- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

VAZIO EXISTENCIAL II

Autoconsciência
            A autoconsciência é a conquista realizada pelo self após os primeiros meses da infância, quando surgem os evidentes sinais de que se é umas pessoa e não mais o animal irracional orientado apenas pelo instinto.
            Essa famosa concessão de tornar-se consciente, embora as dificuldades iniciais de identificação e os conflitos que surgem durante o processo de crescimento, é umas das mais belas aquisições do ser imortal, quando transitando no corpo. É a característica especial do ser humano, que pode raciocinar, compreender o significado dos símbolos, selecionar, por preferência pessoal, aquilo que lhe é apetecível, deixando de lado o desagradável, que pode elaborar esquemas em torno de abstrações, de considerar o ético, o estético, o nobre, diferenciando-os do vulgar, do grosseiro e do indigno.
            A autoconsciência amplia os horizontes emocionais e psíquicos do ser, propiciando-lhe a libertação de tudo quanto o junge ao passado, desde que haja o esforço de aceitação dos novos desafios existenciais.
            Somente nos sonhos se apresentarão os símbolos tormentosos que devem ser trabalhados, à medida que a autoconsciência favorece o self com a sua realidade e soberania em relação ao ego, que passou a existir a partir do momento do raciocínio, do discernimento entre o ser e o estar.
            Este despertar  da autoconsciência levam aos conflitos, de culpa e do remorso. Muitos indivíduos aspiram ao não sofrimento que se deriva da autoconsciência, preferindo as noites dormidas longamente, sem sonhos catárticos, representativos dos conflitos que estão sendo eliminados. Em conseqüência, não teriam idéia do seu próprio estado.
            É essa conquista que o libertará da ansiedade e das suas tramas, eliminando a culpa, o desprezo de si mesmo, a perda de sentido, o vazio existencial, embora os propicie em determinados estados de desenvolvimento, dando-lhe significado psicológico, alegria de viver, realização plenificadora.
            O self é a incomum capacidade de gerar relacionamentos entre os indivíduos de forma consciente e produtiva, sem os automatismos do instinto, podendo optar por uns em detrimento de outros, em razão de afinidades e de conceitos, de emoções e de sentimentos. É a consciência da individualidade e não uma faculdade apenas intelectual. Sem dúvida que se trata do despertar do espírito enclausurado na argamassa celular, diferindo-o do psiquismo em evolução no reino animal mais primitivo...
            Esse self, quando coerente e saudável, recusa-se ao abandono que o indivíduo em transtorno de comportamento se permite, quando o ego encontra-se atormentado e instável. É a sua faculdade de optar, de  discernir, que irá trabalhar pela recuperação das suas potências e da sua realidade, avançando para o estágio de numinoso.
            É impositivo da autoconsciência o amadurecimento psicológico mediante realizações internas e externas contínuas, superando dificuldades e acumulando valores transcendentes que impulsionam para níveis cada vez mais amplos e elevados.
            Por isso que, no estágio de autoconsciência, não se podem vivenciar estados vazios, manter vácuos interiores, perdendo o endereço da meta e entregando-se à ansiedade perturbadora, ao estresse devastador, ao desinteresse contumaz.
            A pessoa deve descobrir a finalidade da sua existência e como alcançar o objetivo de ser feliz, superando os conflitos ou tratando-os, vivendo de maneira clara e sem culpa, usufruindo os dons da existência e aperfeiçoando-se sempre.
            Quando se adquire autoconsciência – realizando-se a identificação entre o self e o ego – torna-se possível preencher os espaços afligentes do mundo interior, nunca se atirando ao desprezo, ao abandono de si mesmo, à vacuidade.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

3 comentários:

Jorge (Nectan) disse...

De um excelente livro, este texto nos mostra, acredito, o nosso objetivo, enquanto Espírito: o despertar da lucidez espiritual para o nosso real encontro conosco mesmo, e por extensão ao Pai.
As reencarnações fazem parte das leis divinas, pois imprescindíveis para a nossa evolução. É através delas que vamos progredindo.

Denise, que a harmonia do coração seja o marco para o teu 2011, levando a tua beleza interior a todos que te rodeiam.

Feliz 2011!!!

Um beijo

Cantinho She disse...

Olá, muito obrigada pela mensagem lá no meu Cantinho e te desejo um ANO NOVO maravilhoso! ;)
Beijo, beijooooo!
She

ⓣⓔⓡⓔⓢⓐ ⓒⓡⓘⓢⓣⓘⓝⓐ disse...

Este livro é muito bom ganhei de presente há uns 2 anos de aniversa´rio e não poderia ter chegado em hora melhor na mnha vida....vc se tornar consciente de que necessita pra se tornar um homem integral....é um direcionamento e tanto as leituras que Joanna te proporciona através de suas obras....fantástico!
Bjss♥