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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O HOMEM PSICOLÓGICO MADURO III


        A conquista da razão é relevante, por ser o princí­pio ordenador, responsável pela formação do discer­nimento, que reúne em um só conjunto as diferentes conquistas intelectuais, a fim de que possa utilizar o pensamento de maneira justa, real e compatível com a consciência.
A razão proporciona a superação do fenômeno in­fantil da ilusão, da fantasia, responsável pelo sofri­mento, em se considerando a impermanência e todos os acontecimentos e aspirações físicas.
A mente, no seu contexto e complexidade, resul­ta de duas expressões da sua natureza: o intelecto e a razão, sendo a segunda de formação discursiva e a primeira de caráter intuitivo.
Disso decorrem duas condutas de aprendizagem no que tange ao pensamento e ao seu uso correto.
Pensar acertadamente é uma meta elevada, por­que nem todo ato de pensar corretamente o é, face à interferência dos desejos e supostas necessidades. Assim, a concentração nos objetivos ideais, distingui­dos dos imaginados, leva à correção do pensamento.
Há uma grande variação de níveis de pensamen­to, resultantes das conquistas intelectuais.
Para que ocorra o amadurecimento se torna indis­pensável pensar, exercitando a mente e ampliando-lhe a capacidade de discernir.
Logo se apresenta o desafio do amadurecimento moral, responsável pela superação dos instintos, das sensações grosseiras, imediatistas.
A escala dos valores rompe os limites das conve­niências restritivas e interesseiras, para apoiar-se nos códigos da ética universal, ancestral e perene, que têm, por base, Deus, os seres, a natureza e o próprio indiví­duo, compreendendo-se que o limite da própria liber­dade começa na fronteira do direito alheio, nunca as­pirando para si o que não gostaria de receber de ou­trem...
A maturidade moral liberta, por despedaçar os códigos da hipocrisia e das circunstâncias que facul­tam o desenvolvimento do egoísmo, da vaidade, da autocracia.
Essa realização moral é dinâmica e entusiasta, alargando as possibilidades de crescimento ético, estético e espiritual do ser.
Dois sensos morais surgem no contexto da matu­ração: o convencional — que é o aceito, oportunista e, às vezes, amoral ou imoral, — porque imposto pelas conveniências de cada época, civilização e cultura — e o verdadeiro — que supera os limites ocasionais e so­brepaira legítimo em todas as épocas, qual aquele estatuído no Decálogo e no Sermão da Montanha.
A conquista da maturidade moral verdadeira tor­na-se indispensável para a auto-realização do ser e da sociedade em geral.
Vencida essa etapa, a maturidade social surge naturalmente, porque, autoconhecendo-se e autotra­balhando-se, o homem psicológico torna-se harmôni­co no grupo, é aglutinador, compreensivo, líder natu­ral, proporcionando bem-estar em sua volta e alegria de viver.
O amadurecimento psicológico é imperativo que surge naturalmente, ou por necessidade que se esta­belece no processo da evolução.
O ser imaturo, ambicioso, apaixonado, frustra-se, irrita-se sempre, mata e mata-se, porque o significado da sua vida é o ego perturbador e finito, circular-es­treito e sem metas.
Superar o estado egocêntrico, para tornar-se útil socialmente, caracteriza o rompimento com o círculo familiar da infância e abre-o à comunidade, que é a grande escola da vida.
O indivíduo não pode viver sem relacionamentos, pois que, por contrário, aliena-se.
O seu desenvolvimento deflui dos contatos com a natureza e as criaturas, dos seus inter-relacionamen­tos pessoais, renunciando à liberdade interior, a fim de plenificar-se no grupo.
Com o conflito embutido no comportamento pes­soal, torna-se impossível o relacionamento social. In­dispensável que sejam realizados encontros e experi­ências de grupos, gerando adaptação e convivência salutar com outras pessoas.
Quem lograr a sua consciência individual, supera a violência, a separatividade e, afetuoso, racional, in­tegra o grupo social promovendo-o e desenvolvendo-se cada vez mais, rico de compreensão, fraternidade, amor e paz.
O homem maduro psicologicamente vive a ampli­dão infinita das aspirações do bom, do belo, do verda­deiro, e, esvaído do ego, atinge o self, tornando-se homem integral, ideal, no rumo do infinito.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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Um comentário:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Denise
A superação da ilusão, da fantasia... amor maduro... mas não menos romântico...
Deus te cubra de MUITAS bênçãos e te faça feliz!!!
Bjs festivos de paz