- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 30 de março de 2013

PADRÕES DE COMPORTAMENTO: MUDANÇAS I



       O comportamento desvela ao exterior a realida­de íntima do ser humano. Nem sempre, porém, tal manifestação se reveste de autenticidade, pois que muitos fatores contribuem para mascarar-se o que se é, numa demonstração apenas do que se aparenta ser.

De acordo com a maturidade ou não do ser psi­cológico, a comunicação padece dificuldades que so­mente poderão ser sanadas quando existir um pro­pósito firme para o êxito.
Há uma tendência natural para o disfarce do ego, quando prevalece um impulso dominante para a con­vivência, a experiência social, o diálogo.
A ausência de tais imperativos contribui para o desequilíbrio emocional e, por conseqüência, para os estados psicopatológicos que se multiplicam avas­saladores.
A comunicação desempenha, em todas as vidas, um papel relevante, quando visceral, emocional, livre, sem as pressões da desconfiança e da insegurança pessoal.
À medida que o ser se descerra em narrativa afe­tuosa ou amiga, o interlocutor, sentindo-se acompa­nhado, descobre-se. Enquanto coordena as idéias para o diálogo, auto-analisa-se, identifica-se, facilitando o próprio entendimento.
Liberando-se das conversações feitas de interro­gações-clichês desinteressantes, penetra-se e faculta ao outro a oportunidade de igualmente desvelar-se.
Quando se repartem informações no inter-relacio­namento pessoal, compartem-se emoções.
Quando a conversação, no entanto, é trivial, os clichês sem sentido e costumeiros não dizem nada. Quando se indaga: — Como vai? — a resposta é inevitá­vel: — Bem, obrigado!
Mesmo porque, se o interrogado se resolvesse di­zer como realmente vai, é bem provável que o interlo­cutor não tivesse nenhum interesse em ouvir-lhe a res­posta mais complexa e profunda. Talvez a aceitasse de maneira surda, desinteressadamente, com enfado.
Na grande mole humana destacam-se os biótipos introvertidos e extrovertidos.
Os primeiros, na etapa inicial do desenvolvimen­to psicológico, assumem uma atitude tímida e fazem a introspecção. Passada a fase de auto-análise, torna-se-lhes indispensável a extroversão, o relacionamen­to, rompendo a cortina que os oculta e desvelando-se.
Os segundos, normalmente, escondem a sua re­alidade e conflitos erguendo uma névoa densa pela exteriorização que se permitem, inseguros e instáveis. Descobrindo-se honestamente, diminuem a loquaci­dade e, reflexionando, assumem um comportamento saudável, sem excesso de ruídos nem ausência deles.
Os padrões de comportamento estão estabeleci­dos através de parâmetros nem sempre fundamenta­dos em valores reais. Aceitos como de conveniência, aqueles que foram considerados corretos, podem ser classificados como sociais, culturais, morais e religio­sos... Em todos eles existem regras estatuídas pelo ego, para uma boa apresentação, que quer significar engodo, em detrimento do eu profundo ao processo de constantes mudanças e crescimentos.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

x_3c9af347

Um comentário:

Donetzka Cercck Lavrak Alvarez disse...

Excelente post,Denise.

Existem pessoas que conhecem regras para dialogar e ludibriar seu interlocutor muitas vezes sem saber.

É necessária a atenção e a leitura do olhar e gestos para reconhecer o falso do verdadeiro.


Feliz domingo de Páscoa,amiga.


Obrigada pela visita.


Beijos e Paz Profunda


Donetzka