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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 31 de março de 2014

AS BENÇÃOS DA ALEGRIA

            Se a amargura ou o desânimo, ou ambos, tomam conta dos teus sentimentos, se o desconforto moral assinala as tuas horas, se a melancolia e o ressentimento assenhoreiam-se das tuas emoções, se o pessimismo e a desconfiança estão na tua conduta, procura Jesus quanto antes e reconcilia-te com a consciência.
            Refaze o caminho percorrido e retorna ao seu aconchego, deixando a pocilga em que te encontras, refazendo as experiências, a fim de que ele te receba nos braços e afogue-te em ternura, libertando-te das algemas perversas do engodo, facultando-te a bênção da alegria plena.
            Busca-o hoje ainda, sem postergações, porque talvez amanhã seja tarde demais.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

domingo, 30 de março de 2014

HISTÓRIA - O Presente Errado


               
               Miie Tamaki resolveu largar tudo que fazia – era economista – para dedicar-se à pintura. Durante anos procurou um mestre adequado, até que encontrou uma mulher especialista em miniaturas, que viva no Tibete. Miie deixou o Japão e foi para as montanhas tibetanas, aprender o que precisava. Passou a morar com a professora, que era extremamente pobre.
                No final do primeiro ano, Miie voltou ao Japão por alguns dias, e retornou ao Tibete com malas cheias de presentes. Quando a professora viu o que ela tinha trazido, começou a chorar, e pediu que Miie não voltasse mais a sua casa, dizendo:
                - Antes, nossa relação era de igualdade e amor. Você tinha teto, comida e tintas. Agora, ao me trazer estes presentes, você estabelece uma diferença social entre nós. Se existe esta diferença, não pode existir compreensão e entrega.

Fonte: Coluna Paulo Coelho – Revista Bem-Estar
Encarte do jornal Diário da Região – 02/03/2014
São José do Rio Preto
imagem: www.bordadoscuritiba.com.br

sábado, 29 de março de 2014

A RELAÇÃO ENTRE DOIS MUNDOS II

            
                Em Mateus (16:19) encontramos: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus..” podemos claramente evidenciar que a mensagem do Evangelho afirma, de maneira clara, sobre as conseqüências espirituais de tudo o que fazemos aqui, na vida material.
                Mergulhando profundamente nesta expressão, podemos ainda questionar o que o evangelista Mateus quer dizer com ligar, dando-nos a idéia de que poderíamos, da mesma forma, desligar o que ligamos anteriormente.
                Esta é a notícia boa dentro da problemática da queixa, ou seja, enquanto nos queixamos de nossa condição e da vida à nossa volta, nos ligamos a seres que vibram na mesma condição. Contudo quando aprendemos a domar nossas tendências queixosas e mantemos esta nova postura mental, da mesma forma, nos desligamos destas companhias espirituais e nos libertamos para novas ligações, ainda pelos mesmos meios. Nossas disposições mentais serão sempre determinantes, afinal, o tempo todo estamos irradiando nossas vibrações pessoais a todos os lugares.
                Observando ainda a mesma expressão de Mateus, ela diz: “E eu te darei as chaves do reino dos céus...” e assim podemos avaliar a importância destas ligações, afinal, se nos ligarmos de maneira adequada e atraindo companhias espirituais saudáveis do ponto de vista moral, seria a chave do reino dos céus, pois atraindo seres felizes, seríamos influenciados positivamente.
                A influência dos espíritos é elemento fundamental para decidir a condução de nossas vidas. Contudo, alguém poderia pensar que este processo nos deixaria na condição de vítimas destas influências e de certa forma sim, mas não podemos deixar de lembrar que somos influenciados por aqueles que atraímos, o que devolve a nós a responsabilidade de todo o processo e nos dá, mesmo perante a execução desta lei natural, a liberdade de escolhermos quem queremos como companhia espiritual. Aí está a grandeza de Deus, que nos deixa livres para buscar os parceiros mais adequados à nossa realidade moral.
                É assim que podemos entender que os dois mundos, material e espiritual, caminham com ligação e comunhão constante, interagindo o tempo todo e o entendimento desta realidade nos coloca em condições de transformar nossa realidade atual para outra desejada.
                Muitas vezes a ausência desta informação nos deixa eclipsados sobre algumas reações que temos. Ficamos sem entender por que agimos desta ou daquela forma, afinal, a influência exercida pelos imortais é sempre sutil e mesclada às nossas próprias intenções. Somente uma análise criteriosa poderia nos dar a chance de distinguir quais pensamentos são nossos e quais não, porém, esta análise seria de menor importância. O bom é estabelecermos boas parcerias para viver, fazer o bem para atrair o bem, então, qualquer influência seria favorável e nos conduziria ao bem.
                É evidente que ao reclamarmos o dia inteiro e atrair companhias espirituais compatíveis com nossos estado emocional, diante do desligamento do sono encontramos estas mesmas criaturas e, ao retornar a condição desperta, trazemos impressas em nós as reações destas comunicações.
                Abandonar o vício da queixa, além de nos proporcionar uma qualidade de companhia espiritual elevada, nos garantiria uma melhor qualidade de sono representando, assim, mais saúde.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago

sexta-feira, 28 de março de 2014

A RELAÇÃO ENTRE DOIS MUNDOS I

               
               Somos seres espirituais vivenciando uma experiência material e não o contrário. Desta forma, tudo o que ocorre na vida física tem reflexo direto em nossas disposições espirituais. Primeiro, influenciamos o mundo à nossa volta e, depois, somos influenciados por ele, de maneira constante e precisa.
                Obedecendo a lei da atração, onde semelhante atrai semelhante, existem inúmeros comprometimentos espirituais que, inevitavelmente, acompanham aquele que se entrega à queixa. Primeiro, cabe lembrar que somos livres e, desta forma, Deus, através de Suas Leis, respeitam nossa liberdade permitindo que nos liguemos ao que queremos.
                Mas existe uma grande facilidade de entender esta ligação, recorrendo apenas ao bom senso e refletindo o que ocorre aqui, na vida material.
                Observando a junção natural das pessoas, podemos ver que os estudiosos se aproximam, os maus se tornam cúmplices, os bons se auxiliam, as pessoas levianas comungam das mesmas idéias e os violentos caminham com outros violentos. Desta forma, vamos nos atraindo em direção às outras pessoas e grupos pela afinidade no modo de pensar e, inevitavelmente, de agir.
                Agora, se nos atraímos uns aos outros mesmo aqui, na vida física e com as limitações que ela impõe, o que não poderíamos dizer da aproximação dos espíritos, que são livres, com relação a nós?
                Desta forma, o que ocorre na vida material é dilatada quando a questão é espiritual, ou seja, manifestamos nossas tendências e atraímos as consciências desencarnadas que cintilam nas mesmas idéias. Sendo assim, quando reclamamos, nos queixamos da vida, das pessoas ou das situações, atraímos  da mesma forma, seres que também vivem um estado de insatisfação e desconforto pela situação de vida, perturbados, como todo perturbado é aquele que se revolta contra os acontecimentos da vida, mesmo que em graus variados.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: brasileirinhosnotasim.blogspot.com

quinta-feira, 27 de março de 2014

RIGIDEZ II

           
               O excesso de rigidez e severidade faz com que criemos um padrão mental que influenciará os outros para que nos tratem da mesma forma como os tratamos. Poderemos ainda, no futuro, provocar em nós um sentimento de autopunição, pois estaremos usando para conosco o mesmo tratamento de austeridade e dureza. O arrependimento se associa à culpa, nascendo daí uma vontade de nos redimir pelos excessos cometidos, o que acarreta uma necessidade de expiação – o indivíduo se compraz com o próprio sofrimento.
                Nossos limites se expressam de maneira específica e ninguém pode exigir igualdade de pensamento e ação de outro ser humano. Respeitando nossa singularidade, aprenderemos a respeitar a singularidade dos outros e sempre cairemos no excesso, quando não aceitarmos nosso ritmo de crescimento, bem como o do próximo.
                A compensação é um dos métodos de defesa do ego e consiste num fenômeno psicológico que busca contrabalançar e dissimular nossas tendências inconscientes por nós consideradas reprováveis e que tentam vir à nossa consciência.
                Os excessos de todo gênero funcionam, na maioria das vezes, como disfarce psicológico para compensar nossas tendências interiores. Exageramos posturas e inclinações na tentativa de simular um caráter oposto.
                Atitudes exageradas de um indivíduo significam, quase sempre, o contrário do que ele declara.
                Excesso de pudor – compensação de desejos sexuais normais reprimidos.
                Excesso de afabilidade – compensação de agressividade mal elaborada.
                Excesso de alimentação – compensação de insegurança ou necessidade de proteção.
                Excesso de religião – compensação de dúvidas desmoralizadoras existentes na inconsciência.
                Excesso de dominação – compensação de fragilidade e desamparo interior.
                Atrás de todo excesso ou rigidez se encontra a não aceitação da naturalidade da vida, fora e dentro de nós mesmos.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: universocultural.wordpress.com

quarta-feira, 26 de março de 2014

RIGIDEZ I


               
               Teimosia é uma forma de rigidez da personalidade. É um apego obstinado às próprias idéias e gostos, nunca admitindo insuficiências e erros.
                Conviver com criaturas que estão sempre com a razão, que acreditam que nasceram para ensinar ou salvar todo mundo e que jamais transgridem a nada, é viver relacionamentos desgastantes e insatisfatórios.
                Quase sempre, fugimos desses indivíduos dogmáticos, incapazes de aceitar e considerar um ponto de vista diferente do seu. Nesses relacionamentos ficamos confinados à representação de papéis instrutor-aprendiz, orientador-orientado, mentor-pupilo. Somente escutamos, nunca podemos expressar nossa opinião sobre os eventos e as experiências que compartilhamos.
                As pessoas teimosas vão ao excesso do desrespeito, por não darem o devido espaço para as diferenças pessoais que existem nos amigos e familiares.
                Os limites traçados pela natureza nos ensinam onde e quando devemos parar, bem como por onde e quando devemos seguir. A natureza respeita nossos dons próprios, ou seja, nossa individualidade. Assim, devemos também aceitar e respeitar nosso jeito exclusivo de ser, bem como a de todos aqueles com quem compartilhamos a existência terrena.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: www.focomagazine.com.br

terça-feira, 25 de março de 2014

ENTRE CÔNJUGES

Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.

Não deprecie os ideais e preocupações do outro.

Selecione as relações.

Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.

É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar‐nos a vida.

Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar‐lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá‐los ao desenvolvimento justo.

Jamais desprezar a importância das relações sexuais com o respeito à fidelidade nos compromissos assumidos.

Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.

Não deixe de estudar e aprimorar‐se constantemente, sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou de solteira.

Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar‐se em clima de harmonia e segurança.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: amaravilhosaesperança.blogspot.com

segunda-feira, 24 de março de 2014

REFLEXÕES SOBRE A AMIZADE

               
                 “O homem sente as primícias da felicidade na Terra quando se encontra com almas que podem desfrutar uma união pura e santa.” (LE questão 980) o codificador está repleto de razão, se pararmos para uma observação em nossa vida constataremos que os momentos mais felizes de nossas existências foram ao lado dos amigos, sejam reais, virtuais, que também são reais. Ninguém é feliz sozinho.
                Temos a necessidade de compartilhar nossas alegrias, conquistas, derrotas, vitórias e, claro, fazemos isso com os amigos. Como diz o povo: quem tem amigo não morre pagão!
                E mais uma vez Kardec captou com maestria essa necessidade humana. Mas diante do número estrondoso de gente decepcionada com a outra, de gente que fala assim: ele não era aquilo que esperava, eis uma reflexão sobre a amizade, ao amigos e o que podemos esperar deles. É fundamental para uma relação saudável sabermos o que esperar dos amigos. Não podemos ou devemos considerar que os amigos podem tudo e estarão conosco para sempre. Esta idéia é que causa a decepção em relação aos outros e nos faz ficar muitas vezes sozinhos, sem ter com quem conversar, compartilhar, dividir.
                Primeiro passo é compreender que nossos amigos estão na Terra, planeta de provas e expiações. Esse conhecimento por si só elimina a idéia de que são santos, anjos e não cometerão erros. Conscientes disso já podemos entender que nossos amigos em algum momento não corresponderão às nossas expectativas, mas ainda assim serão nossos amigos. Essa concepção vai livrar-nos da desilusão e de perdermos uma boa amizade.
                Depois, é fundamental entendermos que estamos todos, nós e nossos amigos, evoluindo juntos, crescendo, aprendendo, progredindo, portanto, menos carga no ombro deles, mais leveza nas relações.
                Por isso é muito importante nossa reflexão sobe a amizade e os amigos até para não sermos injustos com eles. E repito para que possamos entender: Muitas vezes colocamos uma carga pesada demais nos ombros dos amigos e eles são seres humano, falham, e o resultado é aquela velha decepção com as pessoas. Lá se vai uma boa amizade embora...
                Compreendamos: Até há amigos para todas as horas, todos os momentos, mas são raros os casos, muito raros. Ainda temos uma visão muito romântica das coisas, mais ou menos assim: esse cara não erra, é amigo para toda hora e, portanto, viveremos felizes para sempre...
                Mas não é bem assim.
                Há amigos, por exemplo, que compartilham apenas as horas de alegria, outros gostam de estar na tristeza ao nosso lado. Outros são amigos que nos socorrem em dificuldades financeiras, outros não servem para isso, mas nos dão suporte emocional. Outros são bem prestativos, mas não gostam muito de prosa, de sair, enfim...
                Essa conversa significa que nas amizades devemos ser um pouco mais racionais e menos emocionais até para não perdermos um grande e verdadeiro amigo, mas que tem suas limitações e não estará conosco em todas as horas. Porém, nem  por isso deixa de ser um bom amigo, que podemos passar horas, dias e momentos de muita felicidade ao seu lado. Menos peso nos outros, mais alegria e compreensão nas relações, e desfrutaremos de um pouco de felicidade aqui na Terra, ainda como encarnados e ao lado dos amigos.
 Wellington Balbo
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2013
imagem: www.mensagenscomamor.com

domingo, 23 de março de 2014

LEGENDA ESPÍRITA

Cap. XV – Item 10
O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.
O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.
O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura.
O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola.
Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.
O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução; contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço.
É por essa razão que interpretando o conceito “salvar” por “livrar da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:
– ”Fora da caridade não há salvação.”
Bezerra de Menezes

Fonte: O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: www.falconiespiritismo.com


sábado, 22 de março de 2014

O COMPANHEIRO

“Não devias tu igualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?” — Jesus. (MATEUS 18:33.)

Em qualquer parte, não pode o homem agir, isoladamente, em se tratando da obra de Deus, que se aperfeiçoa em todos os lugares.
O Pai estabeleceu a cooperação como princípio dos mais nobres, no centro das leis que regem a vida.
No recanto mais humilde, encontrarás um companheiro de esforço.
Em casa, ele pode chamar-se “pai” ou “filho”; no caminho, pode denominar-se “amigo” ou “camarada de ideal”.
No fundo, há um só Pai que é Deus e uma grande família que se compõe de irmãos.
Se o Eterno encaminhou ao teu ambiente um companheiro menos desejável, tem compaixão e ensina sempre.
Eleva os que te rodeiam.
Santifica os laços que Jesus promoveu a bem de tua alma e de todos os que te cercam.
Se a tarefa apresenta obstáculos, lembra-te das inúmeras vezes em que o Cristo já aplicou misericórdia ao teu espírito. Isso atenua as sombras do coração.
Observa em cada companheiro de luta ou do dia uma bênção e uma oportunidade de atender ao programa divino, acerca de tua existência.
Há dificuldades e percalços, incompreensões e desentendimentos? Usa a misericórdia que Jesus já usou contigo, dando-te nova ocasião de santificar e de aprender.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: pneunaestrada.blogspot.com

sexta-feira, 21 de março de 2014

JESUS E TOLERÂNCIA II

Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.
Certamente, há cortes e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregadas dos processos que envolvem os delituosos, e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves.
O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão.
O Mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, e no entanto vê o cisco no olho do seu próximo.
A proposta é rigorosa, portadora de claridade iniludível, que não concede pauta a qualquer evasão de responsabilidade.
Ele próprio, diante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana, ao invés de a julgar, “tomou-se de compaixão” e ajudou-a.
Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam. Não obstante, compadecido, os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para adquirirem a paz.
Tem compaixão de quem cai. A consciência dele será o seu juiz.
Ajuda aquele que lhe constitui punição.
Tolera o infrator. Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem.
A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: transitomaisgentil.com.br

quinta-feira, 20 de março de 2014

JESUS E TOLERÂNCIA I

Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade em relação àquele que erra.
O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em doloroso processo de autoflagelação, buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência.
A culpa é sombra perturbadora na personalidade. responsável por enfermidades soezes, causadoras de desgraças de vária ordem.
Insculpida nos painéis profundos da individualidade, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesma.
Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador, ele próprio uma consciência sob o peso de vários problemas.
Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de autojustificação, que não
consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.
A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer.
Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: verdadeiramentedoce.blogspot.com

quarta-feira, 19 de março de 2014

RELACIONAMENTOS PERTURBADORES


Os indivíduos de temperamento neurótico, tornam-se in­capazes de manter um relacionamento estável. Pela própria constituição psicológica, são perturbadores de afetividade obsessiva e, porque inseguros, são desconfiados, ciumentos, por conseqüência depressivos ou capazes de inesperadas ir­rupções de agressividade.
Os conflitos de que são portadores os levam a uma atitu­de isolacionista, resultado da insatisfação e constante irrita­bilidade contra tudo e todos. Crêem não merecer o amor de outrem e, se tal acontece, assumem o estranho comportamento de acreditar que os outros não lhes merecem a afeição, po­dendo traí-los ou abandoná-los na primeira oportunidade. Quando se vinculam, fazem-se absorventes, castradores, exi­gindo que os seus afetos vivam em caráter de exclusividade para eles. São, desse modo, relacionamentos perturbadores, egocêntricos.
O amor é uma conquista do espírito maduro, psicologica­mente equilibrado; usina de forças para manter os equipamentos emocionais em funcionamento harmônico. É uma forma de negação de si mesmo em autodoação plenificadora. Não se escora em suspeitas, nem exigências infantis; elimina o ciúme e a ambição de posse, proporcionando inefável bem-estar ao ser amado que, descomprometido com o dever de retribuição, também ama. Quando, por acaso, não correspondido, não se magoa nem se irrita, compreendendo que o seu e o objetivo de doar-se, e não de exigir. Permite a liberdade ao outro, que a si mesmo se faculta, sem carga de ansiedade ou de compulsão.
Quando estas características estão ausentes, o amor é uma palavra que veste a memória condicionada da sociedade, em torno dos desejos lúbricos, e não do real sentimento que ele representa.
Esse relacionamento perturbador faz da outra pessoa um objeto possuído, por sua vez, igualmente possuidor, gerando a desumanização de ambos.
Ao dizer-se meu amigo, minha esposa, meu filho, meu companheiro, meu dinheiro, a posse está presente e a sub­missão do possuído é manifesta sem resistência, evitando conflitos no possuidor, não obstante, em conflito aquele que se deixa possuir, até o momento da indiferença, por satura­ção, desinteresse, ou da reação, do rompimento, transforman­do-se o afeto-posse em animosidade, em ódio.
O homem deve comprometer-se ao autodescobrimento, para ser feliz, identificando seus defeitos e suas boas quali­dades, sem autopunição, sem autojulgamento, sem autocon­denação.
Pescá-los, no mundo íntimo, e eliminar aqueles que lhe constituem motivos de conflitos, deve ser-lhe a meta... Não se sentir feliz ou desventurado, porém empenhar-se por atenuar as manifestações primitivas de agressividade e pos­se, desenvolvendo os valores que o equipem de harmonia, vivendo bem cada momento, sem projetos propiciadores de conflitos em relação ao futuro ou programas de reparação do passado.
Simplesmente deve renovar-se sempre para melhor, agin­do com correção, sem consciência de culpa, sem autocom­paixão, sem ansiedade. Viver o tempo com dimensão atem­poral, em entrega, em confiança, em paz.
Pode-se dizer que, no amor, quando alguém se identifica com a pessoa a quem supõe amar, esta, apenas, realizando um ato de prolongamento de si mesmo, portanto, amando-se, e não à outra pessoa. Esta identificação se baseia na memória do prazer e da dor, das alegrias e dos insucessos, portanto, amando o passado e as suas concessões, e não a pessoa em si, neste momento, como é. É habitual dizer-se: “— Amo, porque ela (ou ele) tem compartido da minha vida, das minhas lutas; ajudou-me, sofreu ao meu lado, etc.”
O sentimento que predomina aí é o de gratidão, e grati­dão, infelizmente, não é amor, é reconhecimento que deve retribuir, compensar, quando em verdade, o amor é só doa­ção.
Os relacionamentos humanos tornam-se, portanto, per­turbadores, desastrosos, por falta de maturidade psicológica do homem, em razão, também, dos seus conflitos, das suas obsessões e ansiedades.
Graças ao autoconhecimento ele adquire confiança, e os seus conflitos cedem lugar ao amor, que se transforma em núcleo gerador de alegria com alta carga de energia vitaliza­dora.
O amor, porém, entre duas ou mais pessoas somente será pleno, se elas estiverem no mesmo nível.
A solução, para os relacionamentos perturbadores, não é a separação, como supõem muitos.
Rompendo-se com al­guém, não pode o indivíduo crer-se livre para um outro tentame, que lhe resultaria feliz, porquanto o problema não é a da relação em si, mas do seu estado íntimo, psicológico. Para tanto, como forma de equacionamento, só a adoção do amor com toda a sua estrutura renovadora, saudável, de plenifica­ção, consegue o êxito almejado, assim, para onde ou para quem o indivíduo se transfira, conduzirá toda a sua memória social, o seu comportamento e o que é.
Desse modo, transferir-se não resolve problemas. Antes, deve solucionar-se para trasladar-se, se for o caso, depois.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: blog.cancaonova.com

terça-feira, 18 de março de 2014

DEUS SEMPRE

       
           Quando Jesus afirmou que ele e o Pai são Um, desejou explicitar que a Unidade é a única realidade e que todos marcham nessa mesma direção, sem que ocorra a perda da sua individualidade, da essência existencial, do ser espiritual que se é.
            Demonstrou que ele havia alcançado o patamar mais elevado que a mente humana pode compreender em relação ao Criador, oferecendo oportunidade para que todos possam alcançar o mesmo nível de evolução.
            Assim, deixa-te conduzir por Deus, e tudo se te apresentará rico de bênçãos.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: peregrina.bloguepessoal.com

segunda-feira, 10 de março de 2014

HISTÓRIA - Eu Quero Encontrar Deus

        
                O homem chegou exausto no mosteiro:
                - Venho procurando Deus há muito tempo – disse. – Talvez o senhor me ensine a maneira correta de encontrá-lo.
                - Entre e veja nosso convento – disse o padre, pegando-o pelas mãos e levando-o até a capela. – Aqui estão as mais belas obras de arte do século XVI, que retratam a vida do Senhor, e a Sua glória junto aos homens.
                O homem aguardou, enquanto o padre explicava cada uma das belas pinturas e esculturas que adornavam a capela. No final, repetiu a pergunta:
                - Muito bonito tudo o que vi. Mas eu gostaria de aprender a maneira mais correta de encontrar Deus.
                - Deus! – respondeu o padre. – Você disse muito bem: Deus!
                E levou o homem até o refeitório, onde estava sendo preparado o jantar dos monges.
                - Olhe a sua volta: daqui a pouco será servido o jantar, e você está convidado para comer conosco. Poderá ouvir a leitura das Escrituras, enquanto sacia sua fome.
                - Não tenho fome, e já li todas as escrituras – insistiu o homem. – Quero aprender. Vim até aqui para encontrar Deus.
                O padre de novo pegou o estranho pelas mãos, e começaram a caminhar pelo claustro, que circundava um belo jardim.
                - Peço aos meus monges para manterem a grama sempre cortada, e que tirem as folhas secas da água da fonte que você vê ali no meio. Penso que este é o mosteiro mais limpo e toda a região.
                O estranho caminhou um pouco com o padre, depois pediu licença, dizendo que precisava ir embora.
                - Você não vai ficar para jantar? Perguntou o padre.
                Enquanto montava no seu cavalo, o estranho comentou:
                - Parabéns por sua bela igreja, pelo refeitório acolhedor, pelo pátio impecavelmente limpo. Entretanto, eu viajei muitas léguas apenas para aprender a encontrar Deus, e não para deslumbrar-me com eficiência, conforto, e disciplina.
                Um trovão caiu do céu, o cavalo relinchou forte, e a terra foi sacudida. De repente, o estranho tirou seu disfarce, e o padre viu que estava diante de Jesus.
                - Deus está onde o deixam entrar – disse Jesus. – Mas vocês fecharam a porta deste mosteiro para Ele, usando regras, orgulho, riqueza, ostentação. Da próxima vez que um estranho se aproximar pedindo para encontrar Deus, não mostre o que vocês conseguiram em nome Dele: escute a pergunta, e tente respondê-la com amor, caridade, e simplicidade.
                Dizendo isso, desapareceu.

Fonte: Coluna Paulo Coelho – Jornal Diário da Região – 26/01/2014
São José do Rio  Preto
imagem: camaleonicajuice.blogspot.com

Nota: Esta semana vou estar ajudando na mudança de residência de minha mãe, por isso estarei ausente da internet. Espero voltar a postar no próximo domingo. Muita paz a todos!

domingo, 9 de março de 2014

TROCAR DE VIDA II

          
                Tudo tem seu tempo e não podemos exigir de nós o que ainda não estamos prontos a oferecer.
                Não desista de você! Apenas aprenda que independente de quais sejam seus anseios – amor, felicidade, dinheiro, títulos, fama, beleza física ou moral – se estiverem sem motivação espiritual, com o passar do tempo, nos trarão a sensação de vazio.
                A insatisfação inerente à criatura humana só poderá ser resolvida com sua integração às questões espirituais, com a devida aplicação constante, o que proporciona imediato contato consigo mesmo e com as fontes geradoras de vida.
                É necessário a consciência de que sempre em nossa vida haverão situações menos felizes enquanto estivermos neste nível de educação moral e cultura espiritual, justamente para lembrarmos de nossa falibilidade. Sem os momentos de fraqueza, nos sentiríamos grandes demais e cairíamos nos abismos de nós próprios.
                Quem aprendeu a viver de maneira mais inteligente e controlada, reclamando menos da vida, gera a impressão de que as coisas são melhores, do que outros que o tempo todo evidenciam as próprias tristezas.
                O segredo para vivermos bem não é trocar de vida mas sim trocar de postura diante da vida, que sempre tem uma face risonha esperando para ser estimulada a fim de que se transforme num grande sorriso.

Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: coisasdecarolcomk.com


sábado, 8 de março de 2014

TROCAR DE VIDA I

               
                É possível que em alguns períodos de nossa vida, tenha-nos passado a ideia ou o desejo de ser outra pessoa. Até pelo impulso de ver sempre a vida dos outros mais agradável e feliz, evidentemente por um engano.
                Encontramos na questão 988 de O Livro dos Espíritos uma pergunta feita pelo Codificador que evidencia esta visão coletiva desde aquela época, ou seja, a visão de que a vida dos outros é melhor e mais fácil:
                - Há pessoas para as quais a vida se escoa numa calma perfeita; que, não tendo necessidade de nada fazer para si mesmas, estão isentas de cuidados. Essa existência feliz é uma prova de que elas nada têm a expiar de uma existência anterior?
                A resposta obedece a mesma clareza sempre atualizada dos espíritos.
                - Conhece-as bem? Se o crê, enganas-te. Frequentemente, a calma não é senão aparente. Podem ter escolhido nesta existência, mas, quando a deixam, percebem que ela não lhes serviu ao progresso e, então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei bem que o espírito não pode adquirir conhecimentos e se elevar senão pela atividade; se adormece na negligencia não avança.
                Ele é semelhante àquele que tem necessidade de trabalhar e que vai passear ou deitar com a intenção de nada fazer. Sabei, também, que cada um terá que prestar contas da inutilidade voluntária de sua existência; essa inutilidade é sempre fatal à felicidade futura. A soma da felicidade futura está em razão da soma do bem que se fez; a da infelicidade está na razão do mal e dos infelizes que se tenha feito.
                Parece até que a vida é como ir a um restaurante self service com um amigo. Pegamos nosso prato, vamos nos servimos e sentamos. Quando nosso amigo vem com o prato dele, percebemos que era aquilo que ele pegou que queríamos comer.
                Trocar de vida é sempre uma ilusão pois somos o que somos, independente da posição no cenário da vida. E, para nossa terapia, um passo importante é aprendermos a gostar de ser nós mesmos, com nossos defeitos e qualidades. Cultivarmos carinho pelo trabalho que estamos realizando em nossa própria vida, esculpindo nosso próprio crescimento moral.
                Viver não é nem fácil e nem difícil, apenas exige cuidados, afinal, toda facilidade é filha da ilusão e se queremos verdadeiramente nos colocar na condição de criaturas felizes, temos que ter a coragem de ousar vencer nossos sentimentos menores em favor de uma postura positivada.
                O bom mesmo é fazermos as pazes com a própria vida, falarmos bem de nós e dar-nos sempre a condição de tentar mais uma vez, diante dos nossos insucessos.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.comofazer.com.br

sexta-feira, 7 de março de 2014

BAIXA ESTIMA III

          
                O sentimento de inferioridade ou de baixa estima associa as criaturas a uma resignação exagerada, a um autodesleixo ou descuido das coisas pessoais. A perda do senso de autovalorização é também conseqüência do sentimento de inferioridade, que remete os indivíduos à vivência entre hábitos cronometrados e a uma mecanização dos costumes.
                O maior sentido de nossa encarnação é a conscientização da riqueza de nosso mundo interior. Somos essências divinas em busca da perfeição, cujo caminho é o autodescobrimento.
                Aqui estão algumas afirmações que, se observadas com atenção, poderão nos ajudar a reconquistar a autoconfiança perdida:
                - somos potencialmente capazes de tomar decisões sem ter que recorrer a intermináveis conselhos;
                - possuímos uma individualidade divina completamente distinta da dos outros;
                - fazemos as coisas porque gostamos, não para agradar as pessoas;
                - encontraremos sempre novos relacionamentos; por isso, não temos medo de ser abandonados;
                - usaremos, constantemente, de nosso bom senso; portanto, as críticas e as desaprovações não nos atingirão com facilidade;
                - tomaremos nossas próprias decisões, respeitando, porém, as dos outros;
                - confiaremos na Luz Maior que há em nós; ela sempre nos guiará pelos melhores caminhos.
                Depende exclusivamente de nossa vontade vencer os obstáculos da baixa estima, que nos impedem de alcançar a plenitude das realizações pessoais.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: haciaunavejezdigna.blogspot.com

quinta-feira, 6 de março de 2014

BAIXA ESTIMA II

             
                A doença sempre tem uma intencionalidade e um objetivo, surgindo nas criaturas de baixa estima a fim de alertá-las de que existe uma descompensação psíquica e da necessidade de harmonizá-la.
                Os traços psicológicos dos indivíduos que sentem autopiedade são reconhecidos pela ausência de experiências interiores. Eles possuem uma restrita visão de seu ritmo interno, não valorizam seu mundo íntimo nem desenvolvem seu potencial inato quer dizer, suas capacidades latentes.
                O que acontece é que estamos saindo da inconsciência para a consciência, da transitoriedade para a permanência, da personalidade para a individualidade, da razão para a intuição, do estar para o ser. Eis o processo de evolução das almas!
                Portanto, pela ignorância e simplicidade inatas, não quer dizer que somos inferiores por criação divina. Filhos de Deus são perfectíveis; não foram criados inferiores, mas sem ciência de si mesmos. Simples significa – básico, espontâneo, natural e primário. Ignorante – aquele que não tem consciência de si mesmo. Temos, portanto, a explicação da analogia feita pelos espíritos iluminados na questão em estudo.
                Todas as nossas capacidades e idéias criativas estão potencialmente presentes, mas os seres precisam apenas de tempo para integrá-las em definitivo. O nosso desenvolvimento espiritual consiste, unicamente, na modificação da nossa maneira de ver, e isso nada mais é do que a expressão de uma nova visão de nós mesmos e do universo.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: sandramluz2010.blogspot.com

domingo, 2 de março de 2014

30º CONGRESSO ESPÍRITA DE GOIÁS


Está acontecendo a transmissão ao vivo deste congresso através do Site (clique no link)
É necessário fazer a inscrição no site para ter acesso ao canal e a todos os estudos que esse site disponibiliza. A inscrição é gratuita.
Mais uma oportunidade de aprendizado disponibilizada pela internet. Aproveitem.


PROGRAMAÇÃO 
01/03/2014 (sáb.)
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19:30 Show com Tim e Vanessa (MG)
20:30 Palestra O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Adeilson Salles (SP) 

02/03/2014 (dom.) 
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08:30 Seminário FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE - FÓRMULA DA PAZ - Alberto Almeida (PA)
12:30 INTERVALO
14:00 Palestra O QUE VIEMOS FAZER NO MUNDO DE EXPIAÇÃO E PROVAS - Otaciro Rangel (SP)
15:45 INTERVALO
16:45 Palestra QUEM SE HABILITA A SER TRABALHADOR DO CRISTO - Rossandro Klinjey (PB)
18:30 ENCERRAMENTO

03/03/2014 (seg.) 
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08:30 Seminário NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO - Sérgio Lopes (RS)
12:30 INTERVALO
14:00 Palestra DO SIMBOLISMO HEBRAICO AOS DIAS ATUAIS - Haroldo Dutra (MG)
15:45 INTERVALO
16:45 Palestra COMO ATINGIR A PERFEIÇÃO, SENDO IMPERFEITO - Simão Pedro (MG)
18:30 ENCERRAMENTO

04/03/2014 (ter.)  
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08:30 Seminário VIVENDO COM JESUS - Divaldo Franco (BA)
12:30 INTERVALO
14:00 Painel O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Todos palestrantes
17:00 ENCERRAMENTO

sábado, 1 de março de 2014

BAIXA ESTIMA I

              
               O sentimento de autopiedade pode nos tornar doentes fisicamente. Uma espécie de invalidez psíquica envolve-nos a existência e, a partir daí, sentimo-nos inferiores e incapazes, levados a uma perda total da confiança em nós mesmos.
                A piedade aqui referenciada é o sofrimento moral de pesar ou a aflição que sentimos por autopunição. Ter pena ou dó, em muitas circunstâncias, pode não ser um sentimento verdadeiro, mas sim uma obrigação social aprendida, a ser demonstrada diante do infortúnio alheio.
                No entanto, a sensação que experimentamos de amor, permeada de respeito e afeição pelos outros, revela-nos os reais sentimentos denominados de belevolência e de compaixão.
                A baixa estima ou autopiedade pode-nos levar a ser vítimas de nós mesmos, pois estaremos somatizando essas emoções negativas em forma de doenças. Os sintomas da enfermidade podem ser considerados a forma física de expressar uma atitude interna, ou mesmo um conflito. Portanto, doentes não são somente as vítimas inocentes de algum desarranjo da natureza, mas também os facilitadores de sua própria moléstia.
                Os acontecimentos em si mesmos nunca tem muito sentido; precisamos aprender a discernir o que há por trás do aspecto físico, ou seja, atingir o conteúdo metafísico das coisas. A importância e a mensagem de um fato ou de um acontecimento somente aparecem clarificados, quando interpretados em sua significação; é isso que nos permite a compreensão completa de seu sentido.
                Quando deixamos de interpretar as ocorrências da vida e o seguimento natural que implicará seu destino, nossa existência mergulhará numa total falta de sentido.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: cafecomamigas.com