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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 26 de fevereiro de 2011

AMOR III

Sublimação do Amor
            O amor é o fundamento essencial a uma existência feliz.
            O homem e a mulher ocidentais contemporâneos herdaram quase quatrocentos anos de individualismo, de competitivismo, cuja conduta se caracteriza pela dominação do outro, do poder acima de qualquer outra condição, gerando incomum ansiedade, desmotivação para os ideais superiores, vazio existencial, insatisfação.
            O amor é o oposto desse comportamento, por exigir uma transformação de conceitos existenciais, de condutas emocionais, iniciando-se na reflexão e vivência do auto-amor.
            Somente é capaz de amar a outrem aquele que se ama. É indispensável que nele haja o auto-amor, o auto-respeito, a consciência de dignidade humana, a fim de que as suas aspirações sejam dignificantes com metas de excelente qualidade.
            Amando-se o indivíduo amadurece os sentimentos de compreensão da  vida, de deveres para com a auto-iluminação, de crescimento moral e espiritual, exercitando-se nos compromissos relevantes que o tornam consciente e responsável pelos seus deveres.
            Identificando os valores reais e os imaginários, descobre os limites, as imperfeições que lhe são comuns, e luta, a fim de supera-los, trabalhando-se com empenho e com bondade, sem exigências desnecessárias nem conflitos dispensáveis, perdoando-se quando erra,e repetindo o labor até realiza-lo corretamente.    
            O amor é um encantamento, uma forma de auto-percepção, em razão de exigir empatia com o outro, de afirmações e de descoberta de potencialidades que se unem em favor de ambos, sem a castração ou impedimento da liberdade.
            O amor não pode ser acidental, isto é, biológico ou ocasional.
            O amor é espontâneo. Ele deve brotar em forma de ternura e de emoção felicitadora, para que se não converta em pagamento.
            O amor não pode gerar dependência, a que se apegam pessoas ansiosas, irrealizadas, vazias, atormentadas, que transferem os seus conflitos para outrem, necessitando de uma segurança que ninguém lhes pode oferecer. Mediante essa conduta, a relação afetiva adquire quase um caráter comercial de trocas e de interesses na busca da satisfação de desejos e de incompletudes, alcançando o lamentável estado de masoquismo parasítico...
            Com esse exercício passa-se a compreender o seu próximo, a entender-lhe as dificuldades e as lutas, os esforços nem sempre exitosos e os sacrifícios.
            Da compreensão fraternal vêm o sentimento solidário, a amizade, a não exigência de torna-lo o que ele ainda não consegue ser, terminando por amá-lo.
            Pode ser inversa a forma: sentir o amor, sem conhecer o outro, porém, à medida que o vai identificando, tem facilidade para aceita-lo como é, sem as fantasias infantis e mitológicas dos períodos já ultrapassados, com capacidade emocional para perdoar e perseverar nos elevados propósitos do amor.
            Na polimorfia das apresentações do amor, ainda predominam os sentimentos apaixonados, resultados de precipitação, de necessidades fisiológicas ou emocionais de acompanhamento, sem o sentido profundo da afeição com toda a carga de responsabilidade que lhe é peculiar.
            O amor é característica definidora de condutas fortes, de indivíduos saudáveis e não daqueles que se dizem fracos, necessitados, porque, nada possuindo, infelizmente não têm o que dar, esperando sempre receber. É comum dizer-se na cultura moderna, que as pessoas fracas muito amam, olvidando-se que essa conduta é interesseira, ansiosa por proteção, pela cobertura emocional e física de outrem...
            Para que haja ternura no relacionamento é necessário que existam forças morais para superarem dificuldades, e quanto mais se entrega, mais alto nível de doação alcança, sem que perca a individualidade, suas metas, seus sonhos...
            Quando alguém se convence de que é fácil amar, num comportamento realista, faculta-se a disposição de abandonar as máscaras ilusórias e fantasistas com que muitos vestem o amor, permitindo-se a realização pessoal psicológica no ato da afeição.
            Logo, assim conduzindo-se, o ser humano passa a amar a Deus, na plenitude da vida que descobre rica de bênçãos em toda parte.
            O amor é influxo divino que alcança o ser nos primórdios do seu processo de evolução e que se desenvolve, crescendo, até poder retornar à Fonte Criadora.
            Partindo das manifestações dos desejos sexuais até as expressões de renuncia e santificação, o amor é o mais eficiente processo psicoterapêutico que existe, ao alcance de todos.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS  

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

2 comentários:

Pris Benedetti disse...

É minha querida, hoje em dia a palavra amor perdeu todo o seu sentindo, virou banalização.
Homens e mulheres, se esqueceram que se estão juntos é para somar e não competir ou disputar.
Um ótimo final de semana pra ti!

Beijinhos

Alma Aprendiz disse...

Olá amiga !
Passei p/ deixar um abraço e desejar ótimo fim de semana.
Beijossss