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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SOLIDÃO II

            
               Quase todos nós crescemos ansiosamente querendo ser adequados e certos para o mudo, porque acreditamos que não somos suficientemente bons para ser amados pelo que somos. Por isso, procuramos, desesperadamente, igualar-nos a uma imagem que criamos de como deveríamos ser. O esforço metódico para sustentar essa versão idealizada é responsável por grande parte dos nossos problemas de relacionamento conosco e com os outros.
                Entre todos os problemas de convivência, o de casais, talvez, seja um dos mais comuns entre as pessoas. Todavia, todos nós queremos companhia e afeto, mas para desfrutarmos uma união amorosa, madura e equilibrada é preciso, acima de qualquer coisa, respeitar o direito que cada criatura tem de ser ela mesma, sem mudar suas predileções, idéias e ideais.
                Os traços de personalidade não são futilidades, teimosia ou manias. Cada parceiro tem seus direitos individuais de manter sua parcela de privacidade e preferências.
                Para tanto, o diálogo compreensivo, a renúncia aos próprios caprichos, o compromisso de lealdade são fatores imprescindíveis na vida a dois, que não pode permitir a confusão de direitos individuais com direitos individualistas, com vulgaridade, com cobrança e com leviandade.
                Eis a razão de viver bem consigo mesmo tudo passa, pois todos somos viajores do universo, porém só nós viveremos eternamente com nós mesmos.
                A complexidade maior das dificuldades nos matrimônios talvez seja a não-valorização dos verdadeiros sentimentos, que força um dos parceiros, ou mesmo ambos, a contrariar sua natureza para satisfazer as opressões, intolerâncias e imposições do outro. Ninguém pode ser feliz assim, subordinando-se ao que o cônjuge quer ou decide.
                Declarar de modo geral que o divórcio é sempre errado é tão incorreto quanto assegurar que está sempre certo. Em algumas circunstâncias, a separação é um subterfúgio para uma saída fácil ou um pretexto com que alguém procura esquivar-se das responsabilidades, unicamente.
                Há uniões em que o divórcio é compreensível e razoável, porque a decisão de casar foi tomada sem maturidade e somente na busca egoística de sexo e prazer. São diversos os equívocos e desencontros humanos.
                Em outros casos, há anos de atitudes de desrespeito e maus-tratos, como também há os que impedem o crescimento do outro. São variadas as necessidades da alma humana e, muitas vezes, é melhor que os parceiros se decidam pela separação a permanecerem juntos, fazendo da união conjugal uma hipocrisia e um verdadeiro tormento. No entanto, em todas as atitudes e acontecimentos da vida, só a própria consciência do indivíduo pode fazer o autojulgamento, ou seja, com base nas carências, necessidades e dificuldades da vida a dois, decidir se deseja continuar ou partir.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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Um comentário:

tesco disse...

Muitos dos que não conseguem viver bem com m parceiro, também nao conseguem conviver nem consigo mesmo. O conflito interno é causa de muito desentendimento com os outros.
Há que harmonizar-se, e a doutrina espírita facilita nesse aspecto.
Beijos.