nem sempre, porém, o ser humano o faz de forma saudável e em vistas ao seu progresso espiritual.
            Distingo prazer de satisfação emocional, considerando que aquele se situa na ligação com a matéria, portanto dependendo dos sentidos, e aquela transcende essa conexão sendo de natureza subjetiva.
            A satisfação emocional é um estado de felicidade que conecta o espírito aos conteúdos de seu perispírito que lhe trouxeram e trazem íntima ligação com a criatividade e o amor.
            Na essência do prazer está o retorno à sensação primitiva do ser espiritual, nos primórdios da criação divina. O prazer nasce da ligação do ser com a matéria primordial. É no início de sua evolução que se enraíza o prazer, fruto do contato do espírito com a matéria.
            O prazer está no corpo físico e a satisfação emocional está no perispírito. Prazer precisa do corpo e a satisfação emocional prescinde dele ou de qualquer mecanismo que não seja psíquico para alcançá-la.
            O prazer é alcançado graças a estímulos ambientais, externos. A satisfação emocional utiliza-se dos estímulos internos e alcança a alma em sua essência.
            Muitas vezes o prazer se confunde facilmente com a dor, pois ambos pertencem ao corpo físico. No prazer o indivíduo necessita de algo externo, o que o transforma em objeto, abdicando de sua condição de sujeito. Ele passa a depender do corpo, submetendo-se aos instintos.
            O indivíduo torna-se sujeito quando tem o domínio e o equilíbrio do prazer do corpo e sabe obter a satisfação emocional independente dele.
            A estimulação do prazer pode levar o indivíduo ao aumento de seu limiar, exigindo-lhe cada vez mais altas doses de recompensa para sua obtenção. Essa prática introduz o vício, face ao automatismo corporal, induzindo tendências psicológicas de difícil reversão. O prazer e a dor caminham juntas por se localizarem no corpo.
            O prazer é distinto da felicidade. O ser humano foi feito para a felicidade. A felicidade é um estado permanente no qual o espírito se sente uno com Deus. O fim do ser humano não é o prazer, mas a felicidade.
            O prazer é uma sensação física. O princípio do prazer nos leva à fuga da realidade espiritual, isto é, nos aproxima do estado de inconsciência.

Do livro: PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes

2 comentários:

Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge (Nectan) disse...

No nosso estágio, ainda dependemos do prazer. Não deixa de ser um incentivo para o burilamento pois como vc mesma diz, a dor vem junto o que faz com que busquemos a espiritualidade, no início externamente e mais adiante em nós mesmos.

Um forte abraço, Anjo!!!