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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 12 de agosto de 2012

A VIOLÊNCIA NO CORPO E NA MENTE DO ADOLESCENTE I

A adolescência sempre foi considerada um período difícil no desenvolvimento do ser humano, com mais desafios do que na infância, criando embaraços para o próprio jovem como para os seus pais e todos aqueles que com ele convivem.
Trezentos anos antes de Cristo, Aristóteles escrevera que os adolescentes são impetuosos, irascíveis e tendem a se deixar levar por seus impulsos, demonstrando uma certa irritabilidade em relação ao comportamento juvenil. Por sua vez, Platão desaconselhava o uso de bebidas alcoólicas pelos jovens antes dos dezoito anos, em razão da rápida excitabilidade dos mesmos, e propunha: Não se despejar fogo sobre fogo.
Os conceitos sobre a adolescência sempre ganharam aceitação, particularmente quando de natureza censória, intolerante.
No século 17, em sermão fúnebre, um clérigo afirmava que a juventude era como um navio novo lançado ao oceano sem um leme, sem lastro, ou piloto para dirigi-lo, como resultado de uma observação externa, sem aprofundamento, de modo que se pudesse compreender as significativas transformações que se operam no ser em formação, compelindo-o para as atitudes anticonvencionais, período assinalado por mudanças estruturais.
Essas mudanças, que se operam na forma física, repercutem significativamente na conduta psicológica, propondo diferentes relacionamentos com os companheiros, experimentando novos modelos educacionais, vivenciais, enquanto todo ele se encontra em maturação biológica apressada, sem precedentes na sua história orgânica.
Nesse período, compreensivelmente, surgem os conflitos de identidade, em tentativas internas de descobrir quem é e o que veio fazer aqui na Terra.
Logo depois surgem-lhe as indagações de como conduzir-se e qual a melhor maneira de aproveitar o período promissor, sem o comprometimento do futuro.
Esse estado de mudanças pode ser breve, nas sociedades mais simples, mais primitivas, ou prolongado, nas tecnologicamente mais desenvolvidas, podendo dar-se de maneira abrupta, ou através de uma gradual transição das experiências antes vivenciadas para as atuais desafiadoras. Em todas as culturas, porém, apresenta-se com um caráter geral de identidade: alterações físicas e funcionais da puberdade, assinalando-lhe o início inevitável.

(continua)

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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Presente da amiga Rosélia do blog Espiritual-Idade pela minha participação no aniversário de 3 anos de seu blog.

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