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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DOR

  
 Significativa parcela da comunidade planetária desconhece a verdadeira causa e o valor do processo doloroso no intercâmbio habitual com a criatura humana. Quando avaliada “a vôo de pássaro”, a dor é tida na conta de tormento indesejável capaz de suscitar o sofrimento, as lágrimas e o pavor das criaturas desesperadas perante as aflições terrenas. Todos repudiam a dor, desejam afastá-la por qualquer meio, muito embora, apenas a vontade, nem sempre seja o recurso suficiente para impedir a visita daquela que se esconde sob o manto de duas variantes implacáveis: a dor física e a dor moral. Ao contrário do que imaginam os desavisados, a dor não se trata de um castigo imposto por Deus ou de uma condição aleatória que nos atinge sem um motivo aparente. De acordo com os princípios que norteiam a doutrina espírita, o acaso e o determinismo absoluto inexistem, de maneira que, ninguém deveria atribuir a tais fatores a causa das desditas atrozes que, por vezes, fustigam a alma humana. Diante do fato impõe-se o conhecimento de causa, maneira correta de se nortear os passos na desafiadora caminhada ao longo da existência planetária. Ao classificar o orbe terreno como morada de provações e expiações, Allan Kardec nos alerta para o atual padrão evolutivo da humanidade, na medida em que ressalta a prevalência do mal sobre o bem. Ora, isto serve como um chamamento capaz de nos predispor ao esforço da reforma íntima. Então, conscientizados de nossas atuais restrições evolutiva, não podemos falar de dor sem fazer referência à questão da responsabilidade individual posta em prática no decorrer das reencarnações sucessivas. A tendência da maioria é culpar a má sorte, como se as aflições corriqueiras não respondessem aos mecanismos sutis da mente assolada por dívidas morais e sentimentos de culpa. Por isso, costumamos afirmar que as diretrizes espíritas servem para aclarar a nossa percepção interior, facilitando-nos a reflexão a respeito das próprias vivências desarmônicas ensaiadas em todas as épocas. O mal que infligimos aos semelhantes não se dilui na esteira dos tempos, assim como a fumaça se dissipa no ar atmosférico. A memória espiritual retém em seus refolhos os atentados cometidos intencionalmente contra a harmonia cósmica. Todavia, o remorso resultante assemelha-se a verdadeiro corpo estranho passível de atormentar o equilíbrio desejável do nosso campo mental. A consciência profunda, a cenoura inflexível de nossas atitudes infelizes, em determinado instante, nos impele à drenagem saneadora daquilo que nos infelicita. Invariavelmente tal escoamento se processa por meio das múltiplas formas de sofrimento e aflição. A dor sinalizada reflete a quantidade de desarmonia interna de que é portador. Quanto maior a sua intensidade, maior a pendência a ser resolvida da melhor maneira no transcorrer do jornadear terreno. Portanto, em relação à dor, o problema é de ordem individual, pois a alma, na condição de instrumento refletivo da perfeição divina não apresenta condições de albergar em sua intimidade, por tempo dilatado, aquilo que não contribua para o engrandecimento progressivo de si própria. O livre arbítrio constrói diariamente o nosso destino, alternando harmonia e felicidade ou sofrimento e tristeza, tudo na dependência do comportamento com o qual marcamos as nossas existências. O espírito André Luiz, o querido mentor residente na metrópole espiritual “Nosso Lar”, nos propicia significativas informações ao discorrer sobre os três tipos de dor experimentados pelo ser encarnado.

(continua)
Vitor Ronaldo Costa


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013 


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2 comentários:

Mari Rehermann disse...

Denise, que preciosidade esta leitura! Como é importante compreendermos a dor, a sua real função e o porquê de sua insistente presença em nossas vidas!! Aguardo a continuação desta maravilhosa reflexão!

Tenha um final de semana iluminado!!
Beijos!!♥

tesco disse...

O que assombra é a simplicidade das explicações:
"O mal que infligimos aos semelhantes não se dilui na esteira
dos tempos, assim como a fumaça se dissipa no ar atmosférico".
Porque demoramos tanto a entender algo tão rasteiro?
Por isso a dor nos acompanha a tanto tempo, é o único
"chamamento capaz de nos predispor ao esforço da reforma íntima".
Sem a dor nada vai pra frente.
Beijos.