- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A VIDA NO ALÉM III


O espírito adiantado possui fontes de sensações e de percepções infinitamente mais extensas, mais intensas do que as do homem terrestre.  Quanto à diferença de percepção nas impressões, já podemos fazer uma idéia pelos sonhos chamados “emotivos”. A alma, quando está desprendida, embora parcialmente, não somente percebe, mas também sente com uma intensidade mais viva que no estado de vigília. Cenas, imagens, quadros que, quando estamos acordados, nos impressionam fracamente, tornam-se no sonho causas de alta satisfação ou de vivo sofrimento. Isso nos dá uma idéia do que pode ser a vida do espírito e seus modos de sensação quando, livre do envoltório carnal, sua memória e sua consciência recuperam a plenitude de suas vibrações. Compreendemos desde então como a reconstituição das lembranças do passado pode se tornar uma fonte de tormentos. A alma traz em
si mesma seu próprio juiz, a marca gravada e infalível de suas obras, boas ou más.
Isso foi constatado em acidentes que podiam ter causado a morte. Em certas quedas, durante a trajetória do corpo humano a partir de um ponto elevado acima do solo, ou então na asfixia por submersão, a consciência superior da vítima passa em revista toda a vida passada com uma rapidez espantosa. Ela a revê completamente
em poucos segundos, nos seus mínimos detalhes.
Tudo o que o espírito fez, quis, pensou reflete-se nele. Semelhante a um espelho, a alma reflete todo o bem e todo o mal realizados. Essas imagens nem sempre são subjetivas; pela intensidade da vontade, podem revestir um caráter substancial. Elas vivem e se manifestam, para nossa felicidade ou nosso castigo.
Tendo se tornado transparente no além, a alma julga a si mesma, assim como é julgada por todos aqueles que a contemplam. Apenas em presença de seu passado, vê reaparecer todos os seus atos e suas conseqüências, todos os seus erros, até
mesmo os mais ocultos. Para o criminoso não há descanso nem esquecimento; sua consciência, como um justiceiro impiedoso, o persegue incessantemente. Em vão procura escapar às suas obsessões; seu suplício só poderá acabar se o remorso se
converter em arrependimento e se ele aceitar novas provas terrestres, o único meio de reparação e de regeneração.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


x_3c9af347

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Amiga Denise, passando por aqui para aprender. Um abraço. Tenhas um ótimo fim de semana.