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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 4 de agosto de 2013

ILUSÃO II

      
Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro. O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio. São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais.se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio.
                Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido. São os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos sociais e, inquestionavelmente, são necessários à harmonia da comunidade.
                As emoções são simplesmente emoções. É importantíssimo aprendermos a perdoar e sermos compreensivos, desde que façamos isso agindo por livre escolha, não por medo ou por autonegação emocional. Na maioria dos casos, damos a outra face, não por uma capacidade de livre expressão e consciência, mas usando falsas atitudes de compreensão e espontaneidade.
                Para que nossos atos e comportamentos sejam verdadeiros, as emoções devem ser percebidas como são e totalmente reconhecidas pela nossa personalidade, a fim de que nossa expressão seja natural, fácil e apropriada às situações.
                Identificar uma emoção é diferente de suportá-la. Na identificação, nós a reconhecemos e, a partir daí, agimos ou não; suportar a emoção significa ignorá-la ou simplesmente tentar eliminá-la.
                Censurar as emoções é ilusão; seria o mesmo que censurar a próprias natureza. Habitualmente, os pais costumam repreender o filho dizendo que não deveria ter raiva ou medo. Por certo, condenam as crianças por essas emoções e as obrigam a escondê-las, porém eles não conseguem extirpá-las. Ao punirem seus filhos, por estes expressarem suas emoções naturais, talvez não estejam usando o melhor método educativo. Não seria melhor ensinar-lhes os códigos do bom comportamento social, deixando que seu modo de ser flua com naturalidade e equilíbrio, sem anular a personalidade ou torná-los submissos?

(continua)

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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2 comentários:

Maysa disse...

boa noite Denise tudo bem ?
uma boa semana
forte abraço
elisa

tesco disse...

Quando será que irão perceber que a crença na unicidade da existência é apenas uma convenção social?
Há muito que a espiritualidade superior espera por esse avanço da humanidade e pelo desfazimento dessa ilusão.
Beijos.