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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 22 de março de 2013

CRUELDADE I


                De todas as violências que padecemos, as que fazemos contra nós mesmos são as que mais nos fazem sofrer. Nessa crueldade, não se derrama sangue, somente se constroem cercas e cercas, que passam a nos sufocar e a nos afligir por dentro.
                A covardia é mãe da crueldade. É assim que se inicia nossa auto-agressão. Em razão de nossa fragilidade interior e de nossos sentimentos de inferioridade, aparece o temor, que nos impede de expressar nossas mais íntimas convicções, dificultando-nos falar, pensar e agir com espontaneidade ou descontração.
                A autocrueldade é, sem dúvida, a mais dissimulada de todas as opressões. Além de vir adornada de fictícias virtudes (aparente mansidão, paciência e serenidade), recebe também os aplausos e as considerações de muitas pessoas, mas, mesmo assim, continua delimitando e esmagando brutalmente. Essa atmosfera virtuosa que envolve os que buscam ser sempre admirados e aceitos deve-se ao papel que representam incessantemente de satisfazer e de contentar a todos, em quaisquer circunstâncias. Buscam contínuos elogios, colecionando reverências e sorrisos forçados, mas pagam por isso um preço muito alto: vivem distantes de si mesmos.
                A causa básica do autotormento consiste em algo muito simples: viver a própria vida nos temos estabelecidos pela aprovação alheia.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed

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2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, não é fácil viver a vida segundo as necessidades materiais e espirituais, sem se importar com o aplauso ou apupo da platéia.
Um abraço. Tenhas um lindo fim de semana.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Texto muito profundo que, se bem refletido o tema, nos libertamos desse grilhões que a vaidade nos aprisionam

Muita paz!