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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MEDO II

Diferentes Manifestações do Medo


Embora inconsciente, o medo da morte predomina, como se ele traduzisse o pavor do aniquilamento da vida.

Disso resultante, apresentam-se os inumeráveis medos: da perda de emprego, de objetos valiosos, de afeições compensadoras, da confiança nos demais, de amar...

O medo do desconhecido, do escuro, de altura, de pessoas, de multidões, de animais e insetos que se apresentam como condutas fóbicas são outros desafios perturbadores.

Acrescente-se o medo de adoecer, de sofrer...

Cultivados esses sentimentos, a existência torna-se um continuo sofrimento.

Assumisse a atitude do amor e constatar-se-ia que ele é o grande eliminador de qualquer expressão de receio e inquietação, porque oferece resistência moral para os enfrentamentos, para os fenômenos que fazem parte do processo de evolução.

Transitando-se num corpo de constituição molecular que se altera a cada segundo, no qual as mudanças processam-se continuamente, não há como adquirir-se estrutura de permanência, exceto quando o self assume o comando consciente das funções orgânicas que she dizem respeito conduzir.

Mesmo em referência aos automatismos fisiológicos e psicológicos, que aparentemente independem da vontade, esta exerce tal predomínio na organização celular, que bem-direcionada pode gerar novos condicionamentos, sobre os quais se podem estruturar hábitos de saúde e de bem-estar.

Perdem-se oportunidades de viver-se integralmente o momento existencial receando o que possa acontecer no futuro.

Nas mudanças biológicas e emocionais, cada ocorrência expressa-se de maneira muito própria, variando de um para outro indivíduo, tendo em vista a sua constituição emocional.

Eis porque nunca se deve avaliar como seria enfrentada uma situação calamitosa num paralelo pela forma como outrem a tem suportado.

Nutrindo-se de autoconfiança pela valorização das próprias energias, podem-se desmascarar os medos que se apresentam em forma de ciúme (insegurança emocional), inveja(conflito de insegurança), ódio (incapacidade de compreender e desculpar), despeito (ausência de autovalorização), todos provenientes de imaturidade psicológica.

Esse sentimento de medo destrutivo, não impede que os transtornos ocorram, razão porque deve ser combatido com toda decisão, desde que retira o prazer de viver.

A mudança de óptica em torno do seu desenvolvimento na emoção, produz a redução de máscaras sob as quais oculta-se o danoso inimigo.

Considerar-se que se têm os mesmos direitos de todo ser humano de fazer-se o que aprouver, desde que não agrida os interesses alheios, de proceder-se a escolhas e tomar-se decisões, constitui um passo decisivo para a superação do medo. Quando, por alguma razão, não sejam essas as melhores e os resultados apresentem-se frustrantes, ao invés de desencorajamento, concluir-se pelos lucros e a experiência da tentativa, ensejando-se maior campo de habilidades para futuras seleções e ações.

O terrível medo de amar, em face da possibilidade de sofrer a indiferença ou o desprezo da pessoa eleita, deixa tremenda angústia pelo não experimentado.

Melhor que se haja vivido uma experiência cujos resultados não foram os mais agradáveis, do que permanecer-se na incerteza de como seria tal realização.

Luta-se com o medo para evitá-lo, para superá-lo, mais do que se pensa conscientemente, gastando tempo valioso que poderia ser aplicado em experiências exitosas em forma de realizações não tentadas.

O próprio ato de viver no corpo são processos desafiadores do organismo.

Na execução do programa de cada vida todos tropeçam, que são ensinamentos dos mais eficientes para alcançar-se as metas a que se propõem.

Nada é fácil, sempre apresentando-se como recurso de aprendizagem e de evolução.

O medo oculta-se na fantasia de tudo muito fácil, sem suores nem lágrimas, sem sofrimentos nem lutas, gerando incertezas em torno do ato de existir.

Os medos são perversos e traiçoeiros, porque se amontoam uns sobre os outros, cada vez mais complexos e difíceis de solucionados, caso não sejam enfrentados desde as primeiras manifestações.

Todos têm planos e objetivos de felicidade que o medo ensombra e dificulta a realização.

Convém enfrentá-lo enquanto é possível realizar esses projetos, porque momento chega em que os recursos disponíveis de tempo, de saúde e de oportunidade já não existem mais.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis




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