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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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segunda-feira, 18 de março de 2013

NECESSIDADE DE VALORIZAÇÃO II


        A Sua proposta é atual, porquanto o inimigo do homem está nele, que vem herdando de si mesmo atra­vés dos tempos, na esteira das reencarnações pelas quais tem transitado. Trata-se do seu ego, dissimulador hábil que conspira contra as forças da libertação.
Não podendo fugir de si mesmo nem dos fatores arquetípicos coletivos, o ser debate-se entre o passa­do de sombras — ignorância, acomodação, automatis­mos dos instintos — e o futuro de luz — plenitude atra­vés de esforço tenaz, amor e auto-realização — recor­rendo aos dias presentes, conturbados pelas heran­ças e as aspirações. No entanto, atraído pela razão à sua fatalidade biológica — a morte — transformação do soma — histórica — a felicidade — e espiritual — a liber­dade plena — vê o desmoronar dos seus anseios e re­constrói os edifícios da esperança, avançando sem cessar e conquistando, palmo a palmo, a terra de nin­guém, onde se expressam as próprias emoções con­turbadas.
Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em realização do eu mediante o contri­buto dos estímulos.
Cada ação provoca uma reação equivalente. Quan­do não se consegue uma resposta através de um estí­mulo positivo, o estímulo expressa-se agressivo. Os estímulos são fontes de energia. Conforme dirigidos, brindam com resultados correspondentes.
O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do self em consonância, utiliza-se dos es­tímulos negativos e agressivos para compensar-se, sejam quais forem os resultados.
O importante para o seu momento não é a qualidade da resposta esti­muladora, mas a sua presença no proscênio onde se considera ausente.
Verdadeiramente, no inter-relacionamento social, quando todos se encontram, o ego isola suas vítimas para chamar a atenção ou bloqueia-as de tal forma que não ficam ausentes, porém tornam-se invisíveis. Encontram-se no lugar, todavia, não estão ali. Essa invisibilidade habilmente buscada compensa o confli­to do ego, mantendo a autoflagelação de que não é notado, não possui valores atraentes. Tal mortificação neurótica introjeta as imagens infelizes e personagens míticas do sofrimento, que lhe compõem o quadro de desamparo emocional de desdita pessoal.
Nesse comportamento doentio do ego, a necessi­dade de valorização, porque não possui recursos rele­vantes para expor, expressa-se na enganosa autoco­miseração que lhe satisfaz as exigências perturbadoras, e relaxa, completando-se emocionalmente.
Quando o self assoma e governa o ser, os estímu­los são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bem-es­tar que lhe é próprio.
Não se contamina nem se amargura, porque, em equilíbrio, possui valor, não tendo necessidade de va­lorização.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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Um comentário:

Leonice disse...

Sempre que passo por agui aprendo um pouco!
Obrigada Denise, que Deus a abençoe sempre!