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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 5 de dezembro de 2010

VIOLÊNCIA I

Psicogênese da Violência
            As tendências biológicas levam à violência, que se apresentaria como decorrência de componentes biológicos e psicológicos descompensados, resultantes das gravações das heranças espirituais no cérebro do indivíduo. Os fatores sociais apresentam-se como decorrência das condutas no contexto da sociedade.
            Caracteres morais sem resistência diante de discriminações impostas por circunstâncias sociais ou econômicas, sempre injustas, estimulam à reação pela violência, recurso audacioso de que os fracos se utilizam para impor-se, superando os conflitos daquilo que consideram como inferioridade, que é espicaçada pela perversidade de leis impiedosas ou pela sociedade egoísta e indiferente.
            É natural que a criatura humana seja dirigida pelas suas paixões, enquanto nela prevalecem os remanescentes ancestrais do processo evolutivo. Não conseguindo aquilo a que aspira de uma forma pacífica, apela para a violência, pouco dependendo de forças físicas, no que, os muito fracos podem vencer os fortes ou menos inteligentes superam os lúcidos e cultos, graças aos ardis do instinto predador de que são possuidores.
            O paciente pode ser considerado como portador de personalidade anti-social, o que representaria um considerável desvio conflitivo entre a conduta e os critérios estabelecidos, tornando-se difícil de ser corrigido, mesmo que sob injunções penosas, quais as de correção ou de punição, ou mesmo no defrontar de situações profundamente adversas.
            Existe, no paciente violento, uma baixa resistência às frustrações, às lutas, aos desafios, com tendência de culpar os outros ou de tornar-se radical diante de quaisquer ocorrências ou conceitos em que se apóie, termina por voltar-se contra a sociedade que o hospeda, transformando-o em portador de um transtorno amoral ou associal da personalidade.
            Pode-se identificar o portador do transtorno da personalidade anti-social, graças a um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que se inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta. Esse indivíduo é incapaz de sentir remorso. São conscientes do que fazem, no entanto, permanecem totalmente irresponsáveis.
            Quando não se apresente indiferente às conseqüências dos seus atos, executa um mecanismo de realização superficial para justificar a ação criminosa, quando esta ocorre, ou maltrata, furta, rouba outrem, não apresentando qualquer sentimento de culpa.
            Sempre se crê portador de razão, justificando que os outros são imbecis, havendo recebido o que mereceram da vida.
            Nunca procura modificar a conduta ou receber assistência que a conduziria ao equilíbrio moral e social.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

2 comentários:

Jorge (Nectan) disse...

Acredito que a genese da violência passa obrigatoriamente pela evolução do Espírito.

Um beijo, Coração

REVISTA DO ED disse...

Gosto de teus postes... Sao temas, realmente que nos levam a pensar bastante na vida. No dia a dia.

Quanto ao fato de minhas postagens, fico imensamente feliz que de alguma forma possa unir as pontes, entre aqui e além. Podes sim, levar meus textos para teu blog, ou mesmo para o teu, desde o mesmo possa de alguma forma ajudar algumas pessoas a encontrar a maior verdade de Deus em si...