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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 23 de abril de 2014

BANDEJA DE PRATA


              É comum no meio dos estudiosos da Doutrina Espírita, assim como de companheiros de outras religiões, porém, muitas vezes com outras terminologias, a questão da obsessão, onde espíritos encarnados são atormentados ou perseguidos por algozes desencarnados.
                Embora esta seja apenas uma definição simplificada, afinal, nosso objetivo não é de estudar a obsessão mas sim a contribuição da queixa para este processo.
                Estes perturbadores espirituais necessitam, invariavelmente, de condições favoráveis para estabelecer estes processos, onde destacamos novamente a lei de sintonia.
                Criaturas perturbadas nada podem influenciar pessoas felizes, sejam encarnadas ou não. Dentro desta visão, a queixa é fator fundamental para estabelecer este processo. Quando reclamamos de nossa vida com constância, nos oferecemos a estes obsessores numa bandeja de prata, ou seja, com relativa facilidade pois, ao lamentarmos da realidade à nossa volta, geramos um clima favorável à instalação da sintonia perniciosa.
                Na maior parte dos processos onde nos sentimos vítimas dos espíritos, em verdade somos os provocadores dos processos de desequilíbrio. Lamentar dos acontecimentos da vida é sempre uma postura de não aceitação, o que gera uma reação imprópria à saúde mental e, evidentemente, espiritual.
                Uma coisa é a existência do espírito obsessor, outra é estar obsediado. A primeira é uma situação natural pelo nosso estado espiritual atual, já, para a segunda, é necessário que perturbador e perturbado comunguem do mesmo nível mental.
                Quanto mais reclamamos, mais nos fragilizamos para que estes processos se instalem e é por isso que o dito popular diz: desgraça nunca vem sozinha... Exatamente porque, ao reclamarmos de uma situação infeliz, atraímos outra ou, pelo menos, nos colocamos vulneráveis.
                Passamos a ser presas fáceis às investidas das entidades menos felizes, que se sentem confortáveis a permanecer conosco, alimentadas pelas nossas irradiações mentais de abatimento moral.
                Muitas vezes, mesmo as doenças patológicas têm sua situação agravada pela queixa, pois mina as forças da criatura que já está doente e faz com que os recursos e medicamentos utilizados tenham seu efeito comprometido.
                Em suma, sempre que utilizamos da queixa nos colocamos como alvos fáceis para sermos atingidos por outras perturbações e assim, devemos sempre estar conscientes de nossas responsabilidades dentro de tudo que ocorre conosco.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.machadoantiguidades.com.br

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