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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 3 de agosto de 2013

ILUSÃO I

          
               As ilusões que criamos servem-nos, de certa forma, de defesas contra nossas realidades amargas. Embora possam, por um lado, nos poupar das dores momentaneamente, por outro, nos tornam prisioneiros da irrealidade. Para possuir uma mente sã, é preciso que tenhamos a capacidade de aceitação da realidade, jamais fugindo dela.
                Muitos de nós conservam a ilusão de que a posse material proporciona a felicidade; de que o poder e a fama garantem o amor; de que a força bruta lhes daria uma integral gratificação na vida. Quase sempre, desenvolvemos essas ilusões na infância com nossos pais, professores, outros parentes, como sendo reais ensinamentos, quando, em verdade, não passam de crenças distorcidas de indivíduos que tinham o dinheiro e o sexo como divindades supremas.
                Mesmo quando crescidos e maduros, sentimos medo de abandoná-las. Não será fácil renunciarmos  a essas ilusões, se não nos conscientizarmos de que a alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a mente os percebe. Enquanto usarmos nossa mente, sem que elar esteja ligada a nossos sentidos mais profundos, ficaremos agarrados a esses valores ilusórios.
                Às vezes, na denominada educação ou norma social, assimilamos as ilusões dos outros como sendo realidades. Aprendemos, desde a mais tenra idade, que certas emoções são ruins, enquanto outras são boas. Importa considerar, no entanto, que as emoções são amorais e que senti-las é muito diferente do agir com base nelas, eis quando passam a ser uma questão moral/social.

(continua)

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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Um comentário:

tesco disse...

Que palavra equilibrada, não? Quando eu crescer quero ser assim como o Hammed. Pena que eu cresça tão devagar, já 60 anos, e tão pequeno!
Mas, um dia chego lá.
Beijos.