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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 17 de novembro de 2013

SOLIDÃO I

             
               Sofremos de solidão toda vez que desprezamos as inerentes vocações e naturais tendências de nossa alma. Assim que nos distanciamos do que realmente somos, criamos um autodesprezo, passando, a partir daí, a desenvolver um sentimento de soledade, mesmo rodeados das pessoas mais importantes e queridas de nossa vida.
                Na auto-rejeição, esquecemos de perceber a presença de Deus vibrando em nossa alma; logo, anulamos nossa força interior. É como se esquecêssemos a consciência de nós mesmos.
                Para que nossa essência emerja, é preciso abandonarmos nossa compulsão de fazer-nos seres idealizados, nossa expectativa fantasiosa de perfeição e nosso modelo social de felicidade. Somente assim, exterminamos o clima de pressão, de abandono, de tensão e de solidão que sentimos interiormente, para transportarmo-nos para um existência de satisfação íntima e para uma indescritível sensação de vitalidade.
                A renúncia de nosso eu idealizado nos dará uma sensação de renascimento e uma atmosfera de liberdade como nunca antes havíamos sentido.
                O ser idealizado é uma fantasia mental. E uma imitação inflexível, construída artificialmente sobre uma combinação de dois básicos comportamentos neuróticos, a saber: adotar padrões existenciais super-rígidos, impossíveis de serem atingidos, e alimentar o orgulho de acreditar-se onipotente, superior e invulnerável.
                A coexistência desses dois modos de pensar ocasiona freqüentes estados de solidão, tristeza habitual e sentimentos mútuos de vazio e aborrecimento na vida afetiva de um casal.
                O amor e o respeito a nós mesmos cria uma atmosfera propícia para identificarmos nossa verdadeira natureza, isto é, nossa identidade de alma, facilitado nosso crescimento espiritual e, por conseguinte, proporcionando-nos alegria de viver.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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2 comentários:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Denise
Quando estamos integrados, a vida se torna um paraíso cá na Terra...
Seja abençoada e feliz!!!
Bjm de paz e bem

tesco disse...

Essa prédica me faz lembrar aquele antigo ditado que nos diziam: "O pouco com Deus é muito", muito utilizado pelos mendigos antigamente.
Hoje, com tantos filmes de super-heróis na TV, por certo se esquecem disso.
Beijos.