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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 8 de setembro de 2013

AOS DISCÍPULOS

"Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos." -Paulo. (I CORÍNTIOS, 1:23.)

A vida moderna, com suas realidades brilhantes, vai ensinando às comunidades religiosas do Cristianismo que pregar é revelar a grandeza dos princípios de Jesus nas próprias ações diárias.
O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.
Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas. E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.
É nesse quadro obscuro do desenvolvimento intelectual da Terra que os aprendizes do Cristo são expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade, revelando em suas obras isoladas a experiência divina dAquele que preferiu a crucificação ao pacto com o mal.
Novos discípulos, por isso, vão surgindo, além do sacerdócio organizado.
Irmãos dos sofredores, dos simples, dos necessitados, os espiritistas cristãos encontram obstáculos terríveis na cultura intoxicada do século e no espírito utilitário das idéias comodistas.
Há quase dois mil anos, Paulo de Tarso aludia ao escândalo que a atitude dos aprendizes espalhava entre os judeus e à falsa impressão de loucura que despertava nos ânimos dos gregos.
Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do inicio. Entre eles, surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.
Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.
O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.
O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.

Comentário Haroldo Dutra Dias:
Emmanuel nos trás novos ângulos da análise da crucifixação de Jesus. Fixa duas poderosas forças que dominam o mundo dos encarnados: o comercialismo e a educação intelectual do mundo. Não obstante a grandeza de suas construções, ainda encontram-se escravizados a interesses mesquinhos e paixões puramente materiais. É natural que necessitemos dos recursos materiais para desempenhar as funções que nos são inerentes, quando encarnamos no orbe. É primordial a ampliação da nossa mente, através da educação e da absorção do patrimônio intelectual daqueles que nos precederam na jornada evolutiva. Todavia, toda construção material é provisória e representa material didático para a aquisição de um patrimônio verdadeiramente espiritual, aquele que nós poderemos carregar na intimidade da alma. Fixar-se nos elementos provisórios e didáticos da jornada, perdendo de vista os verdadeiros valores que orientam a nossa marcha, é atitude ainda pueril dos encarnados, que trocam os aspectos materiais, pelas imperecíveis realidades do espírito imortal. A cruz do Cristo é símbolo de fidelidade. O Mestre preferiu a crucifixação do que o pacto com o mal. E muitas vezes o espírito invigilante, com a sede de vitória material, pactua com o mal, provocando vastos compromissos, que o obrigam a reencarnações reparatórias, que representam estacionamento na sua marcha evolutiva. Nesse sentido, a cruz de Jesus, abre continentes do mais alto e nos ensinam que a fidelidade ao bem, ao espírito, muitas vezes significa sacrifício de nós mesmos.



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