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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

CASAMENTO E DINHEIRO I

                Não se consegue atribuir às moedas um valor puramente econômico, ainda que os nossos conteúdos de vida estejam nele embutidos, inevitavelmente.
                Desse modo, vamos identificar quais papéis a moeda pode estar desempenhando dentro da relação de conjugalidade, procurando perceber se o dinheiro está a serviço do crescimento, quando usado positivamente, ou se está dilapidando o relacionamento no uso desequilibrado dentro do casamento.
                A maioria dos casais não consegue avaliar quantas inadequações e negatividades, sutis ou ostensivas, vigem no trato com o dinheiro, como reflexos de deficiências variadas na convivência matrimonial.
                Às vezes, ele está representando o domínio de um sobre o outro, quando existe uma dependência financeira que fica a serviço do controle por parte daquele que detém o monopólio do metal. Atrás do controle neurótico escondem-se a insegurança afetiva, o ciúme, a mania de comandar, o medo de ser abandonado, etc.
                Noutras circunstâncias, ele significa a moeda de compra nas manifestações afetivas daquele que o usa, substituindo atenção, carinho e cuidados, numa tentativa de driblar a frieza ou a culpa pela sua ausência no relacionamento. Surgem presentes caros, talões de cheque, cartões de crédito disponíveis com limites astronômicos, dentre outros expedientes compensatórios.
                Em situações diversas, o dinheiro entra como tapa buraco, quando o parceiro dele se vale de forma compulsiva, para sanear carências emocionais em face da escassez na nutrição emocional doméstica. Passa a comprar tantas roupas, sapatos, bolsas, etc., que não consegue utilizá-los todos ao longo da vida, deixando-os mofar nos armários.
Nas ocorrências de desemprego demorado do esposo, pode significar baixa estima, se ele for muito orgulhoso ou se houver cobrança despropositada. Sentimentos similares podem suceder se ele tiver remuneração inferior à da esposa.
Em várias ocasiões, o dinheiro representa o status da vaidade que se procura manter a qualquer custo, ostentando uma máscara social de bem casados, disfarçando problemas e conflitos que o casal experimenta e esconde.
Quantas vezes os recursos amoedados definem quem vale mais, numa luta conjugal insana por quem obtém mais, financeiramente. Consumindo tempo e energia numa disputa de poder que encobre inseguranças recíprocas de almas  com baixo autoamor, os parceiros procuram sobrepor-se um ao outro, ignorando que o problema não é de ordem econômica, mas de autoafirmação.
Em alguns episódios, os aspectos morais são o foco do quanto os casais precisam de cuidados de cunho ético e moral para reorientarem comportamentos perdulários, esbanjadores, ou então de usura, ambição, cobiça, ou ainda de agiotagem e corrupção, reveladores de má educação, de cultura de princípios lassos e de valores imorais.
                Em alguns eventos, as cédulas falam, de forma dramática, de conteúdos muito complexos. Eles se apresentam na forma de compulsões graves, cleptomanias, estelionatos e outros, exigindo atendimento especializado, não só de natureza moral e espiritual, mas médico-terapêutico, por se tratar de espíritos que trazem comprometimentos graves, oriundos desta ou de outras vidas.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

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