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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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sábado, 6 de fevereiro de 2016

A DOR E O TEMPO

(J. Herculano Pires)
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor. Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade. Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer. A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, “Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto, os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão:
“Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega a sua vida perdê-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte. A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estimulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar a compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Leon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto. A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que
aperta segura”. As pessoas inquietas perguntam por que há de ser assim, por que Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador. A perfeição inclui também o livre arbítrio, pois só através dele chegamos a consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites, como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

Um comentário:

Mirtes Stolze. disse...

Boa noite Denise.
Muito bom ler seus textos. Beijos.