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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

LEI DE ADORAÇÃO - A Prece


A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entre em comunicação com o ser a quem se dirige.
                Deve ser feita diretamente a Deus, que é o Senhor da Vida, mas pode, também, ser-Lhe endereçada por intermédio dos bons espíritos, que são so Seus mensageiros e os executores de Sua vontade.
                Três pode ser os objetivos da prece: louvar, pedir e agradecer.
                A louvação consiste em exaltar os atributos da Divindade, não, evidentemente, com o propósito de ser-Lhe agradável, visto que Deus é inacessível à lisonja. Há de traduzir-se por um sentimento espontâneo e puro de admiração por Aquele que, em todas as Suas manifestações, se revela detentor da perfeição absoluta.
                As petições visam a algo que se deseje obter, em benefício próprio ou de outrem. Que é o que se pode pedir? Tudo, desde que não contrarie a Lei de Amor que rege e sustenta a Harmonia Universal.
                Os agradecimentos, obviamente, por todas as bênçãos com que Deus nos felicita a existência, pelos favores recebidos, pelas graças alcançadas, pelas vitórias conseguidas e outras coisas semelhantes.
                O veículo que conduz a prece até ao seu destinatário é o pensamento, o qual se irradia pelo infinito, através de ondulações mentais.
                A eficácia da prece não depende da postura que se adote, das palavras mais ou menos bonitas com que seja formulada, no lugar onde se esteja, nem de horas convencionais. Decorre, isto sim, da humildade e da fé daquele que a emite, a par da sinceridade e veemência que lhe imprima.
                Não se creia, entretanto, que basta orar, mesmo bem, para que os efeitos desejados se façam sentir de imediato e em qualquer circunstância.
                Tal crença seria enganosa.
                A prece não pode anular a Lei de Causa e Efeito, segundo a qual cada um deve colher os resultados do que faz ou deixa de fazer.
                Tão pouco dispensa quem quer que seja do uso das faculdades que possui, nem do trabalho que lhe compete, na busca ou na realização do objetivo pretendido.

(continua)
               
Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris


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