- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 26 de maio de 2016

ACÚSTICA PSICOLÓGICA

(J. Herculano Pires)
No sentido orgânico, biofisiológico, os Espíritos não tem sexo, pois não possuem o corpo material e não se reproduzem. Mas o sexo vegetal, animal e humano é simples manifestação de polaridade. Há, portanto, um problema espiritual de polaridade, semelhante ao das correntes de energias que conhecemos, determinando a condição íntima do Espírito e sua posição masculina ou feminina. Por isso, nos planos inferiores da espiritualidade, nas regiões de transição do plano físico para o metafísico, as regiões infernais das religiões clássicas ou as regiões umbralinas da concepção espírita, o corpo espiritual das entidades reproduz as condições sexuais que tiveram na vida terrena. Os íncubos e súcubus da Idade Media são exemplos dessas formas grosseiras de Espíritos inferiores.
As manifestações desses seres inferiores confundem muitos estudiosos e médiuns-videntes que não aceitam a tese espírita de que os Espíritos não tem sexo. Simples falta de melhor discernimento doutrinário. Mas, como ensina Emmanuel em sua mensagem, as lesões afetivas que produzimos nos outros
repercutem em nós “criando lesões consequentes e análogas em nosso campo espiritual”. É um fenômeno de acústica psicológica, semelhante aos da acústica física e fisiológica das teorias de Helmholtz.
Os problemas sexuais, portanto, fazem parte da lei geral de ação e reação que determina as nossas provas e expiações. Essa a razão por que as vítimas de desequilíbrios nesse campo não devem ser encaradas e tratadas com a repulsa brutal e hipócrita do passado. Os que assim procedem, faltando com a caridade, podem estar preparando para si mesmos situações semelhantes no futuro.
Mas isso não justifica a aceitação em termos de normalidade, como hoje se pretende, pois então estaríamos endossando e estimulando o desequilíbrio e sua propagação, ao invés de ajudar as suas vitimas a se reequilibrarem. Emmanuel recomenda a aceitação caridosa do doente, mas recomenda que lhe apliquemos a terapêutica, de “amor e esclarecimento, ao invés de
menosprezo ou condenação”. Porque foi assim que Jesus procedeu com os desequilibrados do seu tempo, desde o endemoninhado geraseno até a mulher adultera.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

2 comentários:

Regina Bolico disse...

Olá Denise!
Te agradeço pela visita ao meu blog Ambiente de Luz e pelas palavras de incentivo. Acredito que nada é por acaso e tudo tem um propósito. Minha formação é espírita kardecista e minha falecida mãe era medium. Continuo os meus estudos e as minhas leituras acreditando que temos um propósito de vir a essa escola que é o planeta Terra para aprender, nos lapidar e para ajudar ao nosso planeta a elevar a energia. Por isso foi muito legal descobrir o teu blog e realmente os assuntos são muito interessantes. Um abração!!!

tesco disse...

O mal, ainda aí, é o egoísmo: É não ver a vida como ela é,
e sim, ver a vida como eu quero que seja!
Dessa maneira, sempre haverá desgosto e decepção para o egoísta!
Beijos.